{"id":5781,"date":"2016-07-27T21:17:11","date_gmt":"2016-07-28T00:17:11","guid":{"rendered":"http:\/\/blogs.utopia.org.br\/levi\/?p=5781"},"modified":"2016-07-27T21:41:42","modified_gmt":"2016-07-28T00:41:42","slug":"o-custo-da-verdade-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.utopia.org.br\/levi\/2016\/07\/27\/o-custo-da-verdade-2\/","title":{"rendered":"O CUSTO DA VERDADE"},"content":{"rendered":"<p>Se os superlativos absolutos sint\u00e9ticos existem \u00e9 para serem usados. N\u00e3o h\u00e1 pois evit\u00e1-los quando estamos diante de um livro como <em>Rep\u00f3rteres<\/em>, trabalho que merece pelo menos dois deles: original\u00edssimo e oportun\u00edssimo.<\/p>\n<p>Quanto a originalidade, imagine-se que algum veterano jogador de futebol, dos mais reconhecidos como Pel\u00e9, Garrincha, Jairzinho, Zico, S\u00f3crates tantos outros, tivesse a iniciativa de montar a sele\u00e7\u00e3o brasileira de todos os tempos ou, j\u00e1 que muitos se foram, pelo menos a das \u00faltimas d\u00e9cadas. Resultaria n\u00e3o s\u00f3 num super <em>dream team<\/em>, teoricamente muito melhor que qualquer equipe em atividade, mas tamb\u00e9m numa rica e rara troca de experi\u00eancias quanto a esquemas t\u00e1ticos, estilos de jogo&#8230; Imagine-se ent\u00e3o que os craques n\u00e3o seriam chamados a jogar mas a contar algumas de suas est\u00f3rias mais marcantes em torno de suas mais celebradas partidas. Interessante? Interessant\u00edssimo.<\/p>\n<p>Pois \u00e9 mais ou menos isto o que ocorre com o livro do qual estamos tratando. A\u00ed est\u00e3o textos de Aud\u00e1lio Dantas (tamb\u00e9m organizador do livro), Caco Barcelos, Carlos Wagner, Domingos Meirelles, Joel Silveira, Jos\u00e9 Hamilton Ribeiro, L\u00facio Fl\u00e1vio Pinto, Luiz Fernando Mercadante, Marcos Faerman, Mauro Santayana e Ricardo Kotscho a contarem cada um a est\u00f3ria de uma ou mais de suas mais consagradas reportagens; vicissitudes, aventuras, venturas e desventuras por tr\u00e1s daquilo que nos foi dado a ler na ocasi\u00e3o.<\/p>\n<p>Muitos certamente se recordam das principais reportagens que marcaram a carreira destes rep\u00f3rteres, de sua repercuss\u00e3o e at\u00e9 dos muitos pr\u00eamios que ornamentam suas estantes. Vai agora o que poucos sabem, como cada uma delas foi feita, o m\u00e9todo de investiga\u00e7\u00e3o de seus autores, a fren\u00e9tica busca da boa informa\u00e7\u00e3o e principalmente de sua confirma\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s de fontes e meios confi\u00e1veis e quanto isto custou de tempo e trabalho na incessante, \u00e0s vezes infind\u00e1vel pesquisa. Verdadeira enciclop\u00e9dia para os novatos, est\u00e3o no livro as artimanhas usadas para contornar obst\u00e1culos aparentemente intranspon\u00edveis na busca do fio da meada que atava duas ou tr\u00eas pistas que, solit\u00e1rias, n\u00e3o passavam de pistas.<\/p>\n<p>E ponham-se obst\u00e1culos nisso. Principalmente se nos lembrarmos que muitos de seus trabalhos foram realizados no per\u00edodo militar, censura plena,\u00a0 ningu\u00e9m abrindo o bico e, tudo constatado, tudo checado e confirmado, mutila-se a mat\u00e9ria, dela se tira o mais picante, o essencial muitas vezes. Ou n\u00e3o se publica. Ora porque a censura pr\u00e9via n\u00e3o deixa; ora porque a autorit\u00e1ria Lei de Imprensa do per\u00edodo vocifera amea\u00e7as; ora ainda porque os donos do jornal tem seus medos. Ou interesses, sabe-se l\u00e1&#8230;<\/p>\n<p>Vem da\u00ed, portanto, outra impress\u00e3o que colhemos do livro. \u00c9 um libelo pela liberdade de express\u00e3o e den\u00fancia de sua nega\u00e7\u00e3o. Ontem ou hoje. E de outras atrocidades que assolaram e ainda assolam o povo desta terra. Desvelam os autores, cada um a seu modo, as mazelas que vitimam os cidad\u00e3os e a cidadania: viol\u00eancia, mis\u00e9ria, corrup\u00e7\u00e3o, impunidade, escamotea\u00e7\u00e3o de conflitos, o sorriso amarelo ou c\u00ednico das meias verdades, meias mentiras com que as autoridades as distilam diariamente sobre n\u00f3s.<\/p>\n<p>E o fazem as autoridades atrav\u00e9s da m\u00eddia, fato que exige maior aten\u00e7\u00e3o. Finda a censura oficial, a imprensa se imp\u00f5e como a mais acreditada das institui\u00e7\u00f5es, como o comprovam as pesquisas de opini\u00e3o. Isto confere ao profissional de comunica\u00e7\u00e3o \u2013 e, conseq\u00fcentemente ao rep\u00f3rter \u2013 sen\u00e3o poder, inquestion\u00e1vel prest\u00edgio. Ocorre que, se no per\u00edodo ditatorial quase todos enfrentavam juntos a censura, comum e escancarado inimigo, hoje o bom rep\u00f3rter enfrenta, \u00e0s vezes solit\u00e1rio, um inimigo mais tinhoso da verdade, sutilmente travestido em \u201cpensamento \u00fanico\u201d. Sob a vig\u00eancia deste n\u00e3o h\u00e1 livre pensar, cerceados que somos pelo excesso de informa\u00e7\u00f5es pautadas menos para o esclarecimento que para o convencimento. Atolados pelas mesmas informa\u00e7\u00f5es, pelas mesmas interpreta\u00e7\u00f5es, o p\u00fablico \u00e9 objeto de um futuro e falso consenso a favor das pol\u00edticas que interessam aos poderosos de sempre.<\/p>\n<p>Isso faz ressaltar a diferen\u00e7a entre o rep\u00f3rter e o homem de comunica\u00e7\u00e3o em geral, ainda que este seja continente daquele. \u00c9 que o rep\u00f3rter busca a verdade enquanto os demais, pautados por seus chefes e pela imensa e nem sempre racional burocracia das reda\u00e7\u00f5es, esmeram-se na pr\u00e1tica do j\u00e1 denunciado convencimento. Bolinam-se com o publicit\u00e1rio a ponto de quase se confundirem com este.<\/p>\n<p>A leitura atenta de <em>Rep\u00f3rteres<\/em> salienta a distin\u00e7\u00e3o acima. E acrescenta que a busca da verdade completa-se no compromisso de ter o homem \u2013 e sua vontade &#8211; como agente da Hist\u00f3ria. Da\u00ed o faro \u201cdas pessoas que perguntam\u201d para a busca daquilo que poder\u00e1 ser Hist\u00f3ria. Este \u00e9 o caso de Caco Barcelos ao investigar um conflito entre \u00edndios e posseiros, ambos pobres e v\u00edtimas da explora\u00e7\u00e3o, que redundaria bem mais tarde no Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra \u2013 MST. Diferente do historiador que busca compreender fatos do passado de reconhecida import\u00e2ncia, o rep\u00f3rter investiga hoje aquilo que poder\u00e1 ser objeto do historiador amanh\u00e3.<\/p>\n<p>Como num jogo, \u00e0s vezes acerta, \u00e0s vezes erra.<\/p>\n<p>E, no intuito de mais acertar vai o rep\u00f3rter \u00e0 procura do socialmente relevante deixando para o cronista social as futricas de limitado interesse, assim como deixou para seus demais colegas comunicadores a divulga\u00e7\u00e3o da propaganda disfar\u00e7ada em not\u00edcia. Da\u00ed que a busca da verdade \u00e9 quase sempre forma de se fazer justi\u00e7a. Ou, pelo menos, de indignar-se e indignar aos outros pela den\u00fancia da injusti\u00e7a, coisa infelizmente t\u00e3o abundante em nosso meio. Neste af\u00e3, transfigura-se o \u201cfazedor de perguntas\u201d em fazedor de hist\u00f3ria. Ao lan\u00e7ar luzes, com a objetividade poss\u00edvel e a paix\u00e3o indispens\u00e1vel \u00e0 boa reportagem, sobre acontecimentos distantes, ex\u00f3ticos ou desconhecidos, real\u00e7ando-lhes detalhes reveladores, o rep\u00f3rter contribui para transform\u00e1-los em Hist\u00f3ria. Esta n\u00e3o haveria sem o indispens\u00e1vel registro.<\/p>\n<p>Canudos n\u00e3o seria Canudos como o conhecemos hoje sem o herc\u00faleo trabalho de Euclides da Cunha. E, nem este seria o mesmo sem o guerreador arraial perdido na caatinga, caso n\u00e3o raro em que obra e autor quase que se confundem. Conclui-se, portanto, que bons rep\u00f3rteres como esses que o livro nos apresenta trazem no olhar, nas rugas, na alma as marcas das hist\u00f3rias que viram, contaram e ajudaram a fazer. Trazem-na \u00e0s vezes no mutilado corpo, como \u00e9 o caso de Jos\u00e9 Hamilton Ribeiro, quem perdeu uma das pernas como correspondente de guerra no Vietn\u00e3, triste atestado dos muitos riscos a que est\u00e3o sujeitos os rep\u00f3rteres.<\/p>\n<p>Aos riscos se sucumbe ou sobrevive. Na primeira hip\u00f3tese n\u00e3o haveria o que contar. Na segunda, entretanto, quem por eles passou teve a mais radical das experi\u00eancias, aquela que se situa no limite entre vida e morte. E delas est\u00e1 o livro repleto de exemplos, aventuras que fariam dos filmes de Indiana Jones meros contos de fada. Basta imaginar as vicissitudes que acometem um correspondente de guerra, quem para ambos os contendores pode ser um suspeito: nem sempre fala a l\u00edngua das pessoas que entrevista e com as quais mal convive; n\u00e3o raro se p\u00f5e na perigosa linha do fogo cruzado, sendo jogado para l\u00e1 ou c\u00e1 conforme as circunst\u00e2ncias, as medidas de seguran\u00e7a, etc. E, certamente o pior, cobram-se-lhe posi\u00e7\u00f5es. Afinal dentre as paix\u00f5es de vida ou morte que uma guerra desencadeia n\u00e3o h\u00e1 clima para a amena neutralidade. Cobra-se do rep\u00f3rter a assun\u00e7\u00e3o dos pontos de vista do lado em que ele geogr\u00e1fica e circunstancialmente se encontra.<\/p>\n<p>Por isso as experi\u00eancias narradas pelos correspondentes de guerra s\u00e3o um dois pontos fortes do livro. Entre elas, as descritas por Joel Silveira durante a\u00a0 Segunda Guerra Mundial; por Aud\u00e1lio Dantas numa aparentemente insana \u201cguerra do futebol\u201d\u00a0 entre Guatemala e Honduras; al\u00e9m do j\u00e1 citado Hamilton Ribeiro no Vietn\u00e3.<\/p>\n<p>Situam-se no mesmo diapas\u00e3o a invas\u00e3o da Checoslov\u00e1quia pelas tropas do Pacto de Vars\u00f3via em 1968, analisada por Mauro Santayana, al\u00e9m das\u00a0 in\u00fameras guerras civis que estes rep\u00f3rteres, a exemplo do mestre Euclides, descreveram. Inclui-se entre elas algumas absurdas situa\u00e7\u00f5es que as ditaduras \u2013 e os crimes comuns que elas acobertam \u2013 ensejam para rep\u00f3rter eventualmente transformado em testemunha, como ocorreu a Domingos Meirelles no Paraguai, est\u00f3ria de dar inveja a qualquer filme de espionagem.<\/p>\n<p>N\u00e3o se esgotam em guerras ou ditaduras as experi\u00eancias narradas no livro <em>Rep\u00f3rteres<\/em>. Ou, v\u00e1 l\u00e1, talvez se esgotem se considerarmos a guerra surda e sempiterna entre oprimidos e opressores principalmente quando esta se expressa sob suas formas mais brutais como o assassinato, a impunidade, a corrup\u00e7\u00e3o, a amea\u00e7a ou sumi\u00e7o de testemunhas, a apropria\u00e7\u00e3o de territ\u00f3rios ind\u00edgenas, a explora\u00e7\u00e3o da prostitui\u00e7\u00e3o infantil, entre outras.<\/p>\n<p>Para al\u00e9m de t\u00e3o marcantes experi\u00eancias, os rep\u00f3rteres autores do livro nos remeter\u00e3o \u00e0 uma profunda reflex\u00e3o sobre as mesmas e, ao fazerem uma esp\u00e9cie de meta reportagem, ao pr\u00f3prio papel da imprensa nos tempos de hoje.<\/p>\n<p>Isto justificaria o segundo superlativo a que nos referimos no in\u00edcio, o de que o livro \u00e9 oportun\u00edssimo.<\/p>\n<p>Move-se o bom rep\u00f3rter pela busca do novo, do inusitado, do outro lado da hist\u00f3ria oficial; move-se, enfim, pela id\u00e9ia talvez ing\u00eanua de que a verdade a ser descoberta e mostrada ao mundo por\u00e1 fim \u00e0s injusti\u00e7as que o indignam. Bem diferente, portanto, do jornalismo burocr\u00e1tico e apalermado, oficioso e dominante a que cotidianamente somos submetidos, aquele que como j\u00e1 dissemos \u00e9 movido pela l\u00f3gica do convencimento.<\/p>\n<p>Se h\u00e1 outro lado, n\u00e3o h\u00e1 pensar \u00fanico.<\/p>\n<p>O que nos mostra a televis\u00e3o e a maioria dos jornais \u00e9 o conto de fadas s\u00f3 travestido para conseguir credibilidade e, assim, eventualmente temperado com chocantes est\u00f3rias nas quais o lobo mau \u00e9 aquele que desserve ao projeto dominador. Da\u00ed a colagem de <em>press releases<\/em>, a pauta preestabelecida, id\u00eantica em todos os ve\u00edculos, inclusive nos menores detalhes do esc\u00e2ndalo de plant\u00e3o. Id\u00eantica sobretudo na linguagem, esta ora presa ao mesmo e padronizado modo de narrar.<\/p>\n<p>O padr\u00e3o hodierno de reda\u00e7\u00e3o jornal\u00edstica, que j\u00e1 ensejou inclusive manuais, a todos imp\u00f5e a linguagem chamada enxuta, de f\u00e1cil digest\u00e3o, o que somente contribui para o empobrecimento da mesma, aprisionada esta ao vocabul\u00e1rio reduzido, \u00e0 sintaxe e \u00e0 sem\u00e2ntica previs\u00edveis, \u00e0s figuras de linguagem mais pr\u00f3ximas do lugar comum.\u00a0 Assim algemado o estilo, rompe-se a tradi\u00e7\u00e3o, sen\u00e3o universal ao menos brasileira, da reda\u00e7\u00e3o liter\u00e1ria, do jornalista escritor que tantos g\u00eanios da literatura nos revelou, de Machado de Assis a Guimar\u00e3es Rosa, de Euclides da Cunha a Graciliano Ramos, de Monteiro Lobato a\u00a0 Nelson Rodrigues, e por a\u00ed vai&#8230;<\/p>\n<p>Na contram\u00e3o dessa perniciosa tend\u00eancia, os textos apresentados em <em>Rep\u00f3rteres<\/em> recuperam a saud\u00e1vel tradi\u00e7\u00e3o. Aos saborosos ingredientes que cada um destes artes\u00e3os da not\u00edcia nos oferece, acrescentam-se os molhos, o modo de preparar o prato e apresent\u00e1-lo aos comensais, o caracter\u00edstico e sempre admir\u00e1vel estilo de quem, na melhor escola, aprendeu a arte de contar hist\u00f3rias.<\/p>\n<p>Pensamento e linguagem \u00fanicos n\u00e3o combinam com liberdade; ao contr\u00e1rio constituem a ess\u00eancia de um novo totalitarismo imposto pelo poder que se concentra.<\/p>\n<p>A liberdade se expressa principalmente atrav\u00e9s da linguagem. E segue pelo compromisso com a verdade que vir\u00e1 \u00e0 tona gra\u00e7as \u00e0 obstina\u00e7\u00e3o que por ela nutrem profissionais como os autores de <em>Rep\u00f3rteres<\/em>, livro que, pelas qualidades apontadas e outras que o leitor haver\u00e1 de pin\u00e7ar, al\u00e7am-no \u00e0 categoria dos de leitura indispens\u00e1vel, tanto para estudantes e profissionais de jornalismo, como para todos os que cultivam a liberdade de express\u00e3o como basilar princ\u00edpio da democracia e da civiliza\u00e7\u00e3o<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Rep\u00f3rteres \u00e9 livro organizado por Aud\u00e1lio Dantas, com as participa\u00e7\u00f5es de Caco Barcelos, Carlos Wagner, Domingos Meirelles, Joel Silveira, Jos\u00e9 Hamilton Ribeiro, L\u00facio Fl\u00e1vio Pinto, Luiz Fernando Mercadante, Marcos Faerman, Mauro Santayana e Ricardo Kotscho. Trata-se de como grandes reportagens destes foram feitas, as particulares, os perigos etc. Obrigat\u00f3rio para os estudiosos de comunica\u00e7\u00e3o e interessante para o p\u00fablico em geral.  <a href=\"https:\/\/blogs.utopia.org.br\/levi\/2016\/07\/27\/o-custo-da-verdade-2\/\">Continue lendo <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":5784,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":true,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"ngg_post_thumbnail":0,"footnotes":""},"categories":[38],"tags":[136,7340,284,285,286,287,288,7341,290,7342],"class_list":["post-5781","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-estante","tag-audalio-dantas","tag-caco-barcelos","tag-carlos-wagner","tag-domingos-meirelles","tag-joel-silveira","tag-jose-hamilton-ribeiro","tag-lucio-flavio-pinto","tag-luiz-fernando-mercadante","tag-marcos-faerman","tag-mauro-santayana-e-ricardo-kotscho"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blogs.utopia.org.br\/levi\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5781","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blogs.utopia.org.br\/levi\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blogs.utopia.org.br\/levi\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.utopia.org.br\/levi\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.utopia.org.br\/levi\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5781"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/blogs.utopia.org.br\/levi\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5781\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":5785,"href":"https:\/\/blogs.utopia.org.br\/levi\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5781\/revisions\/5785"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.utopia.org.br\/levi\/wp-json\/wp\/v2\/media\/5784"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blogs.utopia.org.br\/levi\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5781"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.utopia.org.br\/levi\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5781"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.utopia.org.br\/levi\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5781"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}