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	<title>Poesia Latina</title>
	<link>http://blogs.utopia.org.br/poesialatina</link>
	<description>Poesia traduzida de espanhol, galego, italiano, francês...</description>
	<lastBuildDate>Sat, 14 Nov 2009 21:05:32 +0000</lastBuildDate>
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	<language>en</language>
	
	<item>
		<title>Aranjuez com teu amor (Alfredo García Segura)</title>
		<description>Aranjuez,
Um lugar de sonhos e de amor
Onde um rumor de fontes
de cristal
No jardim parece falar
Em voz baixa às rosas.

Aranjuez,
Hoje as folhas secas sem cor
Que varre o vento
São recordações do romance
Que uma vez
Juntos começamos você e eu
E sem razão esquecemos
Talvez esse amor escondido esteja
Em um entardecer
Na brisa ou na flor
Esperando teu ...</description>
		<link>http://blogs.utopia.org.br/poesialatina/aranjuez-com-teu-amor-alfredo-garcia-segura/</link>
			</item>
	<item>
		<title>Poema de amor (Joan Manuel Serrat)</title>
		<description>O sol nos esqueceu ontem sobre a areia,
nos envolveu o rumor suave do mar,
teu corpo me deu calor,
tinha frio,
e ali na areia,
entre os dois nasceu este poema, 
este pobre poema de amor
para ti

Meu fruto, minha flor,
minha história de amor,
minhas carícias

Meu humilde candeeiro,
minha chuva de abril,
minha avareza

Meu pedaço de pão,
meu velho ...</description>
		<link>http://blogs.utopia.org.br/poesialatina/poema-de-amor-joan-manuel-serrat/</link>
			</item>
	<item>
		<title>Digamos (Mario Benedetti)</title>
		<description>1.
Ontem foi “yesterday”
para bons colonos
mas por fortuna nossa
amanhã não é “tomorrow”

2.
Tenho um amanhã que é meu
e um amanhã que é de todos
o meu acaba amanhã
porém sobrevive o outro

(Tradução de Maria Teresa Almeida Pina)

&#187; Biografia de Mário Benedetti

Digamos
Mario Benedetti
 
1.
Ayer fue yesterday 
para buenos colonos 
mas por fortuna nuestro 
mañana no ...</description>
		<link>http://blogs.utopia.org.br/poesialatina/digamos-mario-benedetti/</link>
			</item>
	<item>
		<title>Alfonsina e o mar (Felix Luna)</title>
		<description>Pela branda areia
Que toca o mar
Sua pequena pegada
Não volta mais
Um caminho só
De pena e silêncio chegou
Até a água profunda
Uma senda só
De penas mudas chegou
Até a espuma.

Sabe Deus que angústia
Te acompanhou
Que dores velhas
Calou tua voz
Para deitar-te
Sussurrada no canto
Das conchas marinhas
A canção que canta
No fundo escuro do mar
A concha.

Te vais Alfonsina
Com tua ...</description>
		<link>http://blogs.utopia.org.br/poesialatina/alfonsina-e-o-mar-felix-luda/</link>
			</item>
	<item>
		<title>Volta a teus deuses profundos (Eugenio Montejo)</title>
		<description>Volta a teus deuses profundos;
estão intactos,
estão ao fundo com suas chamas esperando;
nenhum sopro do tempo as apaga.
Os silenciosos deuses práticos
ocultos na porosidade das coisas.
Hás rodado no mundo mais que nenhum calhau;
perdeste teu nome, tua cidade,
assíduo a visões fragmentárias;
de tantas horas que reténs?
A música de ser é destoante
porém a vida continua
e ...</description>
		<link>http://blogs.utopia.org.br/poesialatina/volta-a-teus-deuses-profundos-eugenio-montejo/</link>
			</item>
	<item>
		<title>Minha menina se foi ao mar (Federico Garcia Lorca)</title>
		<description>Minha menina se foi ao mar
a contar ondas e pedrinhas,
porém se encontrou, de pronto,
com o rio de Sevilha.
Entre adelfas e sinos
cinco barcos se mexiam,
com os remos na água
e as velas na brisa.
Quem olha de dentro da torre
adornada de Sevilha?
Cinco vozes contestavam
redondas como anéis.
O céu monta elegante
ao rio, de margem a ...</description>
		<link>http://blogs.utopia.org.br/poesialatina/minha-menina-se-foi-ao-mar-federico-garcia-lorca/</link>
			</item>
	<item>
		<title>Todos os dias te descubro&#8230; (Octavio Paz)</title>
		<description>Segundo um poema de Fernando Pessoa

Todos os dias descubro
A espantosa realidade das coisas:
Cada coisa é o que é.
Que difícil é dizer isto e dizer
Quanto me alegra e como me basta
Para ser completo existir é suficiente.

Tenho escrito muitos poemas.
Claro, hei de escrever outros mais.
Cada poema meu diz o mesmo,
Cada poema meu ...</description>
		<link>http://blogs.utopia.org.br/poesialatina/todos-os-dias-te-descubro-octavio-paz/</link>
			</item>
	<item>
		<title>Insônia (Rafael Diaz Icaza)</title>
		<description>Sou náufrago, mãe, e te chamo na noite,
desolado, no firme marchar para a morte,
e de golpe me assalta a ternura infinita
dos primeiros anos. E necessito saber que te achas
perto, que a tua lâmpada vela, pontual, perto de mim.

Necessito de teu copo para a má sombra dos pesadelos,
teu apoio de nogueira ...</description>
		<link>http://blogs.utopia.org.br/poesialatina/insonia-rafael-diaz-icaza/</link>
			</item>
	<item>
		<title>Cantar (Oscar Cerruto)</title>
		<description>Minha pátria tem montanhas,
não mar.

Ondas de trigo e trigais,
não mar.

Espuma azul os pinheirais
não mar.

Céus de esmalte fundido
não mar.

E o coro rouco do vento
sem mar.

(Tradução de Maria Teresa Almeida Pina)

Cantar
Oscar Cerruto

Mi patria tiene montañas,
no mar.

Olas de trigo y trigales,
no mar.

Espuma azul los pinares,
no mar.

Cielos de esmalte fundido,
no mar.

Y el coro ronco ...</description>
		<link>http://blogs.utopia.org.br/poesialatina/cantar-oscar-cerruto/</link>
			</item>
	<item>
		<title>O tempo (José Luis Appleyard)</title>
		<description>Já é ontem porém então era sempre
um trasladar de horários imutáveis.
Desde a noite ao sol.
Cada semana
era distinta e igual à seguinte.
A criança desdenhava o calendário
e seu patrão relógio era o cansaço.
Idade sem equinócios, só o tempo
de ser feliz então ignorá-lo.

(Tradução de Maria Teresa Almeida Pina)

El tiempo
José Luis Appleyard
Ya es ayer ...</description>
		<link>http://blogs.utopia.org.br/poesialatina/o-tempo-jose-luis-appleyard/</link>
			</item>
	<item>
		<title>Quando te conheci (Juan Andrés Leiwir)</title>
		<description>Uma sensação muito estranha,
algo difícil de explicar...
como se um anjo
Acariciara-me a alma...
e meu coração quisera voar...
De repente, uma invasão de silêncio...
como se os pássaros deixassem de cantar,
o vento que revolvia meu cabelo,
por um instante, deixou de soprar...
Em verdade não tinha muito claro
se estava sonhando, ou se era realidade...
...que tempo durou ...</description>
		<link>http://blogs.utopia.org.br/poesialatina/quando-te-conheci-juan-andres-leiwir/</link>
			</item>
	<item>
		<title>O amor (Juan Andrés Leiwir)</title>
		<description>O amor é uma gota de orvalho pousando em uma pétala de rosa,
uma gota intermitente afogando-se no mar do esquecimento,
um suspiro esperando ser correspondido,
uma lágrima acariciando o rosto de quem amas,
é um grito esperando ser escutado,
um coração esperando ser aquietado,
um raio de luz na imensidão da noite
porém, sobre todas as ...</description>
		<link>http://blogs.utopia.org.br/poesialatina/o-amor-juan-andres-leiwir/</link>
			</item>
	<item>
		<title>Nunca vou te esquecer (Juan Andrés Leiwir)</title>
		<description>Essa misteriosa luz
que às vezes ilumina a fronte
caprichosa inspiração,
que aparece quando quer,
conseguiu que uma vez um poeta
com muita paixão escrevesse:
"Nunca digas nunca...".
"Nunca digas sempre...".
Porém não posso com ele estar de acordo,
sei que meu coração não me mente
eu digo: "Nunca" vou te esquecer
e digo: "Sempre" vou te querer.

(Tradução Maria Teresa Almeida ...</description>
		<link>http://blogs.utopia.org.br/poesialatina/nunca-vou-te-esquecer-juan-andres-leiwir/</link>
			</item>
	<item>
		<title>Cada noite (Rosalía de Castro)</title>
		<description>Cada noite chorando eu pensava
que esta noite tão longa não fora,
que durasse e durasse enquanto
a noite das angústias me envolvem lutadora...

Mais a luz insolente do dia,
constante e traidora,
cada amanhecer penetrava radiante de glória
até o leito onde me havia estendido com minhas angústias.

Desde então hei buscado as trevas
mais negras e profundas,
e ...</description>
		<link>http://blogs.utopia.org.br/poesialatina/cada-noite-rosalia-de-castro/</link>
			</item>
	<item>
		<title>Ressaca (Yolanda Bedregal)</title>
		<description>Quando já a ressaca deixe minha alma na praia,
e do arco cansado de meu ombro se vai 
a asa cortada, qual vela desafiante,
em cicatriz e marca prolongará o instante.

Ficarão vigiando, símbolo trivial,
dois pobres olhos pródigos e uma mendiga fronte
Catacumba de água, amor! Não me conheces!

Nem ninguém nos conhece. Só há ...</description>
		<link>http://blogs.utopia.org.br/poesialatina/ressaca-yolanda-bedregal/</link>
			</item>
	<item>
		<title>Meu Pedro (Salomé Ureña de Henríquez)</title>
		<description>Meu Pedro não é soldado; não ambiciona
de César nem de Alexandre os louros;
se a suas têmporas aguardam uma coroa,
a achará do estudo nos vergéis.

Sim, o vereis jogar! Tem seus jogos
algo de sério que apesar inclina.
Nunca a guerra lhe inspirou seus jogos:
a força do progresso o domina.

Filho do século, para o ...</description>
		<link>http://blogs.utopia.org.br/poesialatina/meu-pedro-salome-urena-de-henriquez/</link>
			</item>
	<item>
		<title>Verdor que salta (Francisco Matos Paoli)</title>
		<description>Iminência, celeste iminência
de dias que são pássaros,
de pássaros que são veias.
Frescas corolas que se imantam
além de meu abismo.
Um ritmo à parte que suaviza
a ausência em que me encontro.
Algo como uma dor que corta a distância
do céu.

Terei um novo ser.
Um ritmo apogístico que me faz livre
de todos os augúrios da terra.

Verdor ...</description>
		<link>http://blogs.utopia.org.br/poesialatina/verdor-que-salta-francisco-matos-paoli/</link>
			</item>
	<item>
		<title>O tempo meus amigos (José Luis Appleyard)</title>
		<description>Saber que os amigos não necessitam de tempo,
saber que são os mesmos
e todavia alheios
àqueles que o foram
quando os anos nossos
nos brindaram sua essência
do "companheiro eterno".

Porém voltam, persistem
e são tempo e castigo:
a idade não diferencia
a visão do amigo.
Minha idade, tua idade, a sua
não são marcas brutais
que separam os meus

O tempo
-novamente me ...</description>
		<link>http://blogs.utopia.org.br/poesialatina/o-tempo-meus-amigos-jose-luis-appleyard/</link>
			</item>
	<item>
		<title>Se vou te perder (Gloria Estefan)</title>
		<description>Pela última vez, 
temos que falar.
Melhor que seja já, pois minha coragem 
pode me faltar.

Por mais que tentasse, 
não te pude mudar.
Tu que me entendes bem...saberás...
que a ti, nada te quero ocultar.
Porém tenho que ser, 
tenho que ser como sou.

Ainda que te perca ao final, 
serei quem mais te amou.
Ninguém ...</description>
		<link>http://blogs.utopia.org.br/poesialatina/se-vou-te-perder-gloria-estefan/</link>
			</item>
	<item>
		<title>Cantares (Manuel Machado)</title>
		<description>Vinho, sentimentos, guitarra e poesia
fazem os cantares da pátria minha.
Cantares...
Quem disse cantares disse Andaluzia.

À sombra fresca da velha parreira,
um moço dedilha a guitarra...
Cantares...
Algo que acaricia e algo que dilacera

"A nota aguda" que canta e o "baixo' que chora...
E o tempo calado se vai hora após hora.
Cantares...
São marcas fatais da raça ...</description>
		<link>http://blogs.utopia.org.br/poesialatina/cantares-manuel-machado/</link>
			</item>
	<item>
		<title>Outono (Manuel Machado)</title>
		<description>No parque, eu só...
Hão fechado
e, esquecido
no parque velho, só
Me hão deixado.

A folha seca
vagamente
indolente
roça o solo...
Nada sei,
nada quero,
nada espero,
Nada...

Só
no parque me hão deixado
esquecido,
...e hão fechado.

(Tradução de Maria Teresa Almeida Pina)



Otoño
Manuel Machado

En el parque, yo solo...
Han cerrado
y, olvidado
en el parque viejo, solo
me han dejado.

La hoja seca,
vagamente,
indolente,
roza el suelo...
Nada sé,
nada quiero,
nada espero.
Nada...

Solo
en el ...</description>
		<link>http://blogs.utopia.org.br/poesialatina/outono-manuel-machado/</link>
			</item>
	<item>
		<title>Melancolia (Manuel Machado)</title>
		<description>Sinto-me, às vezes, triste
como uma tarde do outono velho;
de saudades sem nomes,
de aflições melancólicas tão cheio...
Meu pensamento, então,
vaga junto às tumbas dos mortos
e em torno dos ciprestes e salgueiros
que abatidos, se inclinam... e me lembro
de historias tristes, sem poesia... Historias
que têm quase brancos meus cabelos.

(Tradução de Maria Teresa Almeida Pina)

Melancolía
Manuel ...</description>
		<link>http://blogs.utopia.org.br/poesialatina/melancolia-manuel-machado/</link>
			</item>
	<item>
		<title>Credo (Miguel Angel Astúrias)</title>
		<description>Creio na Liberdade, Mãe de América
criadora de mares doces na terra,
e em Bolívar, seu filho, Senhor Nosso
que nasceu em Venezuela, padeceu
sob o poder espanhol, foi combatido,
sentiu-se morto sobre o Chimborazo,
ressuscitou na voz de Colômbia,
tocou ao Eterno com suas mãos
e está parado junto a Deus!

Não nos julgues, Bolívar, antes do dia ...</description>
		<link>http://blogs.utopia.org.br/poesialatina/credo-miguel-angel-asturias/</link>
			</item>
	<item>
		<title>Passa e esquece (Rubén Darío)</title>
		<description>Peregrino que vais buscando em vão
Um caminho melhor que teu caminho,
Como queres que te dê a mão,
Se meu estigma é teu estigma, peregrino?
Não chegarás jamais a teu destino;
Levas a morte em ti como o verme
Que te rói o que tens de humano...
O que tens de humano e de divino!
Segue tranqüilamente, ...</description>
		<link>http://blogs.utopia.org.br/poesialatina/passa-e-esquece-ruben-dario/</link>
			</item>
	<item>
		<title>Eros é a água (Gioconda Belli)</title>
		<description>Entre as tuas pernas 
o mar revela-me estranhos recifes 
rochas erguidas corais altaneiros 
contra a minha gruta de búzios concha nácar 
o teu molusco de sal persegue a corrente 
a pequena água inventa-me barbatanas 
mar da noite com luas submersas 
tua ondulação brusca de polvo congestionado 
acelera nas minhas guelras ...</description>
		<link>http://blogs.utopia.org.br/poesialatina/eros-e-a-agua-gioconda-belli/</link>
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