Arquivo da tag: mar

Alfonsina e o mar (Felix Luna)

Pela branda areia Que toca o mar Sua pequena pegada Não volta mais Um caminho só De pena e silêncio chegou Até a água profunda Um caminho só De penas mudas chegou Até a espuma. Sabe Deus que angústia Te … Continue lendo

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Minha menina se foi ao mar (Federico Garcia Lorca)

Minha menina se foi ao mar a contar ondas e pedrinhas, porém se encontrou, de pronto, com o rio de Sevilha. Entre adelfas e sinos cinco barcos se mexiam, com os remos na água e as velas na brisa. Quem … Continue lendo

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Cantar (Oscar Cerruto)

Minha pátria tem montanhas, não mar. Ondas de trigo e trigais, não mar. Espuma azul os pinheirais não mar. Céus de esmalte fundido não mar. E o coro rouco do vento sem mar. (Tradução de Maria Teresa Almeida Pina) Cantar … Continue lendo

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O mar, o mar (Rafael Alberti)

O mar. O mar. O mar. Só o mar! Por que me trouxeste, pai à cidade? Por que me desenterraste do mar? Em sonhos, a marejada me tira do coração. Se o quisera levar. Pai, por que me trouxeste aqui? … Continue lendo

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Diante do mar (Alfonsina Storni)

Oh, mar, enorme mar, coração feroz de ritmo desigual, coração mau, eu sou mais tenra que esse pobre pau que, prisioneiro, apodrece nas tuas vagas. Oh, mar, dá-me a tua cólera tremenda, eu passei a vida a perdoar, porque entendia, … Continue lendo

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Todas íamos ser rainhas (Gabriela Mistral)

Todas íamos ser rainhas de quatro reinos sobre o mar: Rosalia com Efigenia e Lucila com Soledad. No vale de Elqui, rodeado de cem montanhas ou de mais, que como oferendas ou tributos ardem em vermelho e açafrão. O dizíamos … Continue lendo

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Notas e levianas (Manuel Machado)

Tenho uma taça na mão e nos lábios um cantar, e em meu coração mais penas que gotas de água no mar e nos desertos areia. (Tradução de Maria Teresa Almeida Pina) Tonas y livianas Manuel Machado Tengo una copa … Continue lendo

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Dor (Alfonsina Storni)

Quisera esta tarde divina de outubro passear pela beira longínqua do mar; Que a areia de ouro, e as águas verdes, e os céus puros me vissem passar. Ser alta, soberba, perfeita, quisera, como uma romana, para concordar com as … Continue lendo

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Silêncio (Juana de Ibarbourou)

Minha casa tão longe do mar. Minha vida tão lenta e cansada. Quem me dera deter-me a sonhar! Uma noite de lua na praia! Morder musgos avermelhados e ácidos E ter por fresquíssimo travesseiro Um montão dessas curvas pedras Que … Continue lendo

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