Ressaca (Yolanda Bedregal)
Quando já a ressaca deixe minha alma na praia,
e do arco cansado de meu ombro se vai
a asa cortada, qual vela desafiante,
em cicatriz e marca prolongará o instante.
Ficarão vigiando, símbolo trivial,
dois pobres olhos pródigos e uma mendiga fronte
Catacumba de água, amor! Não me conheces!
Nem ninguém nos conhece. Só há fugazes toques,
desencontros, na apertada mudez de [...]
