Arquivo do Autor: Maria Teresa Pina

Sobre Maria Teresa Pina

Nasci em 27 de dezembro de 1962, em São Paulo, e me formei bibliotecária em 1983 pela Escola de Sociologia e Política - Faculdade de Biblioteconomia de São Paulo. Apesar de não exercer mais a profissão, nunca perdi o interesse pela pesquisa/informação e pelos meios de comunicação.

Em Aranjuez com teu amor (Alfredo García Segura)

Aranjuez, Um lugar de sonhos e de amor Onde um rumor de fontes de cristal No jardim parece falar Em voz baixa às rosas. Aranjuez, Hoje as folhas secas sem cor Que varre o vento São recordações do romance Que … Continue lendo

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Poema de amor (Joan Manuel Serrat)

O sol nos esqueceu ontem sobre a areia, nos envolveu o rumor suave do mar, teu corpo me deu calor, tinha frio, e ali na areia, entre os dois nasceu este poema, este pobre poema de amor para ti Meu … Continue lendo

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Digamos (Mario Benedetti)

1. Ontem foi “yesterday” para bons colonos mas por fortuna nossa amanhã não é “tomorrow” 2. Tenho um amanhã que é meu e um amanhã que é de todos o meu acaba amanhã porém sobrevive o outro (Tradução de Maria … Continue lendo

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Alfonsina e o mar (Felix Luna)

Pela branda areia Que toca o mar Sua pequena pegada Não volta mais Um caminho só De pena e silêncio chegou Até a água profunda Um caminho só De penas mudas chegou Até a espuma. Sabe Deus que angústia Te … Continue lendo

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Volta a teus deuses profundos (Eugenio Montejo)

Volta a teus deuses profundos; estão intactos, estão ao fundo com suas chamas esperando; nenhum sopro do tempo as apaga. Os silenciosos deuses práticos ocultos na porosidade das coisas. Hás rodado no mundo mais que nenhum calhau; perdeste teu nome, … Continue lendo

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Minha menina se foi ao mar (Federico Garcia Lorca)

Minha menina se foi ao mar a contar ondas e pedrinhas, porém se encontrou, de pronto, com o rio de Sevilha. Entre adelfas e sinos cinco barcos se mexiam, com os remos na água e as velas na brisa. Quem … Continue lendo

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Todos os dias te descubro… (Octavio Paz)

Segundo um poema de Fernando Pessoa Todos os dias descubro A espantosa realidade das coisas: Cada coisa é o que é. Que difícil é dizer isto e dizer Quanto me alegra e como me basta Para ser completo existir é … Continue lendo

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Insônia (Rafael Diaz Icaza)

Sou náufrago, mãe, e te chamo na noite, desolado, no firme marchar para a morte, e de golpe me assalta a ternura infinita dos primeiros anos. E necessito saber que te achas perto, que a tua lâmpada vela, pontual, perto … Continue lendo

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Cantar (Oscar Cerruto)

Minha pátria tem montanhas, não mar. Ondas de trigo e trigais, não mar. Espuma azul os pinheirais não mar. Céus de esmalte fundido não mar. E o coro rouco do vento sem mar. (Tradução de Maria Teresa Almeida Pina) Cantar … Continue lendo

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O tempo (José Luis Appleyard)

Já é ontem porém então era sempre um trasladar de horários imutáveis. Desde a noite ao sol. Cada semana era distinta e igual à seguinte. A criança desdenhava o calendário e seu patrão relógio era o cansaço. Idade sem equinócios, … Continue lendo

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