Verdor que salta (Francisco Matos Paoli)

Iminência, celeste iminência
de dias que são pássaros,
de pássaros que são veias.
Frescas corolas que se imantam
além de meu abismo.
Um ritmo à parte que suaviza
a ausência em que me encontro.
Algo como uma dor que corta a distância
do céu.

Terei um novo ser.
Um ritmo apogístico que me faz livre
de todos os augúrios da terra.

Verdor incontido.
Verdor que salta
até alcançar o triunfo
do que tem sido em mim
a noite plena.

(Tradução de Maria Teresa Almeida Pina)

Verdor que salta
Francisco Matos Paoli

Inminencia, celeste inminencia
de días que son pájaros,
de pájaros que son venas.
Frescas corolas que se imantan
más allá de mi abismo.
Un ritmo aparte que mitiga
la ausencia en que me hallo.
Algo como un dolor que acorta la distancia
del cielo.

Tendré un nuevo ser.
Un ritmo cenital que me hace libre
de todos los augurios de la tierra.

Verdor incontenible.
Verdor que salta
hasta alcanzar el triunfo
de lo que ha sido en mí
la noche plena.

Sobre Maria Teresa Pina

Nasci em 27 de dezembro de 1962, em São Paulo, e me formei bibliotecária em 1983 pela Escola de Sociologia e Política - Faculdade de Biblioteconomia de São Paulo. Apesar de não exercer mais a profissão, nunca perdi o interesse pela pesquisa/informação e pelos meios de comunicação.
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