{"id":404,"date":"2009-01-26T16:19:13","date_gmt":"2009-01-26T19:19:13","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.utopia.org.br\/panela\/?page_id=404"},"modified":"2023-06-20T16:19:38","modified_gmt":"2023-06-20T19:19:38","slug":"curiosidades","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/blogs.utopia.org.br\/panela\/curiosidades\/","title":{"rendered":"Curiosidades"},"content":{"rendered":"<p><strong>A\u00e7\u00facar de confeiteiro<\/strong>: \u00c9 um tipo de a\u00e7\u00facar refinado muito fino, tamb\u00e9m conhecido como a\u00e7\u00facar de peneirar. Ele \u00e9 produzido a partir do a\u00e7\u00facar granulado comum, passando por um processo de moagem muito fina. Na confeitaria, \u00e9 amplamente utilizado para fazer coberturas, glac\u00eas e para polvilhar em cima de doces. Esse a\u00e7\u00facar dissolve facilmente e proporciona um acabamento suave nas prepara\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p><strong>A\u00e7\u00facar impalp\u00e1vel<\/strong>: O a\u00e7\u00facar impalp\u00e1vel \u00e9 uma variedade especial de a\u00e7\u00facar de confeiteiro. Durante o processo de fabrica\u00e7\u00e3o, ele \u00e9 misturado com amido de milho (ou outro amido comest\u00edvel). O amido ajuda a evitar a forma\u00e7\u00e3o de grumos e confere uma textura suave \u00e0 cobertura. Esse tipo de a\u00e7\u00facar \u00e9 especialmente utilizado em prepara\u00e7\u00f5es que requerem um acabamento liso, como coberturas de bolos decorados e pasta americana.<\/p>\n<p><strong>A\u00e7\u00facar gelado<\/strong>: O a\u00e7\u00facar gelado \u00e9 uma varia\u00e7\u00e3o do a\u00e7\u00facar de confeiteiro comum. Al\u00e9m do amido de milho, tamb\u00e9m cont\u00e9m dextrose e gordura vegetal hidrogenada. A grande diferen\u00e7a desse a\u00e7\u00facar \u00e9 que ele n\u00e3o derrete facilmente. Por esse motivo, pode ser utilizado em coberturas de donuts, bolos, biscoitos, sonhos e outros doces, mantendo sua apar\u00eancia soltinha por um longo per\u00edodo.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"align center aligncenter\" style=\"margin-left: auto;margin-right: auto\" src=\"https:\/\/blogs.utopia.org.br\/panela\/files\/panela.gif\" width=\"80\" height=\"80\"><\/p>\n<p><strong>Brandade<\/strong>, parto cl\u00e1ssico franc\u00eas, que tem a textura de um pur\u00ea. A <em>brandade de morue<\/em> \u00e9 feita com bacalhau, alho, leite, azeite de oliva e creme de leite. Normalmente \u00e9 servida sobre torradas e, \u00e0s vezes, com trufas negras picadas. Serve-se tamb\u00e9m fria, como antepasto. \u00c9 origin\u00e1ria da regi\u00e3o da Proven\u00e7a. De preparo semelhante \u00e0 brandade francesa, nesta vers\u00e3o \u00e9 um tradicional prato da cozinha portuguesa. Entra em seu preparo pur\u00ea de batas, al\u00e9m dos ingredientes tradicionais.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"align center aligncenter\" style=\"margin-left: auto;margin-right: auto\" src=\"https:\/\/blogs.utopia.org.br\/panela\/files\/panela.gif\" width=\"80\" height=\"80\"><\/p>\n<p><strong>Croque-monsieur<\/strong>, sandu\u00edche franc\u00eas, com recheio de queijo e presunto, passado no ovo antes de ser salteado na manteiga. Existe um equipamento especial para frit\u00e1-lo, consistindo em duas chapas c\u00f4ncavas de metal, redondas ou quadradas, presas por uma dobradi\u00e7a com cabos longos, que mant\u00e9m o sandu\u00edche firme durante a fritura.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"align center aligncenter\" style=\"margin-left: auto;margin-right: auto\" src=\"https:\/\/blogs.utopia.org.br\/panela\/files\/panela.gif\" width=\"80\" height=\"80\"><\/p>\n<p><strong>Cuscuz Marroquino<\/strong>, seu nome em franc\u00eas \u00e9 couscous. \u00c9 um prato completo, que leva s\u00eamola de trigo em pequenos gr\u00e2nulos, carne de vaca, aves, legumes.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"align center aligncenter\" style=\"margin-left: auto;margin-right: auto\" src=\"https:\/\/blogs.utopia.org.br\/panela\/files\/panela.gif\" width=\"80\" height=\"80\"><\/p>\n<p><strong>Cuscuz Paulista<\/strong>, \u00e9 uma esp\u00e9cie de bolo salgado, preparado com farinha de milho, \u00e1gua e azeite para ligar, temperos verdes, cebolas, tomates, palmito, ervilha, ovos cozidos e sardinhas em conserva. \u00c9 preparado no forno, em forma de canudo no centro.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"align center aligncenter\" style=\"margin-left: auto;margin-right: auto\" src=\"https:\/\/blogs.utopia.org.br\/panela\/files\/panela.gif\" width=\"80\" height=\"80\"><\/p>\n<p>O <strong>emulsificante<\/strong> \u00e9 um aditivo apresentado na forma l\u00edquida, que promove uma r\u00e1pida emuls\u00e3o entre os ingredientes da receita. \u00c9 utilizado para acentuar a elasticidade, melhorar textura e maciez na massa de bolos, panetones, colombas, sorvetes, chantillys, glac\u00eas etc. \u00c9 aplicado durante o preparo da massa, sendo a propor\u00e7\u00e3o indicada: 1 colher (sobremesa) de emulsificante para cada 300 g de farinha. Para gelados comest\u00edveis, a propor\u00e7\u00e3o varia de 8g a 10g por litro de calda ou produto final. Deve ser armazenado em local seco e fresco, longe de produtos qu\u00edmicos e com odores fortes.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"align center aligncenter\" style=\"margin-left: auto;margin-right: auto\" src=\"https:\/\/blogs.utopia.org.br\/panela\/files\/panela.gif\" width=\"80\" height=\"80\"><\/p>\n<p><strong>Glicerina<\/strong> \u00e9 um tri\u00e1lcool derivado de \u00f3leos ou gorduras. Seu nome qu\u00edmico \u00e9 1-2-3 Propanatriol ou, como \u00e9 comumente conhecido, Glicerol. \u00c9 um l\u00edquido xaroposo, incolor, inodoro, de sabor levemente adocicado. Confere umidade e d\u00e1 maciez \u00e0 massa, funcionado como lubrificante, facilitando seu manuseio e sua modelagem. Usada em p\u00e3es, bolos, pasta americana etc. \u00e9 essencial no preparo da massa de panetone. Deve sempre ser usada na quantidade sugerida pela receita, embora a dosagem recomendada seja de 10g para cada kg de massa.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"align center aligncenter\" style=\"margin-left: auto;margin-right: auto\" src=\"https:\/\/blogs.utopia.org.br\/panela\/files\/panela.gif\" width=\"80\" height=\"80\"><\/p>\n<p><b>Tomilho<\/b>. Arbusto pequeno e resistente, de folhas ovais e arom\u00e1ticas, de sabor picante quando frescas. Suas flores s\u00e3o brancas, lilases ou levemente p\u00farpura. Segundo uma lenda antiga, o tomilho teria nascido das l\u00e1grimas da bela Helena de Tr\u00f3ia. Para os gregos, era s\u00edmbolo de coragem, gra\u00e7a e eleg\u00e2ncia. Ali\u00e1s Thymus (nome cient\u00edfico) deriva da palavra grega thymom, que quer dizer <i>coragem<\/i> e existem muitas tradi\u00e7\u00f5es relacionadas a esta virtude. Os soldados romanos banhava-se em \u00e1gua de tomilho e as damas da Idade M\u00e9dia bordavam ramos de tomilho em pe\u00e7as oferecidas aos cavaleiros. Os gregos usavam-no como condimento e dele extra\u00edam tamb\u00e9m \u00e1lcool ou licor arom\u00e1tico muito apreciado. Tem importante qualidade antiss\u00e9ptica e por esta raz\u00e3o era utilizado pelos eg\u00edpcios no embalsamento de m\u00famias. Por esta qualidade, inclusive, \u00e9 muito utilizado em vinha-d&#8217;alhos e molhos de marinar. \u00c9 encontrado fresco, seco ou em p\u00f3. Al\u00e9m do uso em vinha-d\u00e1lhos, pode condimentar carnes, sopas de peixe, tomates, cenouras, beterrabas, saladas de tomate e cebola, ovos, queijos e tamb\u00e9m para conservar azeitonas.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"align center aligncenter\" style=\"margin-left: auto;margin-right: auto\" src=\"https:\/\/blogs.utopia.org.br\/panela\/files\/panela.gif\" width=\"80\" height=\"80\"><\/p>\n<p>Sem cor, sem sabor e sem odor a <strong>gelatina<\/strong> \u00e9 um agente para encorpar l\u00edquidos. Prote\u00edna obtida a partir do cozimento prolongado de ossos e tecidos fibrosos de animais, principalmente boi e porco, ao ser misturada a um l\u00edquido, muda sua consist\u00eancia, tornando-a mais firme, sem perder a maciez. Industrialmente preparada, pode ser encontrada em p\u00f3 ou em folha, com ou sem sabor. Deve ser guardada em ambiente fresco e seco,em recipiente bem vedado. \u00c9 ingrediente usado tanto em pratos doces como em salgados. Frutas como o abacaxi e o mam\u00e3o possuem uma enzima natural que atua sobre a composi\u00e7\u00e3o qu\u00edmica da gelatina, impedindo-a de adquirir consist\u00eancia. Esta enzima \u00e9 encontrada apenas na fruta fresca ou em seu suco. At\u00e9 o final do s\u00e9culo XIX, antes do advento da industrializa\u00e7\u00e3o da gelatina, s\u00f3 era poss\u00edvel preparar pratos gelatinosos a partir da fervura dos ossos, com a utiliza\u00e7\u00e3o de cola de peixe (gelatina das nadadeiras de alguns peixes) ou, ainda, usando o carrageen (um tipo de alga). Vale, tamb\u00e9m, lembrar que um envelope de gelatina sem sabor equivale a 5 folhas de gelatina.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"align center aligncenter\" style=\"margin-left: auto;margin-right: auto\" src=\"https:\/\/blogs.utopia.org.br\/panela\/files\/panela.gif\" width=\"80\" height=\"80\"><\/p>\n<p><strong>Gergelim<\/strong> tamb\u00e9m chamado de <strong>S\u00e9samo<\/strong> \u00e9 conhecido desde a antiguidade, \u00e9 origin\u00e1rio da \u00cdndia. O primeiro registro encontrado sobre sua utiliza\u00e7\u00e3o data de 3000 a.C., e foi feito em argila, na Ass\u00edria. Suas sementes s\u00e3o cor de mel e, depois de torradas, t\u00eam um gosto de am\u00eandoas. Seu \u00f3leo \u00e9 ingrediente b\u00e1sico na culin\u00e1ria oriental. Desempenha papel importante tamb\u00e9m na culin\u00e1ria judaica. Encontrado em gr\u00e3o, com casca ou descascado, inteiro ou mo\u00eddo, existe ainda em pasta, conhecida por manteiga de gergelim, com consist\u00eancias variadas. \u00c9 usado em pastas salgadas, p\u00e3es, bolos, biscoitos e doces. Uma de suas variedades \u00e9 nativa do Brasil e pouco difere da oriental.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"align center aligncenter\" style=\"margin-left: auto;margin-right: auto\" src=\"https:\/\/blogs.utopia.org.br\/panela\/files\/panela.gif\" width=\"80\" height=\"80\"><\/p>\n<p><strong>Manteiga clarificada<\/strong> \u00e9 a manteiga que teve o soro eliminado atrav\u00e9s de processo em que \u00e9 aquecida suavemente, at\u00e9 que sua \u00e1gua se evapore e as partes s\u00f3lidas se separem. O creme \u00e9 recolhido e filtrado, enquanto o soro \u00e9 desprezado. A manteiga clarificada passa a ter seu ponto de combust\u00e3o mais elevado e, por isso, n\u00e3o queima na panela com tanta facilidade<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"align center aligncenter\" style=\"margin-left: auto;margin-right: auto\" src=\"https:\/\/blogs.utopia.org.br\/panela\/files\/panela.gif\" width=\"80\" height=\"80\"><\/p>\n<p><strong>Polvilho<\/strong> \u00e9 um p\u00f3 muito fino, obtido do res\u00edduo da mandioca ralada. Pode ser doce ou azedo.<br \/>\nPolvilho doce e f\u00e9cula de mandioca s\u00e3o tecnicamente o mesmo produto. Comercialmente, \u00e9 comum a denomina\u00e7\u00e3o de polvilho doce para o produto obtido por secagem solar, processado em unidades menos automatizadas, de menor escala. O polvilho azedo \u00e9 o produto obtido da mesma forma que o doce, mas que sofre uma fermenta\u00e7\u00e3o ap\u00f3s a etapa de decanta\u00e7\u00e3o da f\u00e9cula e antes da secagem, que \u00e9 obrigatoriamente feita por m\u00e9todo solar. O polvilho azedo \u00e9 um amido modificado e ingrediente indispens\u00e1vel para a fabrica\u00e7\u00e3o de biscoitos de polvilho e p\u00e3o-de-queijo.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"align center aligncenter\" style=\"margin-left: auto;margin-right: auto\" src=\"https:\/\/blogs.utopia.org.br\/panela\/files\/panela.gif\" width=\"80\" height=\"80\"><\/p>\n<p>O <strong>croissant<\/strong> (crescente em franc\u00eas) tem sua origem incerta, alguns o consideram franc\u00eas, outros afirmam que \u00e9 cria\u00e7\u00e3o de padeiros de Budapeste, no s\u00e9culo 17. A hist\u00f3ria mais consistente, entretanto, conta que foi criado por padeiros austr\u00edacos, em 1686, durante a guerra com a Turquia. Na frente de batalha, durante a noite, um grupo de padeiros ouviu os turcos cavando um t\u00fanel por sob a cozinha do acampamento, possivelmente com o objetivo de atingir a retaguarda dos austr\u00edacos, para imprens\u00e1-los. O alarme dos padeiros levou \u00e0 derrota os turcos. Como pr\u00eamio, receberam o privil\u00e9gio de criar uma pastelaria no formato do desenho da bandeira turca, uma lua crescente, para comemorar a vit\u00f3ria. Originalmente, sua massa era mais densa e semelhante \u00e0 de um p\u00e3o. Foi somente a partir de 1900 que um criativo padeiro franc\u00eas alterou a receita, tornando a massa mais leve e folhada.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"align center aligncenter\" style=\"margin-left: auto;margin-right: auto\" src=\"https:\/\/blogs.utopia.org.br\/panela\/files\/panela.gif\" width=\"80\" height=\"80\"><\/p>\n<p>O <strong>anis<\/strong> \u00e9 uma pequena semente escura, com sabor forte e caracter\u00edstico, de uma planta herb\u00e1cea de 70cm de altura. Tamb\u00e9m chamado de erva-doce, \u00e9 utilizado h\u00e1 mais de 5 mil anos. Encontramos refer\u00eancias ao anis em &#8220;tabuinhas&#8221; de N\u00ednive (placas quadradas de argila onde os mesopot\u00e2mios registravam acontecimentos e informa\u00e7\u00f5es importantes) e em papiros eg\u00edpcios. Pit\u00e1goras, s\u00e1bio e matem\u00e1tico do s\u00e9culo VI a.C., ensinava que um ramo de anis segurado na m\u00e3o, evitava ataques epil\u00e9ticos. Os romanos recomendavam que, pela manh\u00e3, se tomassem gr\u00e3os de anis socados, misturados com mel e mirra, em uma ta\u00e7a de vinho. Tamb\u00e9m faziam, com ele o mustaceus, um bolo especial condimentado, um dos pratos finais nos banquetes. O anis ainda aparece na lista de plantas cultivadas nos jardins do imperador franc\u00eas Carlos Magno. Era tamb\u00e9m muito empregado como planta medicinal, para problemas de est\u00f4mago e digest\u00e3o. Usa-se muito este tempero, mais encontrado em gr\u00e3os, no preparo de bolos, biscoitos e p\u00e3es. Pode tamb\u00e9m ser utilizado para temperar costeletas, mariscos, caldos, marinadas, molhos, sopas de peixe e sardinhas fritas. Suas folhas d\u00e3o excelentes saladas. Encontrado na forma de \u00f3leo, serve para perfumar doces e aperitivos. \u00c9 a base de muitas bebidas como o anisete franc\u00eas, o \u00e1raque turco e o uzo grego. Nas comidas, deve-se utiliz\u00e1-lo de forma moderada, apenas para perfumar ou real\u00e7ar os demais temperos e ingredientes.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"align center aligncenter\" style=\"margin-left: auto;margin-right: auto\" src=\"https:\/\/blogs.utopia.org.br\/panela\/files\/panela.gif\" width=\"80\" height=\"80\"><\/p>\n<p>Da fam\u00edlia das marant\u00e1ceas, a <strong>araruta<\/strong> \u00e9 uma farinha engrossante (f\u00e9cula) branca, retirada dos tub\u00e9rculos da planta do mesmo nome. Seu nome latino homenageia o bot\u00e2nico Bartolomeo Maranta, que viveu no s\u00e9culo XVI. A palavra portuguesa deriva do ingl\u00eas <em>arrow-root<\/em>. Para os \u00edndios, a f\u00e9cula da araruta neutralizava o veneno das flechas dos inimigos, o que explicaria seu nome em ingl\u00eas. Para encorpar molhos ou caldos de frutas, ela deve ser primeiro misturada \u00e0 \u00e1gua fria e, depois de dilu\u00edda, misturada ao l\u00edquido quente. Ao ser fervida, a araruta gelifica e engrossa o l\u00edquido base. Sem sabor, torna-se transparente \u00e0 medida que vai engrossando. Deve-se evitar a fervura, pois ela deixa de engrossar depois da ebuli\u00e7\u00e3o. \u00c9 rica em carboidratos, vitamina B e minerais.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"align center aligncenter\" style=\"margin-left: auto;margin-right: auto\" src=\"https:\/\/blogs.utopia.org.br\/panela\/files\/panela.gif\" width=\"80\" height=\"80\"><\/p>\n<p>Napole\u00e3o Bonaparte ofereceu um pr\u00eamio a quem conseguisse uma alternativa de <strong>conserva\u00e7\u00e3o de alimentos<\/strong>, buscando uma forma de resolver o problema de abastecimento e melhorar a alimenta\u00e7\u00e3o de suas tropas. O pr\u00eamio foi ganho por Nicolas Apperte em 1809 que, depois de pesquisar sobre processos de conserva\u00e7\u00e3o por meio de calor, conseguiu guardar um alimento cozido e esterilizado em um recipiente sem a presen\u00e7a de ar, correndo assim, menos riscos de sofrer a a\u00e7\u00e3o de microrganismos. Com o dinheiro do pr\u00eamio, Appert abriu a primeira f\u00e1brica de conservas do mundo. A inven\u00e7\u00e3o de Appert t\u00e3o bem-sucedida logo se universalizou. Conta-se que em 1824 duas latas de ervilhas e carne de carneiro foram abandonadas no \u00c1rtico pelo explorador ingl\u00eas Sir William E. Parry. Em 1911 elas foram encontradas e abertas &#8211; os alimentos ainda se apresentavam em condi\u00e7\u00f5es de consumo. Em 1897 j\u00e1 eram difundidas no Brasil, tendo sido usadas como provis\u00e3o dos militares na Guerra dos Canudos. Com a utiliza\u00e7\u00e3o de novas tintas e com a inclus\u00e3o de um revestimento de estanho, que impedia a a\u00e7\u00e3o da ferrugem. Mais tarde, come\u00e7aram a ser envernizadas internamente, para evitar o contato dos alimentos com o metal. Outras t\u00e9cnicas, como a pasteuriza\u00e7\u00e3o e a utiliza\u00e7\u00e3o de novos materiais, vieram colaborar com a ind\u00fastria de conserva\u00e7\u00e3o de alimentos. O processo de enlatamento exige eleva\u00e7\u00e3o da temperatura do alimento a altos graus (100\u00b0); o ar da lata \u00e9 for\u00e7ado para fora e o v\u00e1cuo \u00e9 criado, quando a comida esfria e se contrai. Um bom processo de selamento da lata \u00e9 primordial para a n\u00e3o contamina\u00e7\u00e3o por microrganismos. hoje este m\u00e9todo de conserva\u00e7\u00e3o tornou-se comum e mundialmente utilizado. O tipo de lata mais usado \u00e9 \u00e0 base de alum\u00ednio, que, al\u00e9m de n\u00e3o enferrujar, \u00e9 totalmente recicl\u00e1vel.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"align center aligncenter\" style=\"margin-left: auto;margin-right: auto\" src=\"https:\/\/blogs.utopia.org.br\/panela\/files\/panela.gif\" width=\"80\" height=\"80\"><\/p>\n<p>A <strong>cerveja<\/strong> \u00e9 a bebida fermentada mais popular e consumida no mundo, \u00e9 tamb\u00e9m das mais antigas. Segundo alguns historiadores, tem 6 mil anos. Os sum\u00e9rios j\u00e1 a conheciam. O C\u00f3digo de Hamurabi (1793-1759 a.C.) previa severas puni\u00e7\u00f5es aos taberneiros que fossem desonestos ao servi-la. Do Egito \u00e0 Gr\u00e9cia, \u00e0 Pen\u00ednsula Ib\u00e9rica, G\u00e1lia e Germ\u00e2nia, estabelecendo-se como a bebida predileta dos povos do norte da Europa. Durante a Idade M\u00e9dia, as cervejas, na quase totalidade, eram produzidas nos mosteiros. Trazida para o Nordeste do Brasil pelos holandeses no s\u00e9culo XVII, inicialmente era usada familiarmente, apenas nas festas flamengas. \u00c9 somente no meio do s\u00e9culo IX que o gosto se generaliza. Na virada do s\u00e9culo XX, surgem as grandes f\u00e1bricas. O m\u00e9todo b\u00e1sico de fabrica\u00e7\u00e3o resulta numa bebida com 94% de \u00e1gua, 6% de ingredientes como o malte, l\u00fapulo e levedura. Podem ser produzidas por fermenta\u00e7\u00e3o alta (a levedura age em poucos dias e fica flutuando na superf\u00edcie) ou por fermenta\u00e7\u00e3o baixa (a levedura fica sedimentada no fundo do tanque por v\u00e1rios dias e depois sofre um processo r\u00e1pido de pasteuriza\u00e7\u00e3o. No primeiro caso, o resultado \u00e9 a cerveja amarga, de cor acobreada e teor alco\u00f3lico entre 4% e 8%, como a Ale, a Porter e a Stout, todas com aroma bem intenso. As de baixa fermenta\u00e7\u00e3o s\u00e3o menos amargas, mais light e adocicadas, indo da cerveja bem clara at\u00e9 a preta. Alguns tipos: Bock, M\u00fcnchner, Pilsener, Pils, Pilsen. As cerveja conservam todas as propriedades do malte e da levedura. Na B\u00e9lgica, s\u00e3o comuns as frutadas. Os nomes cerveja, em portugu\u00eas, e cerveza, em espanhol, derivam do latim cervisia, que significa gr\u00e3o de trigo. J\u00e1 as palavras bi\u00e9re, francesa, bier, alem\u00e3, beer, inglesa, e birra, italiana, derivam de uma raiz \u00fanica que \u00e9 bre, cevada em hebraico. Tem gradua\u00e7\u00e3o alco\u00f3lica entre 2,5% e 7% do volume, da ligth, clara e de baixa fermenta\u00e7\u00e3o, \u00e0 stout, mais amarga escura e forte. A cerveja \u00e9 uma bebida pasteurizada, ao contr\u00e1rio do chope, por isso pode ser conservada por muito mais tempo.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"align center aligncenter\" style=\"margin-left: auto;margin-right: auto\" src=\"https:\/\/blogs.utopia.org.br\/panela\/files\/panela.gif\" width=\"80\" height=\"80\"><\/p>\n<p><strong>Nougat<\/strong>, nome em franc\u00eas de um doce muito antigo e difundido em toda a regi\u00e3o mediterr\u00e2nea. J\u00e1 era conhecido na \u00e9poca dos romanos e seu nome, em franc\u00eas, deriva do latim nucatum que, por sua vez, vem de nux; noz. \u00c9 um doce feito com a\u00e7\u00facar, mel, clara de ovo batida, \u00e1gua de flor de laranjeira ou baunilha e am\u00eandoas ou pistaches. Sua consist\u00eancia pode ser mais ou menos mole. Mais consistente, \u00e9 formatado em quadrado ou ret\u00e2ngulo; menos consistente, \u00e9 utilizado para recheios. Desde a Idade M\u00e9dia era muito utilizado na regi\u00e3o do Languedoc, na Fran\u00e7a. Seu consumo passou a ser difundido na corte francesa, entretanto, a partir de 1701, depois do sucesso que fez entre os duques da Borgonha e de Berry, na festa de coroa\u00e7\u00e3o de seu irm\u00e3o, o rei Felipe V de Espanha. Na It\u00e1lia, onde recebe o mesmo nome que no Brasil &#8211; torrone -, \u00e9 tradicionalmente comido na P\u00e1scoa e no Natal. Na Espanha, \u00e9 chamado turr\u00f3n. Existe o nougat claro e o mais escuro, com am\u00eandoas torradas e carameladas.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"align center aligncenter\" style=\"margin-left: auto;margin-right: auto\" src=\"https:\/\/blogs.utopia.org.br\/panela\/files\/panela.gif\" width=\"80\" height=\"80\"><\/p>\n<p>A <strong>jaca<\/strong>, nativa da \u00cdndia, foi trazida para o Brasil pelo portugueses, no s\u00e9culo XVIII. Seu nome vem do malaio Chakka. Fruta ovoide, tem casca cheia de pequenos bicos e polpa mole, cremosa, amarelada, bastante arom\u00e1tica e saborosa. \u00c9 o fruto da jaqueira, \u00e1rvore que pode atingir at\u00e9 12m de altura. Existem tr\u00eas tipos de jaca: mole, dura e manteiga. Pode ser consumida ao natural ou na forma de doce em calda.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"align center aligncenter\" style=\"margin-left: auto;margin-right: auto\" src=\"https:\/\/blogs.utopia.org.br\/panela\/files\/panela.gif\" width=\"80\" height=\"80\"><\/p>\n<p><strong>Kosher<\/strong> \u00e9 o alimento tratado\/preparado segundo os preceitos da religi\u00e3o judaica. Esses preceitos referem-se n\u00e3o s\u00f3 ao tipo da comida, como \u00e0 maneira de preparar e tamb\u00e9m \u00e0 combina\u00e7\u00e3o entre os diversos alimentos de uma refei\u00e7\u00e3o. Para poder seguir estritamente as normas e receber o selo kosher, os alimentos precisam ser preparados sob a supervis\u00e3o de um rabino. Al\u00e9m de existirem restri\u00e7\u00f5es quanto a muitos tipos de animal (porcos e coelhos, por exemplo, s\u00e3o considerados n\u00e3o-kosher), as leis tamb\u00e9m definem a ra\u00e7\u00e3o e o abate. A palavra kosher deriva de kasher, que em hebraico significa &#8220;pr\u00f3prio&#8221; ou &#8220;puro&#8221;. Por suas caracter\u00edsticas e qualidade, a comida kosher torna-se cada vez mais popular entre n\u00e3o-judeus interessados em boa alimenta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"align center aligncenter\" style=\"margin-left: auto;margin-right: auto\" src=\"https:\/\/blogs.utopia.org.br\/panela\/files\/panela.gif\" width=\"80\" height=\"80\"><\/p>\n<p><strong>Panna cotta<\/strong> (em italiano significa literalmente &#8220;nata cozida&#8221;) \u00e9 uma sobremesa t\u00edpica da regi\u00e3o italiana do Piemonte, elaborada a partir de nata de leite, a\u00e7\u00facar, gelatina e especiarias, especialmente canela e baunilha. Consome-se sozinha, com compotas, com fruta fresca ou molho de chocolate.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"align center aligncenter\" style=\"margin-left: auto;margin-right: auto\" src=\"https:\/\/blogs.utopia.org.br\/panela\/files\/panela.gif\" width=\"80\" height=\"80\"><\/p>\n<p>Queijo origin\u00e1rio de Parma, o <strong>parmiggiano<\/strong> \u00e9 um dos mais conhecidos da It\u00e1lia. O aut\u00eantico, considerado de melhor qualidade, chama-se parmiggiano reggiano, com fabrica\u00e7\u00e3o extremamente controlada (somente entre 15 de abril e 11 de novembro). Existem entretanto, diversos queijos &#8220;tipo&#8221; parmiggiano, fabricados em diferentes pa\u00edses. O verdadeiro tem formato de um enorme tambor amarelo-escuro e brilhante, pesa cerca de 40kg e tem seu nome estampado na lateral. \u00c9 feito de leite de vaca desnatado, que \u00e9 misturado \u00e0 coalhada e cozido por 30 minutos, at\u00e9 que os co\u00e1gulos se separem. Depois de fabricado \u00e9 guardado por pelo menos um ano para &#8220;curar&#8221;. Com sua casca impermi\u00e1vel, pode ser armazenado por anos sem se deteriorar, chegando, inclusive, a melhorar com a idade. Quando identificado como vecchio, significa que tem dois anos de de matura\u00e7\u00e3o; quando \u00e9 stravecchione, tem pelo menos quatro anos de amadurecime3nto. Novo, ele \u00e9 macio e deve ser utilizado na mesa, puro ou com p\u00e3o. Mais amadurecido, apura seu sabor e a textura fica mais firme, chegando mesmo a ser duro. Seu sabor \u00e9 rico e picante. Depois de maturado e endurecido, deve ser utilizado ralado. Desta forma, \u00e9 muito usado para complementar pratos. \u00c9 excelente para massas, sopas e sufl\u00eas, e indispens\u00e1vel para gratinados, pois n\u00e3o se torna el\u00e1stico quando aquecido, nem forma fios. em 30g deste queijo, encontramos cerca de 115Kcal (calorias), 8g de gordura e 20mg de colesterol.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"align center aligncenter\" style=\"margin-left: auto;margin-right: auto\" src=\"https:\/\/blogs.utopia.org.br\/panela\/files\/panela.gif\" width=\"80\" height=\"80\"><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A\u00e7\u00facar de confeiteiro: \u00c9 um tipo de a\u00e7\u00facar refinado muito fino, tamb\u00e9m conhecido como a\u00e7\u00facar de peneirar. Ele \u00e9 produzido a partir do a\u00e7\u00facar granulado comum, passando por um processo de moagem muito fina. Na confeitaria, \u00e9 amplamente utilizado para fazer coberturas, glac\u00eas e para polvilhar em cima de doces. Esse a\u00e7\u00facar dissolve facilmente e &hellip; <a href=\"https:\/\/blogs.utopia.org.br\/panela\/curiosidades\/\" class=\"more-link\">Continue lendo <span class=\"screen-reader-text\">Curiosidades<\/span> <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":14,"featured_media":0,"parent":0,"menu_order":4,"comment_status":"open","ping_status":"closed","template":"","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"ngg_post_thumbnail":0,"footnotes":""},"class_list":["post-404","page","type-page","status-publish","hentry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blogs.utopia.org.br\/panela\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/404","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blogs.utopia.org.br\/panela\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/blogs.utopia.org.br\/panela\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.utopia.org.br\/panela\/wp-json\/wp\/v2\/users\/14"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.utopia.org.br\/panela\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=404"}],"version-history":[{"count":50,"href":"https:\/\/blogs.utopia.org.br\/panela\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/404\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2171,"href":"https:\/\/blogs.utopia.org.br\/panela\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/404\/revisions\/2171"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blogs.utopia.org.br\/panela\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=404"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}