Arquivo do mês: abril de 2009

Canção (Rei Juan II de Castilla)

Amor, eu nunca pensei, embora que poderoso eras , que podias ter maneiras para transtornar a fé, até agora que o sei. Pensava que conhecido Devia-te eu ter, mas não pudera crer que era tão mal sabido, nem tampouco eu … Continue lendo

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Amor que pende e quebra (Rei Juan II de Castilla

Amor que pende e quebra, força que forças derruba muito inteira, e ao mesmo temor espanta e ao mais livre cativa sem que queira, a ti, muito desconhecida, tão cruelmente cativa pois que sabe que a minha própria vida que … Continue lendo

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Madrigal (Feliciana Enríquez de Guzmán)

Disse o Amor, sentado nas beiras de um córrego puro, manso e lento: “Silêncio florzinhas, não retorçais com o lascivo vento; que dorme Galatea, e se desperta, tendes por coisa certa que não haveis de ser flores em vendo suas … Continue lendo

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A hora (Juana de Ibarbourou)

Toma-me agora que ainda é cedo e que levo dálias novas na mão. Toma-me agora que ainda é sombria esta taciturna cabeleira minha. Agora que tenho a carne cheirosa e os olhos limpos e a pele de rosa. Agora que … Continue lendo

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Surpresa (Federico Garcia Lorca)

Morto ficou na rua com um punhal no peito. Não o conhecia ninguém. Como tremia o farol, mãe! Como tremia o pequeno farol da rua! Era madrugada. Ninguém pôde assomar-se a seus olhos abertos ao duro ar. Que morto ficou … Continue lendo

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A ave e o ninho (Salomé Ureña de Henríquez)

Por que te assustas, ave singela? Por que teus olhos fixas em mim? Eu não pretendo, pobre avezinha, Levar teu ninho daqui. Aqui, no oco de pedra dura, Tranqüila e só te vi ao passar, E trago flores da planície … Continue lendo

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Poema IV (Isaac Felipe Azofeifa)

Tu me deixas aqui ou partes comigo? Estou dentro de ti ou é que me chamas? Vives única em mim ou encontro o mundo em ti, contigo? A ordem das coisas em que te amo, onde começa ou acaba? Agora … Continue lendo

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A última gaivota (Ricardo Miró)

Como uma franja agitada, rasgada do manto da tarde, em rápido voo se esfuma o bando pelo céu buscando, acaso, uma ribeira desconhecida. Atrás, muito longe, segue uma gaivota que com crescente e persistente desejo vai da solidão rasgando o … Continue lendo

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Diante do mar (Alfonsina Storni)

Oh, mar, enorme mar, coração feroz de ritmo desigual, coração mau, eu sou mais tenra que esse pobre pau que, prisioneiro, apodrece nas tuas vagas. Oh, mar, dá-me a tua cólera tremenda, eu passei a vida a perdoar, porque entendia, … Continue lendo

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A carícia perdida (Alfonsina Storni)

Sai-me dos dedos a carícia sem causa, Sai-me dos dedos…No vento, ao passar, A carícia que vaga sem destino nem fim, A carícia perdida, quem a recolherá? Posso amar esta noite com piedade infinita, Posso amar ao primeiro que conseguir … Continue lendo

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