Arquivo do mês: fevereiro de 2009

Carvalho (Miguel Huezo Mixco)

Esta imensa árvore não servirá jamais para madeira. A serra se quebrará os dentes na armadura deste carvalho que há guardado sem sangrar dentro do peito os restos da metralha. (Tradução de Maria Teresa almeida Pina) Roble Miguel Huezo Mixco … Continue lendo

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A Carmen (Dolores Veintimilla)

(Remetendo-lhe um jasmim do Cabo) Menos bela que tu, Carmela minha vai essa flor a ornar tua cabeleira; eu mesma a colhi na planície e carinhosa minha alma ta envia quando seca e murcha caia um dia não a jogues, … Continue lendo

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Não sei quem é (Mario Benedetti)

É provável que venha de muito longe não sei quem é nem a onde vai é só uma mulher que morre de amor nota-se em suas pétalas de lua em sua paciência de algodão/ em seus lábios sem beijos ou … Continue lendo

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Arte poética (Mario Benedetti)

Que golpeie e golpeie até que ninguém possa já se fazer de surdo que golpeie e golpeie até que o poeta saiba ou pelo menos creia que é a ele a quem chamam. (Tradução de Maria Teresa Almeida Pina) » … Continue lendo

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O melhor de tua vida (Manuel Alejandro)

Foste minha, só minha, minha, minha, quando tua pele era fresca como a grama molhada Foste minha, só minha, minha, minha, quando tua boca e teus olhos de juventude se cobriam Foste minha só minha, minha, minha, quando teus lábios … Continue lendo

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Abraça-me (Rafael Ferro Garcia)

Abraça-me E não me digas nada Só abraça-me Me basta teu olhar Para compreender que tu irás Abraça-me Como se fosse agora a primeira vez Como se me quisesses hoje igual a ontem Abraça-me Se tu fores Te esquecerás que … Continue lendo

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Só peço a Deus (Leon Gieco)

Só peço a Deus Que a dor não me seja indiferente Que a seca morte não me encontre Vazio e só sem haver feito o suficiente. Só peço a Deus Que o injusto não me seja indiferente Que não me … Continue lendo

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Não sei (Manuel Machado)

Esta vaga quietude… Um sol espera Que o denso véu da nevoa rasgue? Ou uma noite sem lua e tenebrosa?… Será tarde ou aurora?… Quem o sabe! (Tradução de Maria Teresa Almeida Pina) No sé Manuel Machado Esta vaga quietud… … Continue lendo

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Nada (Manuel Machado)

Já nada anseio. Nada já minha cabeça consegue já levantar novo e formoso. Quando quero viver, penso na morte… E quando quero ver, fecho os olhos. (Tradução de Maria Teresa Almeida Pina) Nada Manuel Machado Ya nada ansío. Nada ya … Continue lendo

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Navegação (Cristina Peri Rossi)

Nas mansas correntes de tuas mãos e em tuas mãos que são tormenta na nave divagante de teus olhos que têm rumo seguro na redondeza de teu ventre como uma esfera perpetuamente inacabada na morosidade de tuas palavras velozes como … Continue lendo

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