A minha Josefina (Miguel Hernández)
Tuas cartas são um vinho
que me transtorna e são
o único alimento
para meu coração.
Desde que estou ausente
não sei senão sonhar,
igual que o mar teu corpo,
amargo igual que o mar.
Tuas cartas apaziguo
metido em um canto
e por redil e pasto
Dou-lhe meu coração.
Ainda que baixo a terra
meu amante corpo esteja,
escreve-me, pomba
que eu te escreverei.
(Tradução de Maria Teresa Almeida Pina)
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