Arlindo Marques e Carlos de Barros – A dança das Máscaras

 

Vários personagens em cena executam a Dança das Máscaras enquanto dois advogados criminalistas buscam solucionar a morte misteriosa de um empresário rico, de origem judaica, ocorrida há quatro anos.

Eis o mote de um romance policial que cumpre as exigências do gênero: enredo original, suspense e mistério.

Mas que vai além ao denunciar o modo como a ciência pode ser usada de forma criminosa.

Há ainda outro aspecto a salientar nesta obra é a crítica social que os autores apresentam com mordaz ironia.

 

 

“Outras Palavras” é o programa de literatura de Levi Bucalem Ferrari na Rádio Cultura do Brasil.

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Adoniran Barbosa por Antonio Candido

 

Quando falei a Antonio Candido sobre minha admiração por Adoniran Barbosa, o mestre disse que também era fã do grande compositor. E que havia feito o texto da contracapa em um de seus discos. Pesquisei e achei no blog de Marcia Fernandes. Abaixo vão o link e o texto. Para meu azar, estou fazendo um artigo sobre Adoniram e, algumas idéias que eu tinha já foram expostas por Candido. Mas, Num fais mar, num tem portância, vô chamá duas imbulância. E começar tudo de novo. Adoniran é inesgotável.

http://palavrademusico.blogspot.com/2009/08/adoniran-barbosa-por-antonio-candido.html

  

Adoniran Barbosa por Antonio Candido

Na contracapa do LP: “Adoniran Barbosa” (Odeon, 1975; Dir. Musical de José Briamonte), encontrei este belo texto do mestre Antonio Candido, que transcrevo na íntegra:

” Adoniran Barbosa é um grande compositor e poeta popular, expressivo como poucos; mas não é Adoniran nem Barbosa, e sim João Rubinato, que adotou o nome de um amigo do Correio e o sobrenome de um compositor admirado. A idéia foi excelente, porque um artista inventa antes demais nada a sua própria personalidade; e porque, ao fazer isto, ele exprimiu a realidade tão paulista do italiano recoberto pela terra e do brasileiro das raízes européias. Adoniran é um paulista de cerne que exprime a sua terra com a força da imaginação alimentada pelas heranças necessárias de fora.

Já tenho lido que ele usa uma língua misturada de italiano e português. Não concordo. Da mistura, que é o sal da nossa terra, Adoniran colheu a flor e produziu uma obra radicalmente brasileira, em que as melhores cadências do samba e da canção, alimentadas inclusive pelo terreno fértil das Escolas, se alia com naturalidade às deformações normais de português brasileiro, onde Ernesto vira Arnesto, em cuja casa nós fumo e não encontremo ninguém, exatamente como por todo esse país. Em São Paulo, hoje, o italiano está na filigrana.

A fidelidade à música e à fala do povo permitiram a Adoniran exprimir a sua Cidade de modo completo e perfeito. São Paulo muda muito, e ninguém é capaz de dizer aonde irá. Mas a cidade que nossa geração conheceu (Adoniran é de 1910) foi a que se sobrepôs à velha cidadezinha caipira, entre 1900 e 1950; e que desde então vem cedendo lugar a uma outra, transformada em vasta aglomeração de gente vinda de toda parte. A nossa cidade, que substituiu a São Paulo estudantil e provinciana, foi a dos mestres-de-obra italianos e portugueses, dos arquitetos de inspiração neo-clássica, floral e neo-colonial, em camadas sucessivas. São Paulo dos palacetes franco-libaneses do Ipiranga, das vilas uniformes do Brás, das casas meio francesas de Higienópolis, da salada da Avenida Paulista. São Paulo da 25 de março dos sírios, da Caetano Pinto dos espanhóis, das Rapaziadas do Brás, na qual se apurou um novo modo cantante de falar português, como língua geral na convergência dos dialetos peninsulares e do baixo-contínuo vernáculo. Esta cidade que está acabando, que já acabou com a garoa, os bondes, o trem da Cantareira, o Triângulo, as Cantinas do Bexiga, Adoniran não a deixará acabar, porque graças a ele ela ficará, misturada vivamente com a nova mas, como o quarto do poeta, também “intacta, boiando no ar.”

A sua poesia e a sua música são ao mesmo tempo brasileiras em geral e paulistanas em particular. Sobretudo quando entram (quase sempre discretamente) as indicações de lugar, para nos porem no Alto da Mooca, na Casa Verde, na Avenida São João, na 23 de Maio, no Brás genérico, no recente metrô, no antes remoto Jaçanã. Quando não há esta indicação, a lembrança de outras composições, a atmosfera lírica cheia de espaço que é a de Adoniran, nos fazem sentir por onde se perdeu Inês ou onde o desastrado Papai Noel da chaminé estreita foi comprar Bala Mistura: nalgum lugar de São Paulo. Sem falar que o único poema em italiano deste disco nos põe no seu âmago, sem necessidade de localização.

Com os seus firmes 65 anos de magro, Adoniran é o homem da São Paulo entre as duas guerras, se prolongando na que surgiu como jibóia fuliginosa dos vales e morros para devorá-la. Lírico e sarcástico, malicioso e logo emocionado, com o encanto insinuante da sua anti-voz rouca, o chapeuzinho de aba quebrada sobre a permanência do laço de borboleta dos outros tempos, ele é a voz da Cidade. Talvez a borboleta seja mágica; talvez seja a mariposa que senta no prato das lâmpadas e se transforma na carne noturna das mulheres perdidas. Talvez João Rubinato não exista, porque quem existe é o mágico Adoniran Barbosa, vindo dos carreadores de café para inventar no plano da arte a permanência da sua cidade e depois fugir, com ela e conosco, para a terra da poesia, ao apito fantasmal do trenzinho perdido da Cantareira.” (Antonio Candido, 1975)

 

Pros fãs do João Rubinato, procurem neste blog meu poema Adonirando que foi musicado por Lula Barbosa e gravado duas vezes por diferentes cantores. Antes pelo grupo Catavento. E, mais tarde por Thobias da Vai Vai. É só escrever Adonirando no serviço de busca do próprio blog. Ler o poema e, ao final, ouvir a canção interpretada pelo Thobias com participação de Lula Barbosa.

Por fim, aguardar para breve meu artigo sobre Adoniran Barbosa.

Levi Bucalem Ferrari

 

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FELISIDADE – SAUDADES DE ELIS REGINA

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Ana Maria Machado – Não se mata na mata – Lembranças de Rondon

No século XIX a chegada das informações era muito lenta. Elas não se espalhavam como hoje. O brasileiro, nessa época, desconhecia seu país e não tinha idéia das belezas, grandezas, misérias e paradoxos de muitas regiões.

Foi necessário que um homem, descendente de índios e portugueses, aceitasse a missão de abrir caminhos, descobrir rios e povoados, para lançar as linhas telegráficas no centro-oeste brasileiro.

E nessa missão, foi além das descobertas. Registrou a topografia, estudou a flora e a fauna, se encantou com a riqueza do povo brasileiro e, principalmente, estabeleceu relações respeitosas com os índios que eram considerados selvagens sem alma.

Seu trabalho culminou na criação do Serviço nacional de Proteção aos Índios, atual Funai.

Rondon, o protetor dos filhos da floresta, encurtou distâncias e trouxe o brasileiro para dentro de seu país. O livro, indispensável para o conhecimento de nosso país e de seus formadores, foi escrito por Ana Maria Machado da ABL e belamente ilustrado por Maria Inês Martins.

 

 

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Waldick Garrett – A Sete Palmos

O leitor encontrará neste romance algumas personagens e situações muito intrigantes: um homem doente, assombrado por uma maldição de infância; um promotor de justiça recém empossado, designado para uma estranha cidade infestada de habitantes enigmáticos; e um homem atormentado em uma noite de letargias e tragédias…

E tudo continua através de quatro amigos em uma rodada de pôquer presenciando desaparecimentos inexplicáveis e fatos absurdos.

Temos também um casal que, após sobreviver a um terrível acidente aéreo, é levado a uma vila afastada e sombria no meio de cordilheiras desconhecidas.

Por fim, uma neblina estranha, mortal, que desviará o curso da humanidade e um policial aposentado que estará prestes a enfrentar os piores horrores da sua profissão.

 

 

 

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Tatiana Belinki – 17 é Tov !

A autora deste livro é a conhecida Tatiana Belinky, que deixou a Letônia para vir morar no Brasil aos dez anos.

Aqui a autora descreve os primeiros dezessete anos em São Paulo, por meio de crônicas divertidas e bem-humoradas.

Desde a chegada no bairro paulistano de Higienópolis até o casamento de seu irmão com uma prima, a autora narra casos, ou ‘acontecências’, como ela prefere, que marcaram sua vida e sua experiência em um novo país.

Hoje, uma das maiores escritoras de livros infantis em língua portuguesa, Tatiana Belinky faz deste livro de memórias um relato pouco convencional que combina histórias familiares, descobertas pessoais e um pouco da História do Brasil e do mundo.

 

 

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Samuel Pinheiro Guimarães – Quinhentos anos de periferia

O livro oferece uma visão abrangente das relações internacionais e de seu impacto sobre o Brasil. Nos primeiros capítulos, Samuel Pinheiro Guimarães define o conceito de estruturas hegemônicas e analisa suas estratégias de expansão, no passado e no presente.

Em seguida, discute os contornos da nova ordem internacional, marcada pela aceleração do progresso científico e tecnológico, a reorganização de territórios e do sistema produtivo, bem como a revisão do conceito de soberania, a concentração de poder e a re-incorporação de grandes áreas ao sistema capitalista.

Cinco capítulos são dedicados à análise das estratégias dos Estados Unidos, com destaque para suas relações com a América Latina e o Brasil, e dois outros capítulos tratam dos objetivos estratégicos que deveriam ser perseguidos por nosso país e pelos demais grandes Estados periféricos.

O livro contém um posfácio do autor, com uma análise da intervenção militar da OTAN na Iugoslávia, sob os pontos de vista do direito e das relações internacionais.

 

 

 

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Salim Miguel – A vida breve de Sezefredo das Neves, Poeta

O livro conta a história do mais talentoso poeta de uma geração, e que se torna mais tarde um grande empresário. Mas, a partir daí torna-se um homem impermeável a qualquer interesse pela arte.

A obra foi considerada, ao mesmo tempo, o retrato de uma geração perdida e um exercício de criação literária.

O autor, Salim Miguel, volta aos locais preferidos do escritor, sua Biriguaçu da infância e a Florianópolis da juventude, na qual um grupo de jovens intelectuais ensaiava uma nova literatura

Devo dizer que Salim Miguel, nascido no Líbano,  transformou-se num dos mais conhecidos autores catarinenses e um dos mais importantes autores contemporâneos brasileiros.

Em 2001 foi eleito Intelectual do Ano tendo recebido por isso o Troféu Juca Pato da União Brasileira de Escritores.

 

 

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Reinaldo Correia Moreira – Amazônia Terrivelmente Bela – Uma missão no Rio Javari

A partir de uma missão no Rio Javari, o livro traz aventuras que a Amazônia, em sua grandiosidade e diversidade, consegue proporcionar.

Através destas aventuras, o autor mostra a beleza e os mistérios da Amazônia, esta imensa região tão pouco conhecida pelos brasileiros que vivem fora dela.

Mostra também as suas riquezas e potencialidades bem como a cobiça que elas despertam nas potências estrangeiras.

Disto resulta uma constante ameaça a soberania brasileira na região. Sendo assim, o livro termina com um grito de convocação à sociedade para formar uma corrente na busca de manter a integridade da nossa Amazônia.

 

 

 

 

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Menalton Braff – Moca com Chapéu de Palha

Cenas campestres são pinceladas como quadros de natureza morta. E registram cenas do dia a dia enquanto as impressões vão se tornando cada vez mais palpáveis.

O amor do protagonista por Angélica, sua mulher é entremeado pelas incertezas do narrador em torno do seu destino.

Em outro cenário, o urbano, da redação do jornal e das relações profissionais ali estabelecidas, acentua-se a falta de ética e o poder que corrompe o compromisso com a verdade.

No campo, há o cuidado na preparação da comida, na arrumação da mesa de jantar, no zelo com o jardim, na vida amorosa e sentimental. A cidade, ao contrário, aparece como máquina incessante, brutal, estressante.

Qual dos cenários é mais verdadeiro? Qual é mais importante? São perguntas que surgem neste romance, formuladas em diálogo com a própria criação literária, num inteligente jogo metalingüístico, típico deste grande autor contemporâneo.

 

 

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Maria Luisa Soriano Martins – Contos Árabes

Houve, certa vez, em algum tempo longínquo e algum lugar remoto do Oriente Médio, um velho homem cujo nome ninguém sabia.

Apelidado de O dervixe louco, ele perambulava sem rumo durante muitos anos por todo o mundo árabe.

Chegava numa cidade e na praça principal, começava a contar histórias. Além de divertir, suas histórias emocionavam porque apresentavam situações de vida com as quais os ouvintes se identificavam.

Certamente o leitor juvenil de hoje também se identificará com as mesmas histórias contidas nesta obra que recebeu vários prêmios.

O livro é ilustrado por Marcelo Bicalho.

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Lygia Bojunga – Retratos de Carolina

Este livro a autora acompanha a vida de uma mulher dos seis aos 29 anos, narrando o dia a dia da personagem e as suas descobertas ao longo dos anos.

É a própria autora, Lygia Bojunga quem afirma: “É com Retratos de Carolina que eu começo essa nova caminhada. Aqui eu me misturo com a Carolina, viro personagem também: queria ver se dava pra ficar todo mundo morando na mesma casa: eu, a Carolina, e mais os outros personagens: na Casa que eu inventei.”

Na opinião da poeta Suzana Vargas “este é um livro maravilhoso que, creio passou despercebido pela crítica.”

E continua: “A narradora/autora acompanha várias fases da vida da personagem Carolina até seus 29 anos. Neste momento, a personagem praticamente obriga a autora a fazer seu último retrato.” E exige um final melhor.

Num diálogo tenso entre narradora e personagem é que o livro revela características bastante inovadoras porque dá a perceber a construção e desconstrução da narrativa.

 

 

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Jorge de Sena – O Físico Prodigioso

Numa fantasiosa Idade Média, um jovem e belo cavaleiro possui poderes mágicos, como tornar-se invisível e curar os outros com o próprio sangue. Sua vida de liberdade e prazer desperta inveja e medo, e ele é perseguido pelo Santo Ofício, a temida Inquisição.

De forma alegórica e irônica, esta novela expõe a “caça às bruxas” de um tempo assombrado pelas ditaduras. Escrita no Brasil pós Golpe de 1964, onde Sena se refugiara do opressivo regime de Salazar, “O Físico Prodigioso” é um libelo contra o despotismo disfarçado de justiça e verdade.

Mesclando linguagens, dialogando com novelas de cavalaria e cantigas de amigo e escárnio, o livro conquistou grande projeção, inspirando uma vasta produção reflexiva.

 

 

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Jonas Ribeiro – Galo Barnabé vai ao balé

Ana Carolina não conseguia parar de dançar e, por isso, decidiu para o balé entrar. Um dia, de tanto rodar, acabou caindo e ganhando um tremendo dum galo, mas não um galo qualquer.

Era o galo Barnabé. De tão galanteador, Barnabé foi eleito o coreógrafo da turma. Entre ensaios e cortejos à Madame Rococó, o galo insiste em ‘fazer festa na testa’ de Ana Carolina, o que leva a professora a não querer mais que a menina dance.

Então, surge um impasse – sem a Ana Carolina e o galo Barnabé, as outras bailarinas se recusam a dançar. Será mesmo que não haverá espetáculo?

Eis o dilema desta história destinada ao leitor infanto-juvenil e finamente ilustrada por Ana Terra.

 

 

 

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Graciliano Ramos – Vidas Secas

Este é um dos livros mais conhecidos do clássico Graciliano Ramos. Conhecido não só por sua qualidade, mas também porque se transformou num belo filme de Nelson Pereira dos Santos.

Neste livro, mestre Graça, se mostra mais humano, sentimental e compreensivo, acompanhando o pobre vaqueiro Fabiano e sua família com simpatia e uma compaixão indisfarçáveis.

Além de ser o mais comovente dos livros de ficção do autor é o que contém maior sentimento da terra nordestina, particularmente de seus serões.

Aquela parte que é áspera, dura e cruel, sem deixar de ser amada pelos que a ela estão ligados teluricamente. O que impulsiona os seres desta novela, o que lhes marca a fisionomia e os caracteres, é o fenômeno da seca.

O livro representa ainda uma evolução na obra de Graciliano Ramos quanto ao estilo e à qualidade estritamente literária.

 

 

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Eliana de Freitas – Brasil cem sentidos

Depois de nos brindar com o instigante romance “Oculta”. Eliana de Freitas, volta à cena com este livro de contos, crônicas, “causos” e conversas.

São histórias de um país fantástico, banal, absurdo, cotidiano, normal. Ou é um simulacro mimético e mutante de país parecido com o nosso.

Violento, bom de bola e ruim de escola, das praias, dos congestionamentos, dos causos, das esquinas, da morena, da cachaça, do urbano, do presente menos que perfeito…

O humor é o traço recorrente, entre situações dramáticas, absurdas e hilárias, vistas ora de um ponto de vista racional, ora de um absoluto non sense.

Obra de leitura agradável, conta com ilustrações da artista plástica Érika Finati.

 

 

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Eduardo Fiuza Filho – Indícios

Este livro de contos do escritor cearense Eduardo Fiuza Filho vem muito bem recomendado pelo apresentador, o poeta e crítico Dimas Macedo.

Este destaca, com razão, tratar-se de livro uno e plural, maduro e amplamente recortado pelo choque que provoca na linguagem, no absurdo do cotidiano e no foco do pensar suburbano.

O autor também alfineta Sobra aqueles que tentam apostam na falta de sentido de tudo que chamamos de pós-moderno.

Obra surpreendente, que vai do humor à perplexidade.

 

 

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Carlos Matus – Adeus Senhor Presidente

Este livro reúne três características originais:

 Quanto à matéria, situa-se nas fronteiras do pensamento sobre o ato de governar. Quanto à forma, entrelaça a novela e a teoria. Quanto aos destinatários, e isso é o mais notável, trata-se de uma obra dirigida aos políticos e eleitores – e não exclusivamente aos especialistas.

Em suas páginas, combinam-se uma longa e variada experiência concreta, uma excepcional criatividade e uma grande capacidade de análise interdisciplinar.

Além disso, é um dos poucos livros que inauguraram a disciplina planejamento estratégico público, e demonstra que seus resultados são bem diferentes daqueles alcançados com o planejamento econômico tradicional e o planejamento estratégico das corporações privadas.

 

 

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Ariovaldo Esteves Roggerio – Família em contos “Os Larletos”

A obra narra o dia a dia da Família Larleto, alegre, mas economicamente apertada.

O casal Júlio e Mariana vai educando seus 8 filhos sendo Zégas, de 13 anos, o mais espoleta deles. As histórias, com caráter popular e divertidas, ambientadas no Bairro do Bixiga e região Central da Cidade de São Paulo, são dirigidas a crianças, jovens e adultos.

Pais e professores também encontram nas narrativas, temas de comportamento para dialogar com os jovens de modo agradável e instigante, o que torna eficaz a tarefa educativa.

Os 38 contos presentes no livro, e que apresentam a família como caminho de realização pessoal, fazem rir e pensar.

 

 

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Mouzar Benedito – MENEGHETTI, honestamente ladrão

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