{"id":60,"date":"2010-08-14T01:30:49","date_gmt":"2010-08-14T01:30:49","guid":{"rendered":"http:\/\/blogs.utopia.org.br\/cbc\/"},"modified":"2010-08-15T17:38:31","modified_gmt":"2010-08-15T17:38:31","slug":"nossa-historia-2","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/blogs.utopia.org.br\/cbc\/quem-somos-2\/nossa-historia-2\/","title":{"rendered":"Nossa hist\u00f3ria"},"content":{"rendered":"<p><strong>I Congresso do Cinema Nacional<\/strong><\/p>\n<p>O primeiro &#8220;Congresso do Cinema Nacional&#8221; aconteceu entre 22 e 28 de Setembro de 1952, no Rio de Janeiro, como desdobramento de um &#8220;Congresso Paulista do Cinema Brasileiro&#8221;, realizado em Abril do mesmo ano. Foram discutidas teses relativas \u00e0 defini\u00e7\u00e3o de filme brasileiro, \u00e0 importa\u00e7\u00e3o de pel\u00edcula virgem, \u00e0 distribui\u00e7\u00e3o e exibi\u00e7\u00e3o, \u00e0 sindicaliza\u00e7\u00e3o de cineastas e t\u00e9cnicos, \u00e0 forma\u00e7\u00e3o de m\u00e3o-obra e \u00e0 organiza\u00e7\u00e3o institucional.<\/p>\n<p>O cineasta Moacyr Fenelon, com atua\u00e7\u00e3o destacada no Congresso, defendeu que o Sindicato Nacional da Ind\u00fastria Cinematogr\u00e1fica (SNIC) centralizasse a importa\u00e7\u00e3o e distribui\u00e7\u00e3o de pel\u00edcula virgem para todos os produtores do pa\u00eds, a fim de reduzir os custos. Foi tamb\u00e9m proposta a cria\u00e7\u00e3o de uma distribuidora \u00fanica de filmes brasileiros. Foi debatido o anteprojeto de cria\u00e7\u00e3o do Instituto Nacional de Cinema, encomendado pelo governo de Get\u00falio Vargas e redigido por Alberto Cavalcanti, sendo sugeridas v\u00e1rias modifica\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Outras participa\u00e7\u00f5es destacadas foram as de Alex Viany, Nelson Pereira dos Santos, Carlos Ortiz e Marcos Marguli\u00e9s.<\/p>\n<p><strong>II Congresso Nacional do Cinema Brasileiro<\/strong><\/p>\n<p><a title=\"Ator Alberto Rushel\" href=\"http:\/\/blogs.utopia.org.br\/cbc\/files\/2010\/08\/Alberto-Ruschel_b.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/blogs.utopia.org.br\/cbc\/files\/2010\/08\/Alberto-Ruschel_a.jpg\" alt=\"Alberto Rushel\" width=\"180\" height=\"144\" class=\"alignleft size-full wp-image-26\" align=\"left\"><\/a>O segundo Congresso, incorporando a palavra &#8220;brasileiro&#8221; ao nome, foi realizado no ano seguinte, entre 12 e 18 de Dezembro de 1953, desta  vez em S\u00e3o Paulo. Presidido pelo ator Alberto Ruschel, o encontro teve participa\u00e7\u00e3o de delega\u00e7\u00f5es do Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia e Rio Grande do Sul. Os debates aconteceram no audit\u00f3rio da Federa\u00e7\u00e3o Paulista de Futebol e no Teatro Leopoldo Fr\u00f3es.<\/p>\n<p>Um artigo publicado pelo cineasta Fl\u00e1vio Tambellini no jornal &#8220;Di\u00e1rio da Noite&#8221; chamava aten\u00e7\u00e3o para o fato de que o mercado cinematogr\u00e1fico franc\u00eas, com 6 mil salas, importava apenas 150 filmes estrangeiros por ano, enquanto o Brasil, com a metade do n\u00famero de salas, havia importado 900 filmes em 1952. A partir desses dados, Alex Viany defendeu no Congresso a necessidade de limita\u00e7\u00e3o da importa\u00e7\u00e3o de filmes estrangeiros, sem o que a ind\u00fastria cinematogr\u00e1fica brasileira n\u00e3o teria espa\u00e7o para sobreviver. Foi ent\u00e3o proposta a taxa\u00e7\u00e3o do filme estrangeiro e a utiliza\u00e7\u00e3o da renda obtida em apoio \u00e0 produ\u00e7\u00e3o nacional.<\/p>\n<p>O Congresso come\u00e7ou a cindir quando foi aprovada uma manifesta\u00e7\u00e3o de apoio ao reatamento de rela\u00e7\u00f5es diplom\u00e1ticas entre o Brasil e os pa\u00edses comunistas do Leste Europeu, o que gerou protesto dos delegados do SNIC, que reclamaram que os objetivos do encontro haviam sido desvirtuados. A cis\u00e3o tornou-se mais pronunciada na sess\u00e3o de encerramento, quando a atriz T\u00f4nia Carrero prop\u00f4s um aumento no pre\u00e7o dos ingressos de cinema em todo o pa\u00eds. A proposta foi interpretada por alguns como tendo partido dos exibidores, por outros, como dos grandes produtores paulistas em crise, e foi rejeitada pelo plen\u00e1rio.<\/p>\n<p>Parte das propostas aprovadas nos dois Congressos Brasileiros de Cinema realizados nos anos 1950 terminaram sendo implementadas, a m\u00e9dio e longo prazo: a taxa\u00e7\u00e3o do filme estrangeiro, a cria\u00e7\u00e3o de escolas de cinema, a organiza\u00e7\u00e3o dos cineastas e t\u00e9cnicos em associa\u00e7\u00f5es. Com a crise dos grandes est\u00fadios como a Vera Cruz, em seguida ficou claro para a comunidade cinematogr\u00e1fica do pa\u00eds que o espa\u00e7o de discuss\u00e3o de pol\u00edticas cinematogr\u00e1ficas deveria ser cada vez mais orientado para a rela\u00e7\u00e3o com o Estado. N\u00e3o deve ser subestimada a import\u00e2ncia destes Congressos na cria\u00e7\u00e3o do Geicine em 1961, do INC em 1966, da Embrafilme em 1969 e do Concine em 1976.<\/p>\n<p><strong>III Congresso Brasileiro de Cinema<\/strong><\/p>\n<p><a title=\"Gustavo Dahl\" href=\"http:\/\/blogs.utopia.org.br\/cbc\/files\/2010\/08\/gustavo-dahl_b.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/blogs.utopia.org.br\/cbc\/files\/2010\/08\/gustavo-dahl_a.jpg\" alt=\"Gustavo Dahl\" width=\"180\" height=\"144\" class=\"alignleft size-full wp-image-35\" align=\"left\"><\/a>Mais de quarenta anos ap\u00f3s a realiza\u00e7\u00e3o do segundo Congresso, somente no final dos anos 1990 voltou-se a discutir a possibilidade de um encontro amplo, que buscasse assumir os interesses do cinema brasileiro como um todo.<\/p>\n<p>O terceiro Congresso acabou acontecendo em Porto Alegre, entre 28 de Junho e 1\u00ba de Julho de 2000, organizado pela Fundacine (Funda\u00e7\u00e3o Cinema RS), com apoio do Governo do Estado do Rio Grande do Sul. Foi presidido pelo cineasta Gustavo Dahl e contou com 70 delegados representando 31 entidades de cinema de 9 estados brasileiros, al\u00e9m de mais de 150 observadores sem direito a voto. Pela primeira vez, participaram n\u00e3o apenas cineastas, produtores e t\u00e9cnicos (al\u00e9m de cr\u00edticos e pesquisadores), mas tamb\u00e9m exibidores, distribuidores e representantes de emissoras de TV p\u00fablicas e privadas.<\/p>\n<p>O documento final aprovado pelo terceiro Congresso apontava 69 resolu\u00e7\u00f5es, entre elas a continuidade do CBC como entidade permanente e o apoio \u00e0 cria\u00e7\u00e3o, no \u00e2mbito do Governo Federal, de um \u00f3rg\u00e3o gestor da atividade cinematogr\u00e1fica, que viria a ser a Ancine, constitu\u00edda em Setembro de 2001.<\/p>\n<p><strong>Constitui\u00e7\u00e3o do CBC em entidade<\/strong><\/p>\n<p>A transforma\u00e7\u00e3o do Congresso Brasileiro de Cinema em entidade permanente, conforme havia sido proposto no 3\u00ba Encontro, aconteceu no Rio de Janeiro, no dia 15 de outubro de 2000, com a aprova\u00e7\u00e3o de um estatuto provis\u00f3rio e a elei\u00e7\u00e3o de uma primeira diretoria, tamb\u00e9m provis\u00f3ria, que seria referendada no Congresso seguinte. O primeiro presidente do CBC foi Gustavo Dahl. 23 entidades assinaram a ata de cria\u00e7\u00e3o do CBC.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<hr>\n<p><strong><a href=\"http:\/\/blogs.utopia.org.br\/cbc\/quem-somos-2\/\">\u00bb Voltar \u00e0 p\u00e1gina anterior<\/a><\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>I Congresso do Cinema Nacional O primeiro &#8220;Congresso do Cinema Nacional&#8221; aconteceu entre 22 e 28 de Setembro de 1952, no Rio de Janeiro, como desdobramento de um &#8220;Congresso Paulista do Cinema Brasileiro&#8221;, realizado em Abril do mesmo ano. Foram &hellip; <a href=\"https:\/\/blogs.utopia.org.br\/cbc\/quem-somos-2\/nossa-historia-2\/\">Continue lendo <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":19,"featured_media":0,"parent":51,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","template":"","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"ngg_post_thumbnail":0,"footnotes":""},"class_list":["post-60","page","type-page","status-publish","hentry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blogs.utopia.org.br\/cbc\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/60","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blogs.utopia.org.br\/cbc\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/blogs.utopia.org.br\/cbc\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.utopia.org.br\/cbc\/wp-json\/wp\/v2\/users\/19"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.utopia.org.br\/cbc\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=60"}],"version-history":[{"count":6,"href":"https:\/\/blogs.utopia.org.br\/cbc\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/60\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":126,"href":"https:\/\/blogs.utopia.org.br\/cbc\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/60\/revisions\/126"}],"up":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.utopia.org.br\/cbc\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/51"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blogs.utopia.org.br\/cbc\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=60"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}