{"id":5702,"date":"2014-03-04T15:24:51","date_gmt":"2014-03-04T18:24:51","guid":{"rendered":"http:\/\/blogs.utopia.org.br\/levi\/?p=5702"},"modified":"2014-03-04T15:24:51","modified_gmt":"2014-03-04T18:24:51","slug":"a-nova-ordem-mundial-e-a-insercao-do-brasil-a-crise-brasileira","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.utopia.org.br\/levi\/2014\/03\/04\/a-nova-ordem-mundial-e-a-insercao-do-brasil-a-crise-brasileira\/","title":{"rendered":"A Nova Ordem Mundial e a Inser\u00e7\u00e3o do Brasil: a crise brasileira"},"content":{"rendered":"<p>Karla Santiago Silva[1] <\/p>\n<p>A Nova Ordem Mundial <\/p>\n<p>O s\u00e9culo XX foi marcado por uma evolu\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica que estabeleceu novos par\u00e2metros para as rela\u00e7\u00f5es humanas. \u00c9 poss\u00edvel dizer que este foi o s\u00e9culo das grandes transforma\u00e7\u00f5es em todos os n\u00edveis &#8211; econ\u00f4mico, social, pol\u00edtico e tamb\u00e9m cultural. A nova ordem que se estabeleceu abriu espa\u00e7o para as rela\u00e7\u00f5es capitalistas internacionais e derrubou fronteiras<br \/>\nentre pa\u00edses; diminuindo o poder regulador dos Estados-na\u00e7\u00f5es. Assim, instaurou o que se chamou de &#8220;mundo globalizado&#8221;, que para Renato Ortiz n\u00e3o passa de um mercado mundial, um lugar &#8220;natural&#8221; de materializa\u00e7\u00e3o dos interesses e do desejo de todo e qualquer consumidor. <\/p>\n<p>A conjuntura econ\u00f4mica globalizada hoje domina o cen\u00e1rio internacional e a maioria dos pa\u00edses t\u00eam suas economias voltadas para com\u00e9rcio externo. Suas pol\u00edticas internas de  regulamenta\u00e7\u00e3o da economia nada mais s\u00e3o do que pol\u00edticas de ajustes internacionais (pol\u00edticas neoliberais). Neste contexto, o Brasil se viu (e continua a se ver) abalroado por<br \/>\nmodelos econ\u00f4micos falhos e ineficientes, que v\u00eam desestabiliz\u00e1-lo e agravar ainda mais a injusti\u00e7a social, afetando tamb\u00e9m as rela\u00e7\u00f5es culturais. \u00c9 importante, para que se possa analisar as rela\u00e7\u00f5es culturais em nosso pa\u00eds, hoje, entender o que aconteceu anteriormente na organiza\u00e7\u00e3o das sociedades contempor\u00e2neas, que resultou no tal &#8220;mundo globalizado&#8221;. <\/p>\n<p>Era Fordista <\/p>\n<p>A Era Fordista que se estabeleceu constitui, com efeito, uma vasta (n\u00e3o diria longa considerando a dura\u00e7\u00e3o do<br \/>\ncapitalismo) e complicada hist\u00f3ria que se estende por quase meio s\u00e9culo. Foi Henry Ford que deu in\u00edcio ao modelo fordista de produ\u00e7\u00e3o em 1914. Tal modelo introduziu mudan\u00e7as significativas n\u00e3o s\u00f3 nos m\u00e9todos de trabalho, mas, sobretudo, na sociedade e nas rela\u00e7\u00f5es culturais de uma maneira geral, significando, assim, uma nova forma de organiza\u00e7\u00e3o capitalista. O primeiro passo partiu do entendimento de que a produ\u00e7\u00e3o em grande quantidade requeria um mercado consumidor maior, ou seja, pessoas com condi\u00e7\u00f5es financeiras de consumir os bens produzidos em grande escala. No entanto, para que tal projeto pudesse ser implantado, foi preciso melhorar o padr\u00e3o de vida das pessoas atrav\u00e9s de melhoria de sal\u00e1rios, assist\u00eancia social e previdenci\u00e1ria.  Contudo, o fordismo, apesar de instaurar o pleno emprego e outras vantagens para a classe trabalhadora como uma resposta aos benef\u00edcios do socialismo real, tira, por outro lado, o poder do trabalhador de organizar seu ritmo de produ\u00e7\u00e3o,<br \/>\nseparando este do seu produto. O novo modelo encontrou uma resist\u00eancia enorme porque os sindicatos j\u00e1 se organizavam para que o trabalhador n\u00e3o ficasse alienado, uma vez que, a produ\u00e7\u00e3o anteriormente era manual. Segundo Harvey: <\/p>\n<p>&#8220;O poder exclusivista dos sindicatos fortalecia sua capacidade de resistir \u00e0 perda de habilidades, ao autoritarismo, \u00e0 hierarquia e \u00e0 perda de controle no local de trabalho. A inclina\u00e7\u00e3o de uso desses poderes dependia de tradi\u00e7\u00f5es pol\u00edticas, formas de organiza\u00e7\u00e3o (o movimento dos comerci\u00e1rios da Inglaterra era particularmente forte) e disposi\u00e7\u00e3o dos<br \/>\ntrabalhadores em trocar seus direitos na produ\u00e7\u00e3o por um maior poder no mercado.&#8221;   <\/p>\n<p>Contudo, mesmo tendo mudado a face do capitalismo e trazido benfeitorias sociais, o fordismo come\u00e7a a sentir os primeiros ind\u00edcios de problemas j\u00e1 nos anos 60,  quando a produ\u00e7\u00e3o industrial potencializada pelo fordismo j\u00e1 n\u00e3o encontrava mercado consumidor suficiente. Mas foi em meados dos anos 70, em decorr\u00eancia da crise do petr\u00f3leo, do colapso do mundo socialista e do alavancado avan\u00e7o tecnol\u00f3gico, que o produzir em moldes fordista e o Estado do bem- estar entram em decl\u00ednio. <\/p>\n<p>Muitas foram as dificuldades de investimentos em larga escala e de longo prazo em sistemas de produ\u00e7\u00e3o em massa. Ocorre aqui diminui\u00e7\u00e3o do crescimento econ\u00f4mico, aumento da infla\u00e7\u00e3o, das taxas de desemprego e, conseq\u00fcentemente, um clima de instabilidade e inseguran\u00e7a das sociedades. O capitalismo inaugura, ent\u00e3o, o processo de reestrutura\u00e7\u00e3o<br \/>\nprodutiva e econ\u00f4mica de reajuste social e pol\u00edtico. Ganha uma nova roupagem guiado pela l\u00f3gica da acumula\u00e7\u00e3o flex\u00edvel, que, entre outras caracter\u00edsticas, marca a preocupa\u00e7\u00e3o com a qualidade e a diferencia\u00e7\u00e3o dos produtos.  As taxas de desemprego em alta, dificultam o Estado de manter os n\u00edveis satisfat\u00f3rios de bem-estar da popula\u00e7\u00e3o. Com m\u00e3o-de-obra excedente, instabilidade e mis\u00e9ria, come\u00e7a a haver flexibilidade dos regimes e dos contratos,<br \/>\ndesfavorecendo, assim, a rigidez das normas trabalhistas do per\u00edodo fordista. A grande desigualdade social instalada n\u00e3o escolhe ra\u00e7as, assola tanto pa\u00edses perif\u00e9ricos quantos pa\u00edses centrais, destacando que os perif\u00e9ricos sofrem expressivamente devido ao subdesenvolvimento e ao aumento da d\u00edvida externa. Nesse novo momento, o capitalismo<br \/>\nresgata o fen\u00f4meno pol\u00edtico-ideol\u00f3gico do liberalismo. <\/p>\n<p>Per\u00edodo do Neoliberalismo <\/p>\n<p>Foi nos anos 70 e 80 que a economia internacional teve receptividade \u00e0s teorias neoliberais que apontavam como solu\u00e7\u00e3o para as crises daquela \u00e9poca com a quebra do poder dos sindicatos, cortes nos gastos sociais, alcance da desejada estabilidade econ\u00f4mica, a restaura\u00e7\u00e3o da taxa natural de desemprego e por fim o crescimento econ\u00f4mico. O neoliberalismo veio como uma rea\u00e7\u00e3o te\u00f3rica ao Estado do bem-estar, trazendo ideais de liberdade econ\u00f4mica e pol\u00edtica para o mercado, afirmando que esta n\u00e3o deve sofrer interven\u00e7\u00f5es do Estado. Desta forma, neoliberal, n\u00e3o mais se pensa coletivamente, ao<br \/>\ncontr\u00e1rio, as pessoas, individualmente, devem tra\u00e7ar suas possibilidades para chegar ao seus objetivos e metas. Os sindicatos e as corpora\u00e7\u00f5es, t\u00e3o importantes no modelo fordista, agora perdem totalmente seu vigor e s\u00e3o praticamente dissolvidas. <\/p>\n<p>Os neoliberais, aliado \u00e0 globaliza\u00e7\u00e3o, cria um mercado de dinheiro e de cr\u00e9ditos globais, sendo que os fluxos financeiros deste &#8220;mundo globalizado&#8221; n\u00e3o respeitam fronteiras. Estados Unidos e Inglaterra foram os grandes precursores e os primeiros a aplicarem as teorias neoliberais. Em seguida, os pa\u00edses perif\u00e9ricos come\u00e7aram a adotar das mesmas medidas. Apostando nessas teorias, foram feitos ajustes, \u00e0 nova ordem econ\u00f4mica globalizada, nos pa\u00edses perif\u00e9ricos que<br \/>\nqueriam p\u00f4r o neoliberalismo em pr\u00e1tica. Por\u00e9m, as teorias neoliberais se apegaram muito ao investimento financeiro, ou seja, a especula\u00e7\u00e3o financeira e esqueceu-se do investimento produtivo, aquele que realmente produz empregos e o crescimento da economia. Segundo, Levi Ferrari: <\/p>\n<p>&#8220;Quanto \u00e0 Am\u00e9rica Latina as conseq\u00fc\u00eancias do neolioberalismo s\u00e3o ainda piores. Crescem a concentra\u00e7\u00e3o de riquezas, o desemprego, a mis\u00e9ria e a exclus\u00e3o social enquanto a<br \/>\ndesindustrializa\u00e7\u00e3o e as privatiza\u00e7\u00f5es a qualquer custo comprometem a soberania da na\u00e7\u00f5es &#8220;.<br \/>\n Com a desregulamenta\u00e7\u00e3o dos sistemas financeiros, de um modo geral, em todo o mundo, surgiu a especula\u00e7\u00e3o globalizada. Essa desregulamenta\u00e7\u00e3o financeira foi um dos fatores que desencadeou a crise e a instabilidade econ\u00f4mica em v\u00e1rios pa\u00edses, inclusive no Brasil. <\/p>\n<p>A Crise Brasileira <\/p>\n<p>Segundo as diretrizes da reuni\u00e3o denominada como o Consenso de Washington, os pa\u00edses perif\u00e9ricos deveriam operar em suas economias um plano \u00fanico e estrat\u00e9gico de ajustamento. Segundo o consenso, tr\u00eas requisitos m\u00ednimos eram necess\u00e1rios para este ajustamento: a estabiliza\u00e7\u00e3o macroecon\u00f4mica, a abertura da economia e reformas estruturais do Estado. Estes tr\u00eas ajustes iniciais levariam a retomada de investimentos e do crescimento econ\u00f4mico, pelo menos foi assim idealizado. A estabiliza\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica seria feita atrav\u00e9s de combates duros \u00e0 infla\u00e7\u00e3o por meios de planos de estabiliza\u00e7\u00e3o com base na valoriza\u00e7\u00e3o da moeda nacional e na entrada de capitais especulativos. <\/p>\n<p>Como a economia dos pa\u00edses que aplicaram as pol\u00edticas neoliberais estavam atrelados ao capital especulativo da esfera financeira internacional, os Estados-na\u00e7\u00f5es perderam uma parte de seus poderes de regula\u00e7\u00e3o de suas economias. Assim, os pa\u00edses tinham que seguir uma esp\u00e9cie de mesma estrat\u00e9gia para que os investidores achassem interessante o<br \/>\ninvestimento de recursos financeiros naqueles pa\u00edses. Ao fazer este tipo de an\u00e1lise, os investidores verificavam os balan\u00e7os de pagamentos, as pol\u00edticas econ\u00f4micas do pa\u00eds, a abertura econ\u00f4mica para o mercado financeiro, o pagamento ou n\u00e3o das d\u00edvidas p\u00fablicas ou t\u00edtulos da d\u00edvida, se h\u00e1 ou n\u00e3o crise cambial no pa\u00eds e a compensa\u00e7\u00e3o de perdas e<br \/>\nsemelhan\u00e7as entre pa\u00edses. <\/p>\n<p>A crise brasileira come\u00e7ou com a percep\u00e7\u00e3o por parte dos investidores de que os recursos financeiros n\u00e3o tinham correspond\u00eancia com o valor real das mercadorias ou empresas. Durante a d\u00e9cada de oitenta, o Brasil mantinha-se isolado e, mesmo com a efervesc\u00eancia da globaliza\u00e7\u00e3o, manteve uma pol\u00edtica protecionista, tentando controlar a hiperinfla\u00e7\u00e3o ocorrente. Mas, foi no Governo Collor que as fronteiras come\u00e7aram a abrir discretamente, propiciando a<br \/>\nimplementa\u00e7\u00e3o da agenda neoliberal no pa\u00eds. J\u00e1 no Governo de Fernando Henrique indiscriminadamente se rompem \u00e0s fronteiras fazendo com que o Brasil mergulhasse &#8220;de cabe\u00e7a&#8221; \u00e0 agenda e propostas neoliberais.  <\/p>\n<p>Quando o Plano Real foi implantado, ainda no per\u00edodo de Governo de Itamar Franco, no que se referia ao controle da infla\u00e7\u00e3o e a estabilidade da moeda, os resultados foram fant\u00e1sticos, pelo menos nos dois primeiros anos. Por\u00e9m, logo<br \/>\ndepois, com a receita baixa, a economia do Pa\u00eds come\u00e7a a enfraquecer. E na tentativa de compensar o d\u00e9ficit da balan\u00e7a comercial, j\u00e1 no Governo de FHC (Fernando Henrique Cardoso) passa a atrair capital estrangeiro para o pa\u00eds atrav\u00e9s da eleva\u00e7\u00e3o das taxas de juros, conseq\u00fcentemente aumentando a divida externa do Pa\u00eds, sem falar no abrupto aumento da<br \/>\ndivida interna. Assim, se o Plano Real de um lado ajudou na infla\u00e7\u00e3o, de outro alargou inescrupulosamente o desemprego no pa\u00eds, agravando ainda mais seu estado de pobreza.<br \/>\nHoje, em meio \u00e0 &#8220;bola de neve&#8221; que \u00e9 a d\u00edvida externa\/interna brasileira e a crise interna movida pela falta de emprego, o Brasil precisa encontrar outras alternativas para conseguir sobreviver diante da nova ordem global, para que n\u00e3o se torne submisso ao predom\u00ednio de uma \u00fanica pot\u00eancia que submete quase todos os pa\u00edses ao seu dom\u00ednio, mediante a prega\u00e7\u00e3o de um neoliberalismo que somente a poucos beneficia. <\/p>\n<p>Pensar em sa\u00eddas para a crise brasileira n\u00e3o \u00e9 uma tarefa muito f\u00e1cil, principalmente, porque, a rigor, responder qual o lugar das diretrizes pol\u00edtica brasileira no mundo contempor\u00e2neo j\u00e1 seria um grande dilema. At\u00e9 mesmo porque, fazer pol\u00edtica \u00e9 delimitar-se a seu territ\u00f3rio, de forma a fazer valer seus sindicatos, governos, partidos, movimentos sociais, \u00e9 efetivar a atua\u00e7\u00e3o territorial limitada. A cultura nacional brasileira j\u00e1 n\u00e3o det\u00e9m mais do monop\u00f3lio de defini\u00e7\u00e3o do sentido de sua vida coletiva. As rela\u00e7\u00f5es culturais, assim como a identidade nacional, s\u00e3o abaladas pelo movimento da globaliza\u00e7\u00e3o. &#8220;A globaliza\u00e7\u00e3o das sociedades e mundializa\u00e7\u00e3o da cultura rompe com essa integridade espacial, tonando cada vez mais dif\u00edcil discernir os limites de cada povo ou cultura&#8221;. Pode at\u00e9 ser que, num determinado momento, imaginar a pol\u00edtica e as rela\u00e7\u00f5es socioculturais dentro de par\u00e2metros universais e mundializados venha resgatar o sentimento de cidadania e busca de identidade. Entretanto, \u00e9 importante perceber que: o movimento de desterritorializa\u00e7\u00e3o das rela\u00e7\u00f5es sociais nos torna integrantes de uma&#8221;sociedade<br \/>\ncivil mundial&#8221;. <\/p>\n<p>E \u00e9 assim, como cidad\u00e3os mundializados, que devemos nos posicionar para uma reflex\u00e3o sobre direitos, utopias, deveres e aspira\u00e7\u00f5es. O Brasil \u00e9 realmente um pa\u00eds de agendas e propostas neoliberais e diretrizes pol\u00edtica contempor\u00e2nea? Vale a pena fazer parte da &#8220;aldeia global&#8221; mesmo sujeito a crises, instabilidade social e fazendo parte das na\u00e7\u00f5es perif\u00e9ricas? <\/p>\n<p>Refer\u00eancias Bibliogr\u00e1ficas <\/p>\n<p>Ferrari, Levi Bucalem. O Neoliberalismo no Brasil, resumo de palestra proferida na       48a Reuni\u00e3o Anual da SBPC &#8211; Sociedade Brasileira para o Progresso da Ci\u00eancia &#8211; S\u00e3o Paulo, PUC, 09\/07\/1996. [on line] Dispon\u00edvel na Internet via URL:<br \/>\nhttp:\/\/ www.mhd.org\/artigos\/levi_neoliberalismo.html (Arquivo capturado em 14\/04\/2001, \u00e0s 11:22:03). <\/p>\n<p>FIORI, Jos\u00e9 L\u00fais. O Congresso de Washington, palestra ocorrida no Centro Cultural Banco do Brasil, no Rio de Janeiro,<br \/>\nem 04 de setembro de 1996. [on line] Dispon\u00edvel na Internet via URL: http:\/\/www.aepet.org.br\/consenso2.html (Arquivo<br \/>\ncapturado em 07\/05\/2000, \u00e0s 03:22:03). <\/p>\n<p>HARVEY, David. Condi\u00e7\u00e3o P\u00f3s-moderna. S\u00e3o Paulo, Edt. Loyola, 1994.cap.08, p.132.<br \/>\nOrtiz, Renato. Global\/universal &#8211; uma aproxima\u00e7\u00e3o indevida. Espa\u00e7o Aberto. Gazeta Mercantil, 14 de abril de 1997. <\/p>\n<p>ORTIZ, Renato. Mundializa\u00e7\u00e3o, cultura e pol\u00edtica. In: DOWBOR, Ladislau;<br \/>\nIDNNI, Ot\u00e1vio e RESENAE, Paulo Edgar (org).Desafios da Globaliza\u00e7\u00e3o. Petr\u00f3polis: Ed.Vozes, 1998. <\/p>\n<p>[1] Acad\u00eamica do 6\u00ba semestre em Direito pela Universidade Salgado de Oliveira (UNIVERSO), MBA Marketing pela Universidade Salvador (UNIFACS), Bacharel em Comunica\u00e7\u00e3o Social &#8211; Rela\u00e7\u00f5es P\u00fablicas (UNIFACS). Artigo desenvolvido em abril de 2003. E-mail: karlaspader@gmail.com. <\/p>\n<p>Extra\u00eddo de Portugal em Linha &#8211; a Comunidade Lus\u00f3fona online<br \/>\nhttp:\/\/www.portugal-linha.pt<br \/>\nProduzido em Joomla!<br \/>\nCriado em: 4 March, 2014, 16:55<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Karla Santiago Silva[1] A Nova Ordem Mundial O s\u00e9culo XX foi marcado por uma evolu\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica que estabeleceu novos par\u00e2metros para as rela\u00e7\u00f5es humanas. \u00c9 poss\u00edvel dizer que este foi o s\u00e9culo das grandes transforma\u00e7\u00f5es em todos os n\u00edveis &#8211; &hellip; <a href=\"https:\/\/blogs.utopia.org.br\/levi\/2014\/03\/04\/a-nova-ordem-mundial-e-a-insercao-do-brasil-a-crise-brasileira\/\">Continue lendo <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"ngg_post_thumbnail":0,"footnotes":""},"categories":[4],"tags":[182,34,7309,7305,7306,7303,36,7307,144,7304,7308],"class_list":["post-5702","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-artigos","tag-america-latina","tag-brasil","tag-comunidade-lusofona","tag-ferrari","tag-fiori","tag-fordismo","tag-globalizacao","tag-harvey","tag-neoliberalismo","tag-nova-ordem-mundial","tag-ortiz"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blogs.utopia.org.br\/levi\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5702","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blogs.utopia.org.br\/levi\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blogs.utopia.org.br\/levi\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.utopia.org.br\/levi\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.utopia.org.br\/levi\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5702"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/blogs.utopia.org.br\/levi\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5702\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":5703,"href":"https:\/\/blogs.utopia.org.br\/levi\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5702\/revisions\/5703"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blogs.utopia.org.br\/levi\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5702"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.utopia.org.br\/levi\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5702"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.utopia.org.br\/levi\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5702"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}