{"id":285,"date":"2009-02-08T13:56:49","date_gmt":"2009-02-08T15:56:49","guid":{"rendered":"http:\/\/blogs.utopia.org.br\/poesialatina\/?page_id=285"},"modified":"2009-02-09T23:15:21","modified_gmt":"2009-02-10T01:15:21","slug":"cesar-vallejo","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/blogs.utopia.org.br\/poesialatina\/biografias\/cesar-vallejo\/","title":{"rendered":"C\u00e9sar Vallejo"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/blogs.utopia.org.br\/poesialatina\/files\/cesar_vallejo.jpg\" alt=\"\" width=\"145\" height=\"200\" class=\"alignleft size-full wp-image-287\"><\/p>\n<p>Nasceu em Santiago de Chuco, regi\u00e3o andina localizada ao norte do Per\u00fa, no seio de uma fam\u00edlia com origens espanholas e ind\u00edgenas. Desde pequeno conheceu a mis\u00e9ria, mas teve o afeto familiar que longe do qual tinha um incur\u00e1vel sentimento de orfandade. Estudou na Universidade de Trujillo, cidade onde descobriu a boemia influenciado por jornalistas, escritores e pol\u00edticos rebeldes. <\/p>\n<p>Em Trujillo, Vallejo publicou seus primeiros poemas antes de chegar a Lima no final de 1917. Nesta cidade lan\u00e7a seu primeiro livro: Los Heraldos Negros (impresso em 1918, lan\u00e7ado em 1919), um dos mais representativos exemplos de posmodernismo. <\/p>\n<p>Em 1920 faz uma visita a sua cidade natal e acaba se envolvendo em confus\u00f5es que o levaram a cadeia aonde permaneceu por cerca de tr\u00eas meses; esta experi\u00eancia teve uma profunda influ\u00eancia em sua vida e em sua obra, refletindo diretamente em v\u00e1rios poemas de seu segundo livro, Trilce (1922). Considerada como uma obra fundamental pela renova\u00e7\u00e3o da linguagem po\u00e9tica hispanoamericana, pois em Trilce, Vallejo se afasta dos modelos tradicionais que at\u00e9 ent\u00e3o havia seguido, adotando uma linha mais modernista e realizando um angustiante e desconcertante mergulho nos abismos da condi\u00e7\u00e3o humana, que nunca antes haviam sido explorados.<\/p>\n<p>No ano seguinte parte para Paris, aonde permanecer\u00e1 (fazendo algumas viagens a Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica, Espanha e outros pa\u00edses europeus) at\u00e9 o fim de seus dias. Em Par\u00eds, viveu em extrema pobreza e grande sofrimento f\u00edsico e moral. Participa com amigos como Huidobro, Gerardo Diego, Juan Larrea e Juan Gris de atividades de cunho vanguardista renunciando a sua pr\u00f3pria obra Trilce e em 1927 aparece firmemente comprometido com o marxismo em sua atividade intelectual e pol\u00edtica. Escreve artigos para peri\u00f3dicos e revistas, pe\u00e7as teatrais, relatos e ensaios de inten\u00e7\u00e3o propagandistas, como Russia em 1931. Inscrito no Partido Comunista da Espanha (1931) e designado para ser correspondente acompanha os acontecimentos da Guerra Civil e escreve o seu poema mais pol\u00edtico: <em>Espa\u00f1a, aparta de mi este c\u00e1liz<\/em>, que aparece em 1939 impresso por soldados do ex\u00e9rcito republicano. <\/p>\n<p>Toda a obra po\u00e9tica escrita em Par\u00eds, e que Vallejo publicou parcamente em diversas revistas, apareceria postumamente nesta cidade com o t\u00edtulo: Poemas humanos (1939). Nesta produ\u00e7\u00e3o \u00e9 vis\u00edvel seu esfor\u00e7o em superar o vazio e o niilismo de Trilce e em incorporar elementos hist\u00f3ricos e da realidade concreta (peruana, europ\u00e9ia, universal) com os que pretendem manifestar uma apaixonada f\u00e9 na luta dos homens pela justi\u00e7a e solidariedade social. <\/p>\n<h4><a href=\"http:\/\/es.wikipedia.org\/wiki\/Cesar_Vallejo\" target=\"_self\">&#187; C\u00e9sar Vallejo na Wikip\u00e9dia<\/a><\/h4>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nasceu em Santiago de Chuco, regi\u00e3o andina localizada ao norte do Per\u00fa, no seio de uma fam\u00edlia com origens espanholas e ind\u00edgenas. 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