{"id":411,"date":"2009-02-17T13:18:05","date_gmt":"2009-02-17T16:18:05","guid":{"rendered":"http:\/\/blogs.utopia.org.br\/poesialatina\/?page_id=411"},"modified":"2009-02-17T13:18:05","modified_gmt":"2009-02-17T16:18:05","slug":"louise-labe","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/blogs.utopia.org.br\/poesialatina\/biografias\/louise-labe\/","title":{"rendered":"Louise Lab\u00e9"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/blogs.utopia.org.br\/poesialatina\/files\/louise-labe.jpg\" alt=\"\" width=\"145\" height=\"200\" class=\"alignleft size-full wp-image-414\" \/> Filha de Pierre Charly, um rico cordoeiro, e de \u00c9tiennette Roybet, Louise viveu toda a sua vida em Lyon, recebeu uma educa\u00e7\u00e3o refinada para a \u00e9poca, consistindo de latim, italiano, m\u00fasica, equita\u00e7\u00e3o e at\u00e9 mesmo esgrima. Bonita e independente, aos dezesseis anos (1542) disfar\u00e7ou-se de homem e sob a alcunha de &#8220;capit\u00e3o Loyz&#8221; acompanhou um de seus amantes ao cerco de Perpignan e chegou mesmo a tomar parte de combates. Anos depois, novamente travestida, participou de um torneio de esgrima em Lyon.<\/p>\n<p>Em 1550 resolveu casar-se e desposou Ennemond Perrin, cordoeiro e rico como fora seu pai, de onde veio o apelido de &#8220;Bela Cordoeira&#8221;. Em sua mans\u00e3o, deu grandes recep\u00e7\u00f5es para a sociedade burguesa da \u00e9poca, e, com a morte do marido (por volta de 1560), voltou a ter in\u00fameras aventuras amorosas (embora, entre suas conquistas, seja conhecido apenas o nome do poeta Olivier de Magny).<\/p>\n<p>A principal obra de Louise Lab\u00e9 \u00e9 o D\u00e9bat de Folie et d&#8217;Amour (&#8220;Debate da Loucura e do Amor&#8221;), de 1555, contendo 24 sonetos, e onde defende uma pauta &#8220;feminista&#8221;: direito das mulheres \u00e0 educa\u00e7\u00e3o, \u00e0 liberdade de pensamento e a escolha de parceiros. Seguem-se a eles as tr\u00eas \u00c9l\u00e9gies (&#8220;Elegias&#8221;), no mesmo ano. As obras, que exprimem uma &#8220;paix\u00e3o sensual e ardente, foram inspiradas no modelo da \u00e9poca, Petrarca, mas al\u00e9m do grande rigor formal, destacam-se dentre as obras contempor\u00e2neas por seu ardor, sua espontaneidade e pela sinceridade com que s\u00e3o expressos os sentimentos. Embora perseguida e repreendida por v\u00e1rios reacion\u00e1rios, ela foi saudada por seus colegas poetas da \u00e9poca como uma nova Safo, fama not\u00e1vel para uma poetisa com t\u00e3o poucos trabalhos publicados.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Filha de Pierre Charly, um rico cordoeiro, e de \u00c9tiennette Roybet, Louise viveu toda a sua vida em Lyon, recebeu uma educa\u00e7\u00e3o refinada para a \u00e9poca, consistindo de latim, italiano, m\u00fasica, equita\u00e7\u00e3o e at\u00e9 mesmo esgrima. Bonita e independente, aos &hellip; <a href=\"https:\/\/blogs.utopia.org.br\/poesialatina\/biografias\/louise-labe\/\">Continue lendo <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":14,"featured_media":0,"parent":14,"menu_order":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","template":"","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"ngg_post_thumbnail":0,"footnotes":""},"class_list":["post-411","page","type-page","status-publish","hentry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blogs.utopia.org.br\/poesialatina\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/411","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blogs.utopia.org.br\/poesialatina\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/blogs.utopia.org.br\/poesialatina\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.utopia.org.br\/poesialatina\/wp-json\/wp\/v2\/users\/14"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.utopia.org.br\/poesialatina\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=411"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/blogs.utopia.org.br\/poesialatina\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/411\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":423,"href":"https:\/\/blogs.utopia.org.br\/poesialatina\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/411\/revisions\/423"}],"up":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.utopia.org.br\/poesialatina\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/14"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blogs.utopia.org.br\/poesialatina\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=411"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}