A hora (Juana de Ibarbourou)
Toma-me agora que ainda é cedo e que levo dálias novas na mão. Toma-me agora que ainda é sombria esta taciturna cabeleira minha. Agora que tenho a carne cheirosa e os olhos limpos e a pele de rosa. Agora que calça minha planta ligeira a sandália viva da primavera. Agora que em meus lábios repica [...]
