Posts Tagged ‘soberania’

Samuel Pinheiro Guimarães – Quinhentos anos de periferia

2 de fevereiro de 2010

O livro oferece uma visão abrangente das relações internacionais e de seu impacto sobre o Brasil. Nos primeiros capítulos, Samuel Pinheiro Guimarães define o conceito de estruturas hegemônicas e analisa suas estratégias de expansão, no passado e no presente.

Em seguida, discute os contornos da nova ordem internacional, marcada pela aceleração do progresso científico e tecnológico, a reorganização de territórios e do sistema produtivo, bem como a revisão do conceito de soberania, a concentração de poder e a re-incorporação de grandes áreas ao sistema capitalista.

Cinco capítulos são dedicados à análise das estratégias dos Estados Unidos, com destaque para suas relações com a América Latina e o Brasil, e dois outros capítulos tratam dos objetivos estratégicos que deveriam ser perseguidos por nosso país e pelos demais grandes Estados periféricos.

O livro contém um posfácio do autor, com uma análise da intervenção militar da OTAN na Iugoslávia, sob os pontos de vista do direito e das relações internacionais.

 

 

 

“Outras Palavras” é o programa de literatura de Levi Bucalem Ferrari na Rádio Cultura do Brasil.

Reinaldo Correia Moreira – Amazônia Terrivelmente Bela – Uma missão no Rio Javari

2 de fevereiro de 2010

A partir de uma missão no Rio Javari, o livro traz aventuras que a Amazônia, em sua grandiosidade e diversidade, consegue proporcionar.

Através destas aventuras, o autor mostra a beleza e os mistérios da Amazônia, esta imensa região tão pouco conhecida pelos brasileiros que vivem fora dela.

Mostra também as suas riquezas e potencialidades bem como a cobiça que elas despertam nas potências estrangeiras.

Disto resulta uma constante ameaça a soberania brasileira na região. Sendo assim, o livro termina com um grito de convocação à sociedade para formar uma corrente na busca de manter a integridade da nossa Amazônia.

 

 

 

 

“Outras Palavras” é o programa de literatura de Levi Bucalem Ferrari na Rádio Cultura do Brasil.

CULTURA E EMANCIPAÇÃO

1 de novembro de 2007
Revista O Escritor

Ninguém desconhece a importância e o sentido do troféu Juca Pato, oferecido pela União Brasileira de Escritores e patrocinado pela Folha de São Paulo.

Foi proposto pelo inesquecível escritor Marcos Rey quando vice-presidente da UBE devendo destinar-se a autor que no ano anterior tenha publicado livro que suscitasse o debate de idéias, ou seja, livro ao mesmo tempo inovador e  consubstanciado em teses coerentes e dados irrefutáveis; e, por isso quase sempre questionador, contestador e mobilizador do pensamento social.

Por isso o Juca Pato é prêmio singular em nosso país, conferindo a seu detentor prestígio incontrastável. A recíproca é verdadeira: a galeria de laureados é prova da importância do prêmio. Lá estão os nomes dos maiores intelectuais brasileiros de cada época, nomes e livros que ajudaram a construir a cultura brasileira,  honrando-a e honrando igualmente o referido prêmio.

Outra característica deste prêmio especialíssimo reside no fato de que o laureado não é escolhido por comissão de notáveis, mas por votação direta de todos os escritores do país, associados ou não a UBE. Completam o colégio eleitoral, a Folha de São Paulo, os membros da Academia Brasileira de Letras, das Academias Estaduais de Letras, o Ministro e os Secretários Estaduais de Cultura e os Reitores das Universidades Brasileiras.

Por fim, confere inegável prestígio ao prêmio a entidade que o promove, esta União Brasileira de Escritores,  UBE,  além  do patrocínio da Folha de São Paulo.

Criação da UBE

Em 1942, escritores e intelectuais, tendo à frente os gigantes Sérgio Milliet e Mário de Andrade,  fundaram a Sociedade Brasileira de Escritores com sede em São Paulo.

No mesmo ano, a SBE transformou-se em ABDE – Associação Brasileira de Escritores, com seções em diversos estados do país. As ABDE´s guardariam sua autonomia, mas manteriam estreitos vínculos de intercâmbio e cooperação.

Já em 1945, essas associações organizaram o histórico Congresso Nacional de Escritores, em São Paulo, em nosso Teatro Municipal. Sob a coordenação de Sérgio Milliet e a presidência de Aníbal Machado, reuniram-se escritores e intelectuais do porte de Monteiro Lobato, Raquel de Queiroz, Antônio Cândido, Caio Prado Jr., Jorge Amado, Edison Carneiro, Hermes Lima, Afonso Arinos, Gilberto Freire, Manuel Bandeira, Sérgio Buarque de Holanda, Agripino Grieco e Câmara Cascudo, apenas para citarmos os mais conhecidos. Enviaram congratulações Oswald de Andrade e Albert Einstein, entre outros. Mário de Andrade, já bastante adoecido, viria a falecer logo depois.

Deste encontro resultaria o manifesto dos escritores que teria papel decisivo na retomada do estado de direito e da democracia.

Em 1958, a ABDE-SP fundiu-se com a Sociedade Paulista de Escritores criando a UBE-SP que continuará pelos anos seguintes auxiliando e estimulando a criação de UBE´s nos demais estados. Por este motivo, mas também por sua atuação nacional e pelo fato de possuir grande número de associados em todo território brasileiro, e até no exterior a UBE de São Paulo passará a ser reconhecida como a principal entidade nacional de escritores, passando a denominar-se simplesmente UBE.

Sempre pautada na carta dos escritores, peça integrante de seus estatutos, tem a UBE como princípios, entre outros, o de contribuir para o engrandecimento da cultura brasileira, lutando pela defesa dos direitos autorais, pela liberdade de expressão, e pela paz mundial.

É notável a persistência e a coerência de princípios de nossa UBE, principalmente nos momentos mais difíceis da vida política e cultural do país. Mesmo sofrendo perseguição implacável no período da ditadura militar, quando alguns de seus dirigentes foram perseguidos ou presos, a UBE não se calou, denunciando a censura e o arbítrio, dando guarida e assistência a escritores procurados, presos, exilados ou censurados pelas forças da repressão.

A UBE organizaria ainda outros três Congressos de Escritores, em todos contribuindo para o engrandecimento da cultura brasileira, para o nosso autoconhecimento e auto-estima no forjar conjunto da identidade e da soberania cultural.

Em 1985, adiantando-se a qualquer outra entidade civil, a UBE, sob a presidência de Fábio Lucas, convoca outro grande congresso nacional de escritores, um dos maiores eventos intelectuais de que temos notícia em nossa história, com mais de mil participantes entre os quais os maiores pensadores brasileiros, além de dezenas de convidados estrangeiros.

O congresso de 1985 deveria ter sido aberto pelo Presidente Tancredo Neves que, infelizmente, adoeceu gravemente e foi substituído pelo vice-presidente José Sarney. Ainda se esperava Tancredo para o encerramento e, neste mesmo dia, o 1º presidente civil desde 1964, veio a falecer.

Conhecimento e arte
a formar cidadãos

A UBE organizou ainda inúmeros encontros de escritores como o do Mercosul e o de Língua Portuguesa, além de encontros regionais e outros eventos do gênero. Organizamos e participamos também de centenas de cursos sobre literatura, sociedade e cultura, além de incontáveis oficinas e concursos literários. Apenas um de nossos principais programas, O Mutirão Cultural, registra o impressionante número de dezenove mil participantes em seus cursos, oficinas, palestras e eventos.

Além dos objetivos colimados em seus estatutos, a UBE de hoje agrega outras preocupações fundamentais de todo coerentes com aqueles. De um lado, trata-se da ampliação do acesso de todos os brasileiros aos bens culturais, particularmente ao livro, à leitura e à literatura, instrumentos indispensáveis à formação de uma consciência cidadã, desenvolvida ética, estética e criticamente.

Baliza-nos a certeza de que a produção cultural e seu desfrute como descrito são, ao lado da educação democratizada e de qualidade, pilares principais de uma sociedade mais justa. Conhecimento e arte a formar cidadãos, emancipados da servidão cultural.

Por outro lado, temos nos dedicado à defesa da cultura e da literatura brasileiras. Estas sempre estão ameaçadas pela mercadoria cultural produzida nos países hegemônicos que, apoiada em gigantescos esquemas de divulgação e publicidade, tomam conta de nosso mercado. Basta olhar a lista dos chamados best-sellers para vermos o desproporcional número de traduções vis a vis com o que aqui produzimos. E, por melhor que seja a qualidade de nossos produtos, não logram eles o mesmo sucesso editorial.

Essa avalanche de mercadorias feitas fora do país, veicula interesses e valores estranhos a nossa cultura, tornando-a ainda mais vulnerável. Corrompem até a língua, não pelo natural processo de intercâmbio, mas pela dominação econômica e submissão política, realizadas através do consumo conspícuo e da oferta massiva deste tipo de entretenimento travestido em cultura.

Urge esforço comum gigantesco envolvendo o escritor e o editor; o artista e o produtor; os gráficos, os distribuidores, os livreiros; o produtor e o exibidor de cinema, de música; os meios de comunicação de massa; educadores e os pais de alunos; governo e sociedade civil para que nossa produção cultural passe à frente e decisivamente contribua para a emancipação do Brasil e dos brasileiros.


Editorial da Revista O Escritor, nº 117, nov.2007.

GUERRA DO BRASIL

7 de outubro de 2007

Fábio Lucas e Luiz Gonzaga Belluzzo (orgs)
Ed. Textonovo

Com o título provocativo de Guerra do Brasil, um grupo de intelectuais brasileiros lançou um livro que trata também da “Reconquista do Estado Brasileiro” e oferece um conjunto de propostas para inserir o Brasil na luta contra o sistema mundial de dominação.

Discutem questões como privatizações, dívida pública, juros, a submissão da política econômica aos organismos internacionais e a dominação cultural que nos é imposta. Questões relevantes como o monopólio dos meios de comunicação, a identidade cultural e a soberania nacional são também abordadas no livro.

A Guerra do Brasil é organizado por Fábio Lucas e Luiz Gonzaga Belluzzo e conta também com a participação de Sérgio Xavier Ferolla, Williams Gonçalves, Luiz Toledo Machado e, principalmente, do saudoso Antônio Rezk. Entre outros.

São economistas, cientistas sociais, estrategistas e militantes. Brasileiros, enfim, que se preocupam com o futuro da nação brasileira. Oferecem seu diagnóstico e fazem suas propostas para um Brasil mais soberano, mais justo e democrático. A Guerra do Brasil é uma publicação da Editora Textonovo. Não deixe de ler.

Ouça aqui o programa:

“Outras Palavras” é o programa de literatura de Levi Bucalem Ferrari na Rádio Cultura Brasil.