PORTOVELHACA

Dilético amigo dual leto porto gê ou tapuia et tupi outraura predominante no pintoanal metrogrossensis. Sualva músaca pelauda audivista sentida mialma mialva trauma tanta bons tempos. Portovelhaco valet uma cidade bolibrasileira e meu carálter ego formação aí por volta dos sete anos ou minos ou mimos amenos a menos que todo eso palaveado sean:

Calientes girls or bust!

But Butch Cassilda não é mais aquela. Nem no alto do campanário. Nem com suávido langor.

A vila a nauve grados de leitetude surda é bunhada pelo merdeira. Há lilás príncipe pau povolore local é a estrela de lero-lero merdeira-mimoré, mimodó, mimomi, fá, sol, lá, si foi depois de tontas mortes. Mimos miau, mialgo tengo a dizer entretudo:

“Entrelúdico oral orai por nosaltros filhos que símeos da amazônia pauta prioritária, de uma puta zona priapária.”

Guajará-mirim não cresceu. Se crescesse virava Guajará-açu, azul como era bleu le ciel parisiano há cem ânus atroz de quem ficou atrás e eis que é seu do Lido de lá. O sul é seu. O sal entretanto é mel do ledo engano de cá. Saldeios das brasiloiras dossuldas. Saussundas das brasilíricas do seio. Saudílicas das brasibundas do céu sul sal sol cio.

No calor da vila e no calar da noite muitas piranhas dão prazer ao pecador. Entretantágua, no merdeira dão merdo porque merdem o pescador merdoso. Eu, hein! Prá que tanta piranha, meu Deus? Pergunta meu coração. Minha vara, a de pescar, porém, Drumão, não pergunta; nada. Just like esther williams minha vara swims singing an old beatles song at portobelo murtinho beérre road. Treich meia cuatro diria uma ipaunemense daquelas bem gustosas. Ah, as miniminhas do Lebrão! Do Lebrão de Ipaunelas, mas não só. Do tatuapé e a cavalo também.

Às vezes pinço que sorria interacinte pô brincar esta proesia num jornél loquéu. Pini e Juquirél. Assim assado tridos sapariam que o doutor aqui não veio só pra fazer o estúpido estado, mas faz também palraloucas que o candidatam a academência rondoniana de litros. Ou às piranhas do merdeira. Entenderiam quiçá o chorarsorrindo da proeza da prosa poesia e que não há mais espaço para os papos caretoestruturados do tipo “oh, minha amada, me perdoa”, que são um saco, pergunto-vos-eu?

Last but no Lizt, o composer: é urgente sampalizar o patropi e portovelhacar a desvairada. Neste aicho que fode estar o novo. Bahia, Rio, Nordeste, Belém são papos mui manjados que já doeram o que tinham que doar. São velhas ex-truturas ex-tonturas ex-torturas.

Mas baianos são genitais quando não bundericam. E bundericam com genialidade na idade da terra em transe do senhor do bom

fim.


Publicado em “A Portovelhaca & Outras (SP. Paubrasil Ed. 1984). Recebeu o 1º lugar no Concurso de Poesia Falada do SESC, 1981.

Sobre levi

Poeta, ficcionista, ensaísta, sociólogo e professor universitário. Presidente da UBE - União Brasileira de Escritores, diretor do Sindicato dos Sociólogos de S. Paulo e Presidente do IPSO - Instituto de Pesquisas e Projetos Sociais e Tecnológicos. Integra a Coordenação do Movimento Humanismo e Democracia e o Conselho de Redação da Revista Novos Rumos. Foi Presidente da ASESP – Associação dos Sociólogos do Estado de São Paulo, Administrador Regional de Santana -Tucuruvi (SP). Coordenador da Proteção dos Recursos Naturais do Estado de São Paulo. Livros Publicados: Burocratas e Burocracias (ensaio, SP, Ed. Semente, 1981); Ônibus 307 – Jardim Paraíso (poesia, SP, Muro das Artes, 1983); A Portovelhaca e as Outras (poesia, SP, Paubrasil, 1984). O Seqüestro do Senhor Empresário (romance, SP, Publisher/Limiar, 1998); O Inimigo (contos, Limiar – SP, 2003). Recebeu o Prêmio de Revelação de Autor da APCA – Associação Paulista de Críticos de Arte e outros. Publicou diversos artigos, contos, crônicas, poemas e resenhas literárias em coletâneas, jornais e revistas.
Esta entrada foi publicada em POEMAS e marcada com a tag , . Adicione o link permanente aos seus favoritos.

3 Responses to PORTOVELHACA

  1. Marcelo Leite disse:

    Levi, que alegria encontrar seu blog e poder relembrar..

    Em meados de 80 estive com meu melhor amigo num pequeno teatro, em Santana, onde tive o privilégio de conhecer a PORTOVELHACA. Ficamos boquiabertos e maravilhados.

    Não me lembro bem se você distribuiu o poema escrito ou se anotamos. O fato é que nós dois decoramos e passamos a “recitá-lo” quase que obsessivamente.. Como até hoje me lembro, joguei no Google para ver o que dava…

    Se foram quase 30 anos, meu amigo também se foi, mas seu poema permanece vivo como que para me lembrar que para estar feliz basta lembrar de momentos felizes.

    Parabéns grande poeta!

  2. Marcelo Leite disse:

    E aqui estou novamente Levi, mais 6 anos se passaram e, para minha própria surpresa, venho lhe contar que acabo de lançar meu primeiro livro: Gota de Poesia. Certamente lhe devo alguma coisa, passei para agradecer. Obrigado poeta.

  3. levi disse:

    obrigado amigo Marcelo. boa sorte na poesia e na vida.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.