Usando interlocutores artificiais na educação

Como essas plataformas trabalham com a geração artificial de textos e de imagens, há uma tendência para achar que esse “psitacismo cibernético” pode funcionar como uma pitonisa que tudo sabe.

Cada dia mais as chamadas “inteligências artificiais”, ou IA para os íntimos, estão na boca do povo. Mesmo sem saber direito o que rola, alguns se apavoram, outros se extasiam e outros tentam aprender e discutir os impactos em várias áreas da atividade humana.

Há um nítido exagero no uso do termo “inteligência” para se referir às variadas plataformas de software existentes em intenso desenvolvimento. Há muita inteligência envolvida, obviamente, porém é a inteligência humana que está a gerar resultados impressionantes, que precisamos acompanhar e estudar formas de regulação e controles sociais.

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O celular na sala de aula

O desafio não está na proibição do celular, mas sim na transformação de seu uso em uma ferramenta educacional inovadora e construtiva.

É cada vez mais difícil encontrar algum estudante que não tenha consigo um aparelho celular. Assim como a imensa maioria dos brasileiros (já temos uma quantidade muito maior de celulares do que de pessoas no país), quase todo o aluno carrega no bolso ou na bolsa um desses dispositivos de comunicação.

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A inteligência artificial na produção artística

O debate sobre o papel da IA na criação artística requer reflexão sobre ética, direitos autorais e equilíbrio entre inovação tecnológica e valorização do trabalho criativo humano.

Com as “habilidades” de geração de imagens por inteligência artificial cada vez mais desenvolvidas, têm surgido alguns questionamentos e preocupações especialmente por parte de profissionais da ilustração e do mercado editorial.

Esta discussão é fundamental não só para ilustradores, mas também para todos os demais profissionais de editoração, jornalismo e para a arte e cultura em geral, inclusive com suas implicações na educação, na ciência, na economia.

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Da caverna de Platão ao fetiche da mercadoria

Platão e Marx ecoam na era digital, mostrando como a realidade virtual e a economia obscurecem relações sociais e verdade.

Na alegoria da caverna, que Platão narra em seu A República, seres humanos acorrentados dentro de uma caverna desde o nascimento têm suas visões limitadas à parede da caverna, onde observam as sombras projetadas que são criadas por objetos fora de sua visão, iluminados pela luz fora da caverna. A realidade percebida pelos sentidos (as sombras na parede) e a realidade mais ampla e verdadeira fora da caverna guardam muita coisa em comum porém podem ser totalmente díspares. Platão utiliza essa metáfora para discutir a natureza da realidade e do conhecimento.

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Redes digitais e comunidades de prática

As redes sociais, parte intrínseca da cultura, transformam as interações humanas, influenciando a educação, a política e as relações sociais.

As redes sociais existem há milhares de anos, fazendo parte da própria civilização e da cultura da humanidade de modo tão intrínseco que mal temos consciência de sua existência. Além das relações presenciais, há muito que a distância tem sido superada por mecanismos de comunicação como a escrita, os correios, a imprensa, o rádio, o telégrafo, a televisão etc. Hoje com isso tudo na internet.

Porém, as redes hoje estão em evidência e o senso comum designa cada vez mais por este termo as redes digitais que se desenvolvem através das tecnologias de informação e comunicação na internet (Instagram, Facebook, YouTube, TikTok, ex-Twitter, Wikipédia, WhatsApp e muitas mais), além de outros ambientes de interação na web.

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O digital: leitura, educação e ação política

As tecnologias digitais desafiam a educação e a sociedade, criando oportunidades e ameaças que exigem reflexão e ação.

Um importante aspecto envolvendo as tecnologias digitais é o da leitura. As pessoas vão deixar de ler livros no bom e consagrado formato de edições em papel? No caso dos livros didáticos e dos dicionários, em boa parte sim; no caso de romances, de poesia, quase certamente não exclusivamente. Afinal, o papel é uma tecnologia comprovadamente resistente, que não necessita de fonte de energia, e assim como o cinema não acabou com o teatro, nem a televisão acabou com o cinema, o livro possui inúmeras vantagens. O maior inimigo dos livros não são os leitores de formatos digitais (que nos grandes sistemas online são também os maiores compradores de edições em papel) mas sim os não-leitores.

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Microcontos, criatividade e síntese de comunicação

Narrar uma história em tão pouco espaço deve contar com a cooperação do leitor, que necessita completar, com sua imaginação, os elementos sugestivos construídos pelo autor.

Dizer muito com poucas palavras sempre foi algo essencial para a comunicação, seja em palavras de ordem de movimentos políticos, em refrões de músicas, em propagandas marcantes. Vamos abordar aqui como isso pode ser usado de forma criativa para a comunicação nas redes sociais, onde narrativas simplórias usando da escatologia ao mais primário anticomunismo grassam e se multiplicam.

Trabalhar a criatividade mais literária, de contação de “causos” ou histórias de vida, é uma ótima estratégia para desenvolver habilidades de redação enxuta. E os microcontos são pequenas narrativas que devem caber em mensagens de redes sociais. Isto é, não devem ultrapassar 140 toques.

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Tecnologias sociais: os saberes dos comuns

A tecnologia social representa a convergência da ação comunitária e da expertise acadêmica para resolver desafios sociais de forma participativa, acessível e replicável.

Tecnologia social é um conceito que engloba produtos e técnicas ou metodologias, facilmente aplicáveis e reaplicáveis, que resolvam problemas sociais locais, idealmente sendo desenvolvidas em interação com a comunidade. O foco prioritário deve ser o que é interesse comum a todos

Toda a tecnologia social deve ser planejada para combater algum problema que afete os indicadores do IDH (que mede a qualidade de vida da população a partir dos eixos de educação, expectativa de vida e renda) ou outros objetivos com alguma forma de mensuração. A abordagem não pode ser meramente idealista, precisa ter metodologia científica e escopo social.

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Jogos de manipulação das verdades e mentiras

O jogo das redes sociais e aplicativos permite experimentar diferentes identidades, mas exige respeito às regras. É preciso entender esses mecanismos para evitar manipulação e mistificação das massas.

As conversas nas redes e aplicativos sociais são um grande jogo em que as pessoas são suas peças e personagens. Nesse sentido, tem tudo a ver com história oral, com história digital, com ficção, e tem a ver com a verdade/mentira também. Mesmo quando o sujeito pretende ser o que não é, no fundo ele “está sendo”. Aquilo que você quer ser é parte daquilo que você é. Quem afirma que quer ser médico, de alguma forma já é um pouquinho médico. Só pelo fato de querer ser, ele já passa a ser. Quando o sujeito diz que quer ser assassino, matar um montão de gente, no fundo já é um pouco assassino, se você permitir. Fernando Pessoa já dizia que “o poeta é um fingidor, finge tão completamente, que chega a sentir que é dor a dor que deveras sente”. O sujeito que entra no chat e diz ser uma loira de olhos azuis, talvez queria experimentar ser isso. Não quer dizer que queira sê-lo de verdade. Ou seja, nessas experiências você pode vivenciar coisas que não é.

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Dados, informação e conhecimento

Na era da informação e conhecimento, a transformação tecnológica redefine sociedade e educação, destacando a importância da construção individual do saber.

Num mundo em permanente transformação, o impacto das modernas tecnologias de comunicação produziu o que se chama hoje de “Sociedade da Informação e do Conhecimento” – gerando novos impactos nos modos de produção, mexendo na cultura e nos costumes, alterando aspectos es­senciais no exercício do próprio poder.

Hoje, praticamente qualquer ponto do planeta está literalmente ligado à rede mundial de informações, através da inter­net. O impacto dessa nova estrada, por onde não mais circulam átomos, mas sim bits, afeta cada vez mais todas as áreas da civilização: da guerra e do crime até a cultura e o comércio. A educação não pode ser, como o foi nos demais avanços tecnológicos havidos até hoje, a “última a saber” e parece que isso, desta feita, não ocorrerá – mesmo porque a internet nasceu neste berço e seu uso na educação já possui inúmeras experiências bem (e mal) sucedidas.

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