Ana Letícia Leal – Para Crescer

A autora Ana Letícia Leal foi finalista do Prêmio Jabuti em 2007 com o livro Meninas inventadas. Agora ela volta à literatura infanto-juvenil através de uma novela curta.

A história é sobre uma adolescente de 17 anos posta diante das incertezas da vida adulta. Estas são agravadas pela mudança para outra cidade de sua melhor amiga e pela morte da mãe.

As perdas fazem com que a adolescente avalie seus planos pessoais e profissionais e suas expectativas para o futuro.

 

 

 

 

“Outras Palavras” é o programa de literatura de Levi Bucalem Ferrari na Rádio Cultura do Brasil.

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Ramiro Batista – O Dossiê Rubicão – Quando a morte assume o poder

Este romance se entrecruza com as maquinações de um dos episódios mais traumáticos e pouco conhecidos da história brasileira recente.

Trata-se das dificuldades que cercaram a posse de Tancredo Neves como presidente do Brasil.

        Os fatos são narrados através das intrigas ocorridas dentro da redação de um grande jornal. E nos trazem informações muito importantes para se conhecer os meandros de nossa política e a truculência de uma direita acostumada às benesses que a ditadura lhe proporcionava.

 

 

 

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Luiz Ruffato – Questão de Pele

O renomado contista Luiz Ruffato organiza esta antologia de 14 bons contos que têm como tema o racismo. Entre os autores, alguns são ícones de nossa literatura como Machado de Assis, Lima Barreto e Coelho Neto.

Mas também estão presentes escritores de outras safras, alguns mais conhecidos pelo grande público como Nei Lopes, Cuti, Cidinha de Paula, Ferréz, Alberto Musa, Murilo Carvalho.

Entre os menos lembrados, grandes nomes como Manuel de Oliveira Paiva, J. Simões Neto e Afonso Arinos.  Ao longo de suas carreiras literárias, a maioria deles dedicou-se a temas que perpassam o preconceito de cor.

As histórias perpassam diversas fases da vida nacional, sobretudo no período que permeia o século 19, protagonizado por gênios da ciência e da arte como o Padre José Maurício, Paula Brito, André Rebouças, José do Patrocínio e muitos outros.

 

 

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Ivan Arruda Leite – Alameda Santos

Este livro oferece uma viagem ao fim dos anos 80, quando a AIDS ainda não era o que veio a ser. O sexo era celebrado como frenesi, e nos oferece um retrato em cores ácidas do Brasil que lotava as praças na esperança das Diretas-Já. É também um romance narrado como alguém que fala para um gravador.

Este romance se entrecruza com as maquinações de um dos episódios mais traumáticos e pouco conhecidos da história brasileira recente.

        Trata-se das dificuldades que cercaram a posse de Tancredo Neves como presidente do Brasil.

        Os fatos são narrados através das intrigas ocorridas dentro da redação de um grande jornal. ***E nos trazem informações muito importantes para se conhecer os meandros de nossa política e a truculência de uma direita acostumada às benesses que a ditadura lhe proporcionava.

 

 

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HUMOR: RESENHAS RESENHADÍSSIMAS – Para quem não tem tempo ou não gosta de ler

Caros amigos,

Recebi estas resenhas curtíssimas pela Internet. Provável que alguns de vocês já as tenham visto. Como se tratam apenas de clássicos da literatura internacional, resolvi dar uma chance aos brasileiros que estão na segunda parte do texto. 

 

Clássicos Condensados

Não perca tempo lendo milhares de páginas daqueles  livros sacais. Aproveite as versões condensadas que apresentamos a seguir !

 



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1) Marcel Proust. À La Recherche du temps perdu. (Em  Busca do Tempo Perdido) Paris, Gallimard. 1922

Resumo: Um rapaz asmático sofre de insônia porque a  mãe não lhe dá beijinho de boa noite. No dia seguinte   (pag. 486, I vol.) come um bolo e escreve um livro.
Nessa noite (pag. 1344, VI vol) tem um ataque de asma  porque a namorada (ou namorado?) se recusa a dar-lhe  Beijinhos. Tudo termina num baile (vol. VII) onde  estão  todos muito velhinhos – e pronto
.

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2
) Leon Tolstoi, Guerra e Paz (1.800 páginas)

Resumo: Um rapaz não quer ir à guerra e por isso  Napoleão invade Moscou. A mocinha casa-se com outro.
Fim.

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3) Luis de Camões, Os Lusíadas (várias edições)

Resumo: Um poeta com insônia decide encher o saco do  rei e contar-lhe uma história de marinheiros que,  depois de alguns problemas (logo resolvidos por uma  deusa super-gente-fina), ganham a maior boa vida numa  ilha cheia de mulheres gostosas.

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4) Gustave Flaubert, Madame Bovary (378 páginas)

Resumo: Uma dona de casa mete o chifre no marido e  transa com o padeiro, o leiteiro, o carteiro, o homem  do boteco, o dono da mercearia e um vizinho cheio da  grana. Depois entra em depressão, envenena-se e morre.

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5)
William Sheakspeare, Hamlet, Londres, Oxford Press

Resumo: Um príncipe com insônia passeia pelas muralhas  do castelo, quando o fantasma do seu pai lhe diz que  foi morto pelo tio que dorme com a mãe, cujo homem de  confiança é o pai da namorada que entretanto se  suicida ao saber que o príncipe matou o seu pai para  se vingar do tio que tinha matado o pai do seu  namorado e dormia com a mãe. O príncipe mata o tio que  dorme com a mãe, depois de falar com uma caveira e  morre, assassinado pelo irmão da namorada, a mesma que  era doida e que tinha se suicidado.

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6
) William Sheakspeare, Romeu e Julieta, Londres,  Oxford Press

Resumo: Dois adolescentes doidinhos se apaixonam, mas  as famílias proíbem o namoro. As duas turmas saem na  porrada, uma briga danada, muita gente se machuca.
Depois um padre tem uma idéia idiota e os dois morrem  depois de beber o veneno, pensando que era energético Red Bull (aquele que dá asas à imaginação).
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7)
Sófocles, Édipo-Rei, tragédia grega, várias edições   

 Resumo: Maluco tira uma onda, não ouve o que um  ceguinho lhe diz e acaba matando o pai, comendo a mãe  e furando os olhos. Por conta disso, séculos depois,  surge a psicanálise que, enquanto mostra que você vai  pelo mesmo caminho, lhe arranca os olhos da cara em cada consulta.

 

Segunda Parte 

 

Muito bem. Você já leu, em poucos minutos, alguns grandes clássicos. Pessoalmente, considero que algumas sinopses são longas demais e, portanto, cansativas. Podem dar dor de cabeça nos menos afeitos à leitura. Por isso, proponho resumos ainda menores, incluindo alguns escritores brasileiros:

(Ordem: Autor, Livro, Sinopse Mínima de leitura obrigatória e, em alguns casos, acréscimos de leitura opcional – ALO. Estes servem para diversas coisas: a) mostrar que leu mesmo; b) acrescentar uma pitadinha de humor deixando entrever que domina o assunto; c) curiosidades que podem ser elucidativas para o leitor e também ajudam a memorizar. A LEITURA DOS “ALOS” NÃO É OBRIGATÓRIA.

 

Euclydes da Cunha – Os Sertões: Sertanejos fanatizados por padre frustrado e “mutcho loco” irritam fazendeiros, são atacados pelo governo,  vencem várias batalhas, mas perdem a última; não sobrou ninguém. (ALO: latifundiários de hoje acham que o padre era do MST)

 Machado de Assis – Quincas Borba: Mulher safada seduz sócio majoritário do marido. Este fica mais rico, o outro vai à falência e fica louco. ALO: Ou fica louco e vai à falência, tanto faz.

 Machado de Assis – Esaú e Jacó: Mocinha bonita e mimada é amada por  irmãos gêmeos, nunca se decide, adoece e morre. 

 Machado de Assis – Dom Casmurro: Corno manso tenta envenenar o filho. (ALO: O pessoal era tão atrasado que ainda nadava na Praia de Botafogo).

João Guimarães Rosa – Grande Sertão: Veredas: Jagunço metido a macho apaixona-se por travesti.

Graciliano Ramos – Vidas Secas: História muito triste de retirantes é contada por cachorra inteligente (ALO: a história não interessa; é igual a de todos os retirantes; interessa a cachorra)

 

Mário de Andrade – Amar, verbo intransitivo: Prostituta alemã de luxo se finge de professora, seduz o filho e cobra do pai (ALO: alguns acham que ela juntava dinheiro para entregar ao seu gigolô que vivia na Alemanha numa boa).

 Paulo Coelho – qualquer livro: Místico retira histórias da Bíblia, do Alcorão, da sabedoria chinesa, das Mil e uma noites, da mitologia celta etc, para dar conselhos iguaizinhos aos de nossos pais.

 Luiz Alberto Moniz Bandeira – A Formação do Império Americano: da guerra contra a Espanha à guerra do Iraque – 864 págs. (como o título é muito longo e difícil de decorar, a sinopse tem que ser mais curta): George Bush sempre foi muito agressivo, desde criancinha quando seu apelido era Washington.

Karl Marx – O Capital – 4 volumes: volume 1: o patrão não paga a mais valia ao operário; Volume 2 – idem; volume 3: idem; volume 4 (bem, aí você precisa ler para saber o que é mais valia)

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Uelinton Farias Alves – José do Patrocínio: a imorredoura cor do bronze – Coleção personalidades negras

Nascido da relação de um padre com sua escrava de 14 anos, José do Patrocínio é protagonista de uma história de vida singular.

Viveu os tempos da abolição da escravatura e do movimento republicano, da política aguerrida e da alta criação artística, de mudanças sociais ao lado de personagens da história do Brasil.

Sua vida repleta de embates e reviravoltas é um testemunho do seu tempo. Patrocínio foi figura importante de uma geração que levou o Brasil aos primeiros passos da modernidade.

Participou da revolução da imprensa, mudou a face da sociedade escravista e até protagonizou a entrada do automobilismo no Brasil.

 

 

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Patrícia Tenório – Grãos

Este é um livro diferente, estranho até. E o que mais se destaca nele é o emprego de uma linguagem aparentemente simples, transparente como a água que bebemos, a conviver num contexto de prosa e poesia.

As tramas e os enredos são tão sutilmente tecidos que mal aparecem. No entanto, quando emergem à superfície de nossa mente, logo se esboroam numa teia de sugestões que falam mais pelo silêncio meditativo que pela força nua do poder da construção verbal. 

“Grãos” não sugere apenas a força misteriosa das palavras, mas também a possibilidade de germinar em nosso íntimo novos seres, assim como ocorre com as sementes que, guardadas sob o signo da multiplicação, frutificam.

Patrícia Tenório, a autora do livro, é pernambucana e verdadeiramente polígrafa, pois é poeta, contista, romancista, ensaísta e editora. Recebeu diversos prêmios pelos seus livros em quaisquer das áreas que atua.

 

 

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Nélida Piñon – Aprendiz de Homero

Nélida Piñon, da Academia Brasileira de Letras, acabou e receber por este livro o disputado prêmio Casa de Las Américas oferecido por Cuba.

Nele, a autora reúne uma seleta de ensaios sobre temas e personagens literários caros à autora, como Dom Quixote, Capitu e Ulisses. O livro também traz os discursos de agradecimento da escritora ao receber prêmios importantes, como o Príncipe de Astúrias e Menéndez Pelayo.

É Nélida quem escreve: “Sentada na poltrona verde, tenho a Ilíada no colo. Enquanto Gravetinho atordoa-me com sua natureza canina, sintonizo-me com a imaginação do grego, fonte de permanente inspiração. Assentada sobre as pedras fundadoras da civilização que o poeta empilhou para formar uma muralha, dialogo com ele.

Convicta de que ele simula ouvir a brasileira que, julgando-se às vezes camponesa e universal, reage às suas raivosas argumentações… Mas como Homero tem a imortalidade a seu favor, é paciente.

Sabe que a justiça narrativa se faz e que o tempo dissolve os nós cegos da paixão. E mesmo quando Cassandra, em outra tragédia grega, despede-se dos corifeus para ir ao encontro da morte, aceito suas emendas. Afinal, sou sua aprendiz.”

Nélida Piñon nos oferece uma aula de literatura e brinda os leitores com uma paixão e devoção pela escrita capaz de transbordar das páginas do livro.

 

 

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Nege Além – O engraxate Dudu

Na cidade de Guaxupé – Sul de Minas – havia uma rua chamada Taboão. Nela, numa casa de tipo meia-água, morava o pequeno Engraxate Dudu.

Não obstante a pobreza da família, Dudu vivia feliz na rua poeirenta, cheia de buracos e altos capins às margens. Para ele, porém, era a melhor rua do mundo, o palco de suas eternas aventuras infantis.

Nas chuvas, divertia-se com a meninada, a troco de tostões, desencalhava os calhambeques atolados nas poças de barro.

Perto dali, havia rios e açudes para mergulhos e pescarias , campinhos improvisados de futebol para as peladas de fins de semana.

E também os pomares do major Zerbini e do português Pallos, com as árvores frutíferas sempre carregadas. Era uma tentação a qual ninguém resistia.

Dudu tocava aquela vida sem maiores preocupações, pois contentava-se com tudo aquilo que seu meio lhe oferecia para uma infância feliz. Sem passado nem futuro.

Um dia, porém, já avançando na idade, mas ainda ligado à rua, Dudu sentiu a imperiosa necessidade de melhorar um pouco de vida…

 

 

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Mario Vargas Llosa – A casa verde

Este foi o livro que levou Mario Vargas Llosa a receber seu primeiro prêmio importante de crítica em 1966. Fez muito sucesso à época, e até hoje é muito festejado.

Ambientando na Amazônia peruana, relata a história de um prostíbulo montado perto de uma das cidades mais isoladas do Peru.

Esta casa suspeita será chamada de casa verde pelos habitantes da região que sentem sua rotina ameaçada pela novidade. Ela é comandada por Dom Anselmo, um forasteiro misterioso.

O livro revela o arrojo narrativo do então jovem Vargas Llosa e traz, pela primeira vez, os “inconquistáveis”, um grupo de amigos anti-heróicos e inescrupulosos que vão reaparecer em outras obras do autor.

Mario Vargas Llosa é detentor de muitos prêmios e um dos mais respeitados ficcionistas sul americanos.

 

 

 

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José Saramago – Caim

Neste livro, o consagrado escritor José Saramago, se volta aos primeiros livros da Bíblia, indo do Éden ao dilúvio, e imprimindo ao Antigo Testamento a música e o humor que marcam sua obra.

Num itinerário heterodoxo, Saramago percorre cidades decadentes e estábulos; palácios de tiranos e campos de batalha.

O leitor acompanha uma guerra secular, e de certo modo involuntária, entre criador e criatura. E, neste trajeto, revisitará episódios bíblicos conhecidos.

Para atravessar esse caminho árido, um deus às turras com a própria administração colocará Caim num altivo jegue.

Caberá à dupla encontrar o rumo entre as armadilhas do tempo que insistem em atraí-los. Caim leva a marca do senhor na testa e, assim, está protegido das iniquidades do homem.

Mas resta a ele aceitar o destino amargo e compactuar com o criador no assassinato do próprio irmão Abel.

 

 

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José Arrabal – A ira do Curupira

Este livro foi escrito por José Arrabal, capixaba de Mimoso do Sul, jornalista por profissão e escritor por convicção. Publicou muitos livros para o público adulto e também para jovens leitores.

A ira do curupira conta a história de Cairi, o menino que tinha pressa de crescer. Ser criança era pouco para ele. Chegar à idade adulta, sem o rito de passagem, parecia fácil para o curumim.

Ao lutar contra o tempo, Cairi não percebia o quanto estava preso à infância. Convivia com a contradição dos que estão então entrando na adolescência.

Ao mesmo tempo em que se amedrontava com as lendas do boto e do curupira e se emocionava com as histórias de amor e desencontros contados por sua mãe e sua avó, Cairi desafiava as leis da natureza e as regras de conduta estabelecidas por seu povo.

Impaciente, quer ser homem e guerreiro respeitado, mas guarda muito de criança em suas atitudes. Será que Cairi voltará dessa aventura tão inocente como quando partiu?

Ilustrações do livro são de Maurício Melo e Gil Vasques.

 

 

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Inah Lins de Albuquerque – A solidão espaçosa

Este livro de contos convida o leitor a uma viagem por momentos íntimos, por histórias que remetem ao passado esquecido, por cenas cotidianas, por sonhos ingênuos, por desilusões, por esperanças e por abismos invisíveis.

O esforço de deixar claro esses passados é feito com destreza pela autora cuja escrita é assentada numa vida rica de acontecimentos e de uma sólida cultura.

Seus contos nos revelam vários estilos, desde histórias bem narradas a reflexões que nos fazem mergulhar em dúvidas. Seus dilemas passam a ser nossos ao final da leitura. É um preço que temos que pagar. Mas, quem sai impune de um bom livro? É o que pergunta Luiz Arraes no prefácio do livro.

Narrativas, devaneios, pensamentos, aforismos, tudo em um conjunto harmônico que nos revela uma autora que tem muito a nos dizer.

A leitura parece que não termina e esta é a vitória do contista. O leitor não sai com respostas; sai carregado de perguntas, dúvidas, inquietações, perplexidades, angústias e encantamento.

 

 

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Flávio Braga – O olhar cingido

O escritor, dramaturgo e roteirista Flávio Braga apresenta uma surpreendente crítica ao atual poder midiático e um lamentável retrato da condição intelectual do brasileiro, que diariamente pára em frente à televisão, quebrando recordes mundiais de audiência.

O duelo entre dois programas de TV em luta por audiência revela os mitos que controlam a sociedade de massa brasileira.

Fredo Bastos é um apresentador e produtor de programas populares de grande êxito. Ele acumula poderes que o tornam tão desejável quanto temível, e não mede esforços para manter seu programa em primeiro lugar na audiência.

O arco de influências que ele vai construindo com o sucesso abre um leque que vai da extrema luxúria ao crime organizado.

Por meio da história de seu protagonista, o autor recorre a uma narrativa ágil que escancara a frivolidade e a sordidez dessa realidade perversa onde o entretenimento funciona como o ópio do povo enquanto defende os interesses de alguns.

As características de suspense do texto não sufocam a abordagem da política real, da cultura e do dia a dia das idéias. Os setores abordados pela mídia, e transformados por ela, estão representados no livro com vivacidade e verossimilhança.

Além das características de entretenimento, O OLHAR CINGIDO nos faz refletir sobre prestígios e arrogâncias construídos sobre base nenhuma.

 

 

Veja o que foi falado sobre este livro: “No texto de Flávio Braga temos um encontro com o escrever bem.”Moacyr Scliar. “Não lembro de ter lido um romance brasileiro, em anos, que me deixasse com uma sensação de “completude” como visão de mundo — no caso, o nosso mundo, o brasileiro. O olhar cingido é um porre (no bom sentido) de realidade. E muito, extremamente bem informado.”Paulo Bentancur.

 

 

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Alves da Mota – A rosa dos ventos

O drama aparece tecido com naturalidade, fazendo com que as personagens surjam dentro de uma coerente atmosfera que seduz o leitor desde as primeiras páginas.

Merece ainda registro, um certo tom de lirismo de todo não desaparecido na costa atlântica brasileira que o autor, com equilibrado senso de observação, consegue trazer para essa aliciante história.

Porque a história tem como pano de fundo a paisagem encantadora não só pelo que a natureza nos deu, mas principalmente “pela legitimidade humana, clara, movimentada, verídica aos meus olhos de ex-menino praieiro” como afirmou antes o inesquecível Luís da Câmara Cascudo.

 

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Fabrício Carpinejar-www.twitter.com/carpinejar

 

Até que se prove o contrário este é o primeiro livro feito no Twitter no mundo, respeitando o espaço de 140 caracteres. Ou é, pelo menos, o primeiro em língua portuguesa.

São frases diárias, espontâneas e passionais de um dos nossos principais autores contemporâneos.

Eis um exemplo: “O pecado não me constrange, o que me constrange é explicá-lo.”

Máximas como esta e outras para gargalhar e limpar os olhos, repassar adiante aos amigos e se emocionar, pensar mais fundo e tirar férias dos preconceitos.

O autor, Fabrício Carpinejar surpreende com sua simplicidade lúdica. Com o modo doce de falar as verdades mais duras.

É o caderno de paradoxos de um frasista iluminado.

Afinal de contas, para quê minutos de sabedoria se podemos agora ter horas, semanas, meses, décadas?

 

 

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Euclides da Cunha na Feira do Livro de Frankfurt

 

O ano do digital

Jornal Estado de São Paulo – Arte e Lazer

O Brasil contará com a participação de 50 expositores – 46 editoras e quatro instituições. Juntos, eles ocuparão um estande coletivo de 120 metros quadrados e deverão apresentar ao público 1.640 títulos nacionais. Na programação, o destaque é a mesa redonda Euclides da Cunha e a Identidade Latino-Americana, no Espaço Forum Dialog, a partir das 16h15 (11h15 de Brasília). Com mediação do presidente da União Brasileira de Escritores, Levi Bucalem Ferrari, o encontro vai reunir Claudius Armbruster, diretor do Instituto Luso-Brasileiro da Universidade de Colônia; o crítico literário Fábio Lucas; Leopoldo M. Bernucci, professor do Departamento de Espanhol e Português da Universidade da Califórnia; e Francisco Foot Hardman, professor do Departamento de Teoria Literária do Instituto de Estudos da Linguagem e Assessor Especial da Reitoria da Unicamp, além de colaborar para o Estado.

(Publicado no jornal O Estado de São Paulo em 14 de outubro de 2009)

 

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Fábio Ramos e Marcos Morais – Eles formaram o Brasil

Durante anos – e até hoje – a história do Brasil colonial tem sido narrada a partir dos ciclos econômicos e dos feitos heróicos de grandes personagens.

Neste livro, os autores selecionam 12 desses protagonistas e descrevem suas trajetórias. São homens e mulheres que viveram no Brasil nos três primeiros séculos.

As biografias apresentam: O português Caramuru e sua mulher, a índia Bartira (mais tarde, Isabel Dias); o jesuíta Manuel da Nóbrega; o bandeirante Raposo Tavares; a cristã-nova Branca Dias (vítima da Inquisição); e o senhor de engenho Fernão Cabral Taíde.

Para completar os 12 também aparecem: o latifundiário Manuel Beckman; o tropeiro Felipe dos Santos, o poeta Gregório de Matos, a ex-escrava Chica da Silva, o holandês Maurício de Nassau e o Marquês do Lavradio.

Na apresentação do livro, os autores afirmam que “Através deles conseguimos nos entender como nação”.

 

 

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