Arquivo da categoria ‘ESTANTE’

Uelinton Farias Alves – José do Patrocínio: a imorredoura cor do bronze – Coleção personalidades negras

22 de fevereiro de 2010

Nascido da relação de um padre com sua escrava de 14 anos, José do Patrocínio é protagonista de uma história de vida singular.

Viveu os tempos da abolição da escravatura e do movimento republicano, da política aguerrida e da alta criação artística, de mudanças sociais ao lado de personagens da história do Brasil.

Sua vida repleta de embates e reviravoltas é um testemunho do seu tempo. Patrocínio foi figura importante de uma geração que levou o Brasil aos primeiros passos da modernidade.

Participou da revolução da imprensa, mudou a face da sociedade escravista e até protagonizou a entrada do automobilismo no Brasil.

 

 

“Outras Palavras”  é o programa de literatura de Levi Bucalem Ferrari na Rádio Cultura do Brasil.

Patrícia Tenório – Grãos

22 de fevereiro de 2010

Este é um livro diferente, estranho até. E o que mais se destaca nele é o emprego de uma linguagem aparentemente simples, transparente como a água que bebemos, a conviver num contexto de prosa e poesia.

As tramas e os enredos são tão sutilmente tecidos que mal aparecem. No entanto, quando emergem à superfície de nossa mente, logo se esboroam numa teia de sugestões que falam mais pelo silêncio meditativo que pela força nua do poder da construção verbal. 

“Grãos” não sugere apenas a força misteriosa das palavras, mas também a possibilidade de germinar em nosso íntimo novos seres, assim como ocorre com as sementes que, guardadas sob o signo da multiplicação, frutificam.

Patrícia Tenório, a autora do livro, é pernambucana e verdadeiramente polígrafa, pois é poeta, contista, romancista, ensaísta e editora. Recebeu diversos prêmios pelos seus livros em quaisquer das áreas que atua.

 

 

“Outras Palavras” é o programa de literatura de Levi Bucalem Ferrari na Rádio Cultura do Brasil.

Nélida Piñon – Aprendiz de Homero

22 de fevereiro de 2010

Nélida Piñon, da Academia Brasileira de Letras, acabou e receber por este livro o disputado prêmio Casa de Las Américas oferecido por Cuba.

Nele, a autora reúne uma seleta de ensaios sobre temas e personagens literários caros à autora, como Dom Quixote, Capitu e Ulisses. O livro também traz os discursos de agradecimento da escritora ao receber prêmios importantes, como o Príncipe de Astúrias e Menéndez Pelayo.

É Nélida quem escreve: “Sentada na poltrona verde, tenho a Ilíada no colo. Enquanto Gravetinho atordoa-me com sua natureza canina, sintonizo-me com a imaginação do grego, fonte de permanente inspiração. Assentada sobre as pedras fundadoras da civilização que o poeta empilhou para formar uma muralha, dialogo com ele.

Convicta de que ele simula ouvir a brasileira que, julgando-se às vezes camponesa e universal, reage às suas raivosas argumentações… Mas como Homero tem a imortalidade a seu favor, é paciente.

Sabe que a justiça narrativa se faz e que o tempo dissolve os nós cegos da paixão. E mesmo quando Cassandra, em outra tragédia grega, despede-se dos corifeus para ir ao encontro da morte, aceito suas emendas. Afinal, sou sua aprendiz.”

Nélida Piñon nos oferece uma aula de literatura e brinda os leitores com uma paixão e devoção pela escrita capaz de transbordar das páginas do livro.

 

 

“Outras Palavras” é o programa de literatura de Levi Bucalem Ferrari na Rádio Cultura do Brasil.

Nege Além – O engraxate Dudu

22 de fevereiro de 2010

Na cidade de Guaxupé – Sul de Minas – havia uma rua chamada Taboão. Nela, numa casa de tipo meia-água, morava o pequeno Engraxate Dudu.

Não obstante a pobreza da família, Dudu vivia feliz na rua poeirenta, cheia de buracos e altos capins às margens. Para ele, porém, era a melhor rua do mundo, o palco de suas eternas aventuras infantis.

Nas chuvas, divertia-se com a meninada, a troco de tostões, desencalhava os calhambeques atolados nas poças de barro.

Perto dali, havia rios e açudes para mergulhos e pescarias , campinhos improvisados de futebol para as peladas de fins de semana.

E também os pomares do major Zerbini e do português Pallos, com as árvores frutíferas sempre carregadas. Era uma tentação a qual ninguém resistia.

Dudu tocava aquela vida sem maiores preocupações, pois contentava-se com tudo aquilo que seu meio lhe oferecia para uma infância feliz. Sem passado nem futuro.

Um dia, porém, já avançando na idade, mas ainda ligado à rua, Dudu sentiu a imperiosa necessidade de melhorar um pouco de vida…

 

 

“Outras Palavras” é o programa de literatura de Levi Bucalem Ferrari na Rádio Cultura do Brasil.

Miguel Jorge – Ana Pedro

22 de fevereiro de 2010

O autor, Miguel Jorge, mora desde criança em Goiânia. Romancista, contista poeta, teatrólogo e perito em artes plásticas, publicou seu primeiro livro em 1969.

Depois da estréias vieram dezenas de obras para o público adulto e jovem. Recebeu muitos prêmios, entre eles, o APCA, da Associação Paulista dos Críticos de Arte.

Ana torna-se Pedro no dia do nascimento porque Thomás, o pai, exige da mãe Madalena um menino momentos antes do parto.

A parteira Ozana não titubeou: apresentou ao pai a nudez de outro menino, Ruiter, nascido no mesmo dia, na casa ao lado. Thomás sentiu-se mais homem e Ana abdicou de sua feminilidade.

Pedro cresceu sob os olhos orgulhosos do pai e com ele aprendeu as artes do universo masculino.

A adolescência, porém, explodiu e com ela os sinais da existência de Ana. Pedro quer ser Ana, sem perder o amor do pai. E este terá que enfrentar o seu monstro interior: o autoritarismo.

O livro é ilustrado por Rogério Borges.

 

 

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Mario Vargas Llosa – A casa verde

22 de fevereiro de 2010

Este foi o livro que levou Mario Vargas Llosa a receber seu primeiro prêmio importante de crítica em 1966. Fez muito sucesso à época, e até hoje é muito festejado.

Ambientando na Amazônia peruana, relata a história de um prostíbulo montado perto de uma das cidades mais isoladas do Peru.

Esta casa suspeita será chamada de casa verde pelos habitantes da região que sentem sua rotina ameaçada pela novidade. Ela é comandada por Dom Anselmo, um forasteiro misterioso.

O livro revela o arrojo narrativo do então jovem Vargas Llosa e traz, pela primeira vez, os “inconquistáveis”, um grupo de amigos anti-heróicos e inescrupulosos que vão reaparecer em outras obras do autor.

Mario Vargas Llosa é detentor de muitos prêmios e um dos mais respeitados ficcionistas sul americanos.

 

 

 

“Outras Palavras” é o programa de literatura de Levi Bucalem Ferrari na Rádio Cultura do Brasil.

Marco Aurélio Nogueira – O encontro de Joaquim Nabuco com a política

22 de fevereiro de 2010

Há cem anos falecia Joaquim Nabuco, uma das mais importantes figuras brasileiras de seu período e quiçá de todos os tempos. Foi diplomata, escritor e consagrou-se na luta pela abolição dos escravos.

Neste livro, o autor, Marco Aurélio Nogueira, interpreta o pensamento de Nabuco, buscando dissecar a gênese e os caminhos do liberalismo no Brasil.

A edição apresenta extensa biografia e prefácios de Raimundo Faoro e Cristóvam Buarque.

Marco Aurélio Nogueira é sociólogo e cientista político de primeira linha. É professor da UNESP de Araraquara, doutor pela USP e pós-doutor pela Universidade de Roma.  Publicou vários livros, entre eles, “Em Defesa da Política” e “As possibilidades da política”.   

José Saramago – Caim

22 de fevereiro de 2010

Neste livro, o consagrado escritor José Saramago, se volta aos primeiros livros da Bíblia, indo do Éden ao dilúvio, e imprimindo ao Antigo Testamento a música e o humor que marcam sua obra.

Num itinerário heterodoxo, Saramago percorre cidades decadentes e estábulos; palácios de tiranos e campos de batalha.

O leitor acompanha uma guerra secular, e de certo modo involuntária, entre criador e criatura. E, neste trajeto, revisitará episódios bíblicos conhecidos.

Para atravessar esse caminho árido, um deus às turras com a própria administração colocará Caim num altivo jegue.

Caberá à dupla encontrar o rumo entre as armadilhas do tempo que insistem em atraí-los. Caim leva a marca do senhor na testa e, assim, está protegido das iniquidades do homem.

Mas resta a ele aceitar o destino amargo e compactuar com o criador no assassinato do próprio irmão Abel.

 

 

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José Arrabal – A ira do Curupira

22 de fevereiro de 2010

Este livro foi escrito por José Arrabal, capixaba de Mimoso do Sul, jornalista por profissão e escritor por convicção. Publicou muitos livros para o público adulto e também para jovens leitores.

A ira do curupira conta a história de Cairi, o menino que tinha pressa de crescer. Ser criança era pouco para ele. Chegar à idade adulta, sem o rito de passagem, parecia fácil para o curumim.

Ao lutar contra o tempo, Cairi não percebia o quanto estava preso à infância. Convivia com a contradição dos que estão então entrando na adolescência.

Ao mesmo tempo em que se amedrontava com as lendas do boto e do curupira e se emocionava com as histórias de amor e desencontros contados por sua mãe e sua avó, Cairi desafiava as leis da natureza e as regras de conduta estabelecidas por seu povo.

Impaciente, quer ser homem e guerreiro respeitado, mas guarda muito de criança em suas atitudes. Será que Cairi voltará dessa aventura tão inocente como quando partiu?

Ilustrações do livro são de Maurício Melo e Gil Vasques.

 

 

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Inah Lins de Albuquerque – A solidão espaçosa

22 de fevereiro de 2010

Este livro de contos convida o leitor a uma viagem por momentos íntimos, por histórias que remetem ao passado esquecido, por cenas cotidianas, por sonhos ingênuos, por desilusões, por esperanças e por abismos invisíveis.

O esforço de deixar claro esses passados é feito com destreza pela autora cuja escrita é assentada numa vida rica de acontecimentos e de uma sólida cultura.

Seus contos nos revelam vários estilos, desde histórias bem narradas a reflexões que nos fazem mergulhar em dúvidas. Seus dilemas passam a ser nossos ao final da leitura. É um preço que temos que pagar. Mas, quem sai impune de um bom livro? É o que pergunta Luiz Arraes no prefácio do livro.

Narrativas, devaneios, pensamentos, aforismos, tudo em um conjunto harmônico que nos revela uma autora que tem muito a nos dizer.

A leitura parece que não termina e esta é a vitória do contista. O leitor não sai com respostas; sai carregado de perguntas, dúvidas, inquietações, perplexidades, angústias e encantamento.

 

 

“Outras Palavras” é o programa de literatura de Levi Bucalem Ferrari na Rádio Cultura do Brasil.

Flávio Braga – O olhar cingido

20 de fevereiro de 2010

O escritor, dramaturgo e roteirista Flávio Braga apresenta uma surpreendente crítica ao atual poder midiático e um lamentável retrato da condição intelectual do brasileiro, que diariamente pára em frente à televisão, quebrando recordes mundiais de audiência.

O duelo entre dois programas de TV em luta por audiência revela os mitos que controlam a sociedade de massa brasileira.

Fredo Bastos é um apresentador e produtor de programas populares de grande êxito. Ele acumula poderes que o tornam tão desejável quanto temível, e não mede esforços para manter seu programa em primeiro lugar na audiência.

O arco de influências que ele vai construindo com o sucesso abre um leque que vai da extrema luxúria ao crime organizado.

Por meio da história de seu protagonista, o autor recorre a uma narrativa ágil que escancara a frivolidade e a sordidez dessa realidade perversa onde o entretenimento funciona como o ópio do povo enquanto defende os interesses de alguns.

As características de suspense do texto não sufocam a abordagem da política real, da cultura e do dia a dia das idéias. Os setores abordados pela mídia, e transformados por ela, estão representados no livro com vivacidade e verossimilhança.

Além das características de entretenimento, O OLHAR CINGIDO nos faz refletir sobre prestígios e arrogâncias construídos sobre base nenhuma.

 

 

Veja o que foi falado sobre este livro: “No texto de Flávio Braga temos um encontro com o escrever bem.”Moacyr Scliar. “Não lembro de ter lido um romance brasileiro, em anos, que me deixasse com uma sensação de “completude” como visão de mundo — no caso, o nosso mundo, o brasileiro. O olhar cingido é um porre (no bom sentido) de realidade. E muito, extremamente bem informado.”Paulo Bentancur.

 

 

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Alves da Mota – A rosa dos ventos

20 de fevereiro de 2010

O drama aparece tecido com naturalidade, fazendo com que as personagens surjam dentro de uma coerente atmosfera que seduz o leitor desde as primeiras páginas.

Merece ainda registro, um certo tom de lirismo de todo não desaparecido na costa atlântica brasileira que o autor, com equilibrado senso de observação, consegue trazer para essa aliciante história.

Porque a história tem como pano de fundo a paisagem encantadora não só pelo que a natureza nos deu, mas principalmente “pela legitimidade humana, clara, movimentada, verídica aos meus olhos de ex-menino praieiro” como afirmou antes o inesquecível Luís da Câmara Cascudo.

 

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Fábio Ramos e Marcos Morais – Eles formaram o Brasil

19 de fevereiro de 2010

Durante anos – e até hoje – a história do Brasil colonial tem sido narrada a partir dos ciclos econômicos e dos feitos heróicos de grandes personagens.

Neste livro, os autores selecionam 12 desses protagonistas e descrevem suas trajetórias. São homens e mulheres que viveram no Brasil nos três primeiros séculos.

As biografias apresentam: O português Caramuru e sua mulher, a índia Bartira (mais tarde, Isabel Dias); o jesuíta Manuel da Nóbrega; o bandeirante Raposo Tavares; a cristã-nova Branca Dias (vítima da Inquisição); e o senhor de engenho Fernão Cabral Taíde.

Para completar os 12 também aparecem: o latifundiário Manuel Beckman; o tropeiro Felipe dos Santos, o poeta Gregório de Matos, a ex-escrava Chica da Silva, o holandês Maurício de Nassau e o Marquês do Lavradio.

Na apresentação do livro, os autores afirmam que “Através deles conseguimos nos entender como nação”.

 

 

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Arlindo Marques e Carlos de Barros – A dança das Máscaras

19 de fevereiro de 2010

 

Vários personagens em cena executam a Dança das Máscaras enquanto dois advogados criminalistas buscam solucionar a morte misteriosa de um empresário rico, de origem judaica, ocorrida há quatro anos.

Eis o mote de um romance policial que cumpre as exigências do gênero: enredo original, suspense e mistério.

Mas que vai além ao denunciar o modo como a ciência pode ser usada de forma criminosa.

Há ainda outro aspecto a salientar nesta obra é a crítica social que os autores apresentam com mordaz ironia.

 

 

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Ana Maria Machado – Não se mata na mata – Lembranças de Rondon

18 de fevereiro de 2010

No século XIX a chegada das informações era muito lenta. Elas não se espalhavam como hoje. O brasileiro, nessa época, desconhecia seu país e não tinha idéia das belezas, grandezas, misérias e paradoxos de muitas regiões.

Foi necessário que um homem, descendente de índios e portugueses, aceitasse a missão de abrir caminhos, descobrir rios e povoados, para lançar as linhas telegráficas no centro-oeste brasileiro.

E nessa missão, foi além das descobertas. Registrou a topografia, estudou a flora e a fauna, se encantou com a riqueza do povo brasileiro e, principalmente, estabeleceu relações respeitosas com os índios que eram considerados selvagens sem alma.

Seu trabalho culminou na criação do Serviço nacional de Proteção aos Índios, atual Funai.

Rondon, o protetor dos filhos da floresta, encurtou distâncias e trouxe o brasileiro para dentro de seu país. O livro, indispensável para o conhecimento de nosso país e de seus formadores, foi escrito por Ana Maria Machado da ABL e belamente ilustrado por Maria Inês Martins.

 

 

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Waldick Garrett – A Sete Palmos

2 de fevereiro de 2010

O leitor encontrará neste romance algumas personagens e situações muito intrigantes: um homem doente, assombrado por uma maldição de infância; um promotor de justiça recém empossado, designado para uma estranha cidade infestada de habitantes enigmáticos; e um homem atormentado em uma noite de letargias e tragédias…

E tudo continua através de quatro amigos em uma rodada de pôquer presenciando desaparecimentos inexplicáveis e fatos absurdos.

Temos também um casal que, após sobreviver a um terrível acidente aéreo, é levado a uma vila afastada e sombria no meio de cordilheiras desconhecidas.

Por fim, uma neblina estranha, mortal, que desviará o curso da humanidade e um policial aposentado que estará prestes a enfrentar os piores horrores da sua profissão.

 

 

 

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Tatiana Belinki – 17 é Tov !

2 de fevereiro de 2010

A autora deste livro é a conhecida Tatiana Belinky, que deixou a Letônia para vir morar no Brasil aos dez anos.

Aqui a autora descreve os primeiros dezessete anos em São Paulo, por meio de crônicas divertidas e bem-humoradas.

Desde a chegada no bairro paulistano de Higienópolis até o casamento de seu irmão com uma prima, a autora narra casos, ou ‘acontecências’, como ela prefere, que marcaram sua vida e sua experiência em um novo país.

Hoje, uma das maiores escritoras de livros infantis em língua portuguesa, Tatiana Belinky faz deste livro de memórias um relato pouco convencional que combina histórias familiares, descobertas pessoais e um pouco da História do Brasil e do mundo.

 

 

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Samuel Pinheiro Guimarães – Quinhentos anos de periferia

2 de fevereiro de 2010

O livro oferece uma visão abrangente das relações internacionais e de seu impacto sobre o Brasil. Nos primeiros capítulos, Samuel Pinheiro Guimarães define o conceito de estruturas hegemônicas e analisa suas estratégias de expansão, no passado e no presente.

Em seguida, discute os contornos da nova ordem internacional, marcada pela aceleração do progresso científico e tecnológico, a reorganização de territórios e do sistema produtivo, bem como a revisão do conceito de soberania, a concentração de poder e a re-incorporação de grandes áreas ao sistema capitalista.

Cinco capítulos são dedicados à análise das estratégias dos Estados Unidos, com destaque para suas relações com a América Latina e o Brasil, e dois outros capítulos tratam dos objetivos estratégicos que deveriam ser perseguidos por nosso país e pelos demais grandes Estados periféricos.

O livro contém um posfácio do autor, com uma análise da intervenção militar da OTAN na Iugoslávia, sob os pontos de vista do direito e das relações internacionais.

 

 

 

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Salim Miguel – A vida breve de Sezefredo das Neves, Poeta

2 de fevereiro de 2010

O livro conta a história do mais talentoso poeta de uma geração, e que se torna mais tarde um grande empresário. Mas, a partir daí torna-se um homem impermeável a qualquer interesse pela arte.

A obra foi considerada, ao mesmo tempo, o retrato de uma geração perdida e um exercício de criação literária.

O autor, Salim Miguel, volta aos locais preferidos do escritor, sua Biriguaçu da infância e a Florianópolis da juventude, na qual um grupo de jovens intelectuais ensaiava uma nova literatura

Devo dizer que Salim Miguel, nascido no Líbano,  transformou-se num dos mais conhecidos autores catarinenses e um dos mais importantes autores contemporâneos brasileiros.

Em 2001 foi eleito Intelectual do Ano tendo recebido por isso o Troféu Juca Pato da União Brasileira de Escritores.

 

 

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Reinaldo Correia Moreira – Amazônia Terrivelmente Bela – Uma missão no Rio Javari

2 de fevereiro de 2010

A partir de uma missão no Rio Javari, o livro traz aventuras que a Amazônia, em sua grandiosidade e diversidade, consegue proporcionar.

Através destas aventuras, o autor mostra a beleza e os mistérios da Amazônia, esta imensa região tão pouco conhecida pelos brasileiros que vivem fora dela.

Mostra também as suas riquezas e potencialidades bem como a cobiça que elas despertam nas potências estrangeiras.

Disto resulta uma constante ameaça a soberania brasileira na região. Sendo assim, o livro termina com um grito de convocação à sociedade para formar uma corrente na busca de manter a integridade da nossa Amazônia.

 

 

 

 

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