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Arquivo da categoria ‘ACONTECE’

“Bendito maldito” – Uma biografia de Plínio Marcos

26 de abril de 2010

 

Finalmente o livro ”Bendito maldito – Uma biografia de Plínio Marcos” (Prêmio APCA – Associação Paulista de Críticos de Arte em 2009) será lançado no Rio, e do jeito que eu gostaria (e o Plínio também): em parceria com o grupo Nós do Morro. Será na quinta-feira (29/4) junto com a reestreia de “Barrela”, às 19h30, na Casa do Mercado – Rua do Mercado, 54, Centro. Bendito Maldito, Nós do Morro e Barrela têm tudo a ver, Conto com sua presença. Segue em anexo o convite digital. abraços Oswaldo Mendes

Algumas opiniões sobre o livro

Jorge Takla, diretor de teatro, em e-mail ao autor: É lindo! De uma sensibilidade e de uma ética ímpares!

Luiz Valcazaras, diretor de teatro, em e-mail ao autor: Maldito Oswaldo, você me tirou algumas noite de sono, quando tinha que acordar cedo! E bendito, no que eu achei que seria  uma leitura jornalística se transformou numa narrativa tão humana que eu não conseguia parar de ler!

Ugo Giorgetti cineasta e colunista de esportes de O Estado de S. Paulo: Quem ler “Bendito Maldito” à procura de futebol ainda ganha de brinde mais trezentas páginas de um livro empolgante, cheio de peripécias, aventuras e histórias de uma figura maior da cultura brasileira.

 

Christina Manhães, leitora, em e-mail ao autor: Li numa tirada. Achei ótimo. Acabei ficando fã do Plínio Marcos.

 

Fernando Paz, ator, tradutor e músico: Maravilha, adorei o livro. São 500 páginas que a gente lê avidamente, ora deliciado, ora chocado (com a brutalidade do ser humano e do país), sem querer que chegue ao fim. Espero que muita gente que não conheceu o Plínio possa ter em mãos essa biografia. Fala do teatro, fala do país e fala dos homens através dessa figura que eu adoraria ter conhecido pessoalmente.

  

Luiz Fernando Ramos, crítico de teatro da Folha de S. Paulo: “Bendito Maldito – Uma Biografia de Plínio Marcos”, de Oswaldo Mendes, além de narrar a saga desse extraordinário dramaturgo, revela-o como um personagem fascinante… Entre os achados mais notáveis, incluem-se histórias deliciosas de personalidades do teatro brasileiro, como Procópio Ferreira, Cacilda Becker, Tônia Carrero e Alberto D’Aversa, que trançaram suas vidas e feitos artísticos com a do protagonista do livro… A biografia resgata com honestidade e paixão uma história que não podia ser esquecida. Entre as várias facetas de Plínio Marcos a identidade que emerge mais forte é a de um ser humano raro e que teve como principal virtude ser ele mesmo sempre, sem retoques, o tempo todo.

 

Washington Luiz de Araújo, leitor do Rio, em e-mail ao autor: Quero lhe agradecer pelos ótimos momentos que vivi lendo o seu livro. O Plínio já era uma figura de destaque para mim, ficou mais ainda. Você acentuou uma personalidade complexa sem ser piegas e nem sensacionalista.

 Ercílio Tranjan, publicitário, amigo de Plínio Marcos: Acabei de ler, fascinado, a história do Frajola, do Bobo Plin, do querido Plínio, da gente. Porém (e sempre tem um porém) fiquei triste no fim. E com a sensação de que histórias como essa nunca mais serão vividas nem, portanto, contadas. O Plínio não era deste mundo. Ao menos, não do que virou este mundo. Ainda assim, espero que muita gente leia. Que ainda haja muitos sobreviventes.

Raimundo Matos, ator e mestre em Artes Cênicas pela- Universidade Federal da Bahia, em e-mail ao autor: Ganhei o livro de presente de Natal e li de uma sentada. Belo trabalho! Você revela Plínio como ele é, além de colocar o leitor diante do tempo em que ele viveu. A leitura flui de maneira tranquila e seguimos em frente sem querer largar o livro.

 

Beth Néspoli, crítica de teatro de O Estado de S. Paulo: “Biografia é malha da qual a vida real escapa.” A frase, de Oscar Wilde, é pinçada por Oswaldo Mendes na abertura de Bendito Maldito, alentada biografia do autor de Navalha na Carne e Dois Perdidos numa Noite Suja… Pois corajosamente Oswaldo Mendes – amigo pessoal e, como ele, também ator, dramaturgo e jornalista – se propôs a puxar os fios dessa teia para revelar as várias facetas de Plínio Marcos, sem temor das menos favoráveis, mas também sem pudor de trazer à tona atos de rara grandeza, cuidadosamente escondidos pelo seu autor quando vivo… Bendito Maldito é obra de fôlego.

Noemi Marinho, atriz, dramaturga e diretora de teatro, em e-mail ao autor: Acabei de ler teu livro. Que maravilha! Não li; comi com farinha. Obrigada pelos históricos e amorosos registros.

Décio Gentil, dramaturgo e publicitário, em e-mail ao autor: Você não apenas resgata uma figura importante no cenário teatral, mas nos presenteia com uma visão ampla, precisa e emocionada de uma época que marcou profundamente nossos palcos. Uma era de agitações, de verdades sem concessões, de fé irrestrita, enfim, de um caldeirão efervescente onde a criatividade é temperada com boas doses de resistência e esperança nas discussões apimentadas… Nesses tempos de internet, twitters e facebooks (nada contra os meios), onde a mediocridade impera, é indispensável a leitura de Bendito Maldito.

Eto Coelho, leitor de Bauru (SP), em e-mail ao autor: Acabo de ler o seu livro. Com exceção do Grande Sertão: Veredas e do Tom Sawyer, porque hipnotizado, não me lembro de ter lido um livro tão rapidamente… Confesso que fiquei intimidado pelo número de páginas. Não que eu tenha qualquer problema com livros grossos, pelo contrário. acho que eu estava com medo. Bom, o fato é que seu livro é muito gostoso de ler e é muito generoso com todo mundo que é citado. Eu me interesso particularmente por aquela história da censura, do AI5, mas nunca encontrei alguém com paciência e tempo para me falar sobre. Você matou minha curiosidade.

Cecília Prada, escritora e crítica de teatro: Bendito maldito permanecerá como livro de referência, inclusive, para todos os que quiserem entender e refletir sobre os meandros da complexa vida cultural e política deste país, na segunda metade do século XX.

 

Rafael de Luna Freire, autor do livro Navalha na tela, em e-mail ao autor: É uma leitura agradável e fluente, ao mesmo tempo em que você preza pelo rigor da pesquisa e a atenção aos nomes, datas e fatos – o que é importante. Embora, como você sabe, seja um tema e um personagem íntimo para mim, acho que você teve o grande mérito de dar clareza a episódios e épocas menos conhecidos (ou mal-conhecidos) da vida do Plínio… O livro é, sobretudo, muito honesto com a figura do Plínio e, ao final, você consegue alcançar a maior qualidade de uma biografia, que é revelar ao leitor um personagem contraditório e complexo - enfim, humano – e com o qual nos sentimos mais íntimos ao fim da leitura.

FELISIDADE – SAUDADES DE ELIS REGINA

19 de fevereiro de 2010

Mouzar Benedito – MENEGHETTI, honestamente ladrão

22 de janeiro de 2010

Lançamento: Brasil soberano – um plano nacional pós neoliberalismo

14 de dezembro de 2009

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Lançamento: O menino Lula

14 de dezembro de 2009

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“Outras Palavras” é o programa de literatura de Levi Bucalem Ferrari na Rádio Cultura Brasil.

Homenagem a Marcos Rey

9 de dezembro de 2009

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Lançamento: O poliedro da crítica

9 de dezembro de 2009

newspoliedroSe você gosta de Literatura, leia este livro. É um passeio agradável pelos principais conceitos sobre literatura e uma visita guiada a grandes autores como Mario de Andrade, Antonio Candido, Augusto Meyer, Sérgio Buarque de Holanda, Euclides da Cunha, Benedito Nunes e Clarice Lispector, entre outros.

O autor é Fábio Lucas, ex-presidente da União Brasileira de Escritores, Prêmio Intelectual do Ano-Troféu Juca Pato, tendo lecionado no Brasil e no exterior. É considerado um dos maiores críticos literários do Brasil.

Protegido: Convite: Juca Pato para Lygia Fagundes Telles

27 de novembro de 2009

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VERA CRUZ 60 ANOS

20 de novembro de 2009

17 a 22 de novembro de 2009

A Cinemateca Brasileira celebra neste mês os 60 anos da Companhia Cinematográfica Vera Cruz, criada em 1949 por iniciativa do empresário italiano Franco Zampari. Capítulo ainda não de todo esclarecido da história do cinema brasileiro, assunto polêmico para estudiosos e um dos alvos prediletos da geração dos cinemanovistas, a Vera Cruz nasceu no pós-guerra com um sonho ambicioso – criar um sistema industrial de produção baseado no modelo de estúdio hollywoodiano. Para tanto, e contando com o apoio de outros magnatas da indústria paulista, Zampari não poupou esforços para trazer ao país artistas de fora – entre eles Alberto Cavalcanti, cineasta brasileiro que circulava com prestígio pela Europa – e inúmeros técnicos estrangeiros.

Em seus “anos de ouro” – de 1949 a 1954 – a Vera Cruz produziu 18 filmes, alguns deles sucessos de público com carreira internacional – como é o caso de O Cangaceiro (1953), de Lima Barreto, premiado no Festival de Cannes de 1953. Além dos filmes, a Vera Cruz também lançou ao estrelato atores e atrizes como Alberto Ruschel, Eliane Lage, Mazzaropi, Tônia Carrero, Anselmo Duarte, Marisa Prado, Paulo Autran, Cleyde Yáconis, Jardel Filho etc. Em 1954, em meio a uma grave crise financeira, a companhia encerrava sua época áurea com uma enorme dívida que obrigou Zampari a entregar os estúdios ao Banco do Estado de São Paulo. Ainda assim, a Vera Cruz sobreviveu por meio da Brasil Filmes, criada por Abílio Pereira de Almeida e atingiu a década de 60 produzindo obras de Walter Hugo Khouri e, ainda hoje, permanece ativa, graças aos esforços dos irmãos Walter Hugo Khouri e William Khouri e daquele que os sucedeu na preservação da empresa e do acervo, Wilfred Khouri.

Com curadoria do pesquisador Sérgio Martinelli, a mostra VERA CRUZ 60 ANOS apresenta ao público uma seleção de filmes representativos da companhia – comédias, melodramas e documentários; longas e curtas-metragens que um dia alimentaram o sonho de uma indústria cinematográfica no Brasil. No dia 22 de novembro, a sessão especial VERA CRUZ HOJE apresenta os curtas Obras novas – Evolução de uma indústria, Santuário, de Lima Barreto, e os filmes de produção recente Encontrando Marcelo e Yoga clássico – Método, de Sérgio Martinelli, e LB persona, de Galileu Garcia.

CINEMATECA BRASILEIRA
Largo Senador Raul Cardoso, 207
próximo ao Metrô Vila Mariana
Outras informações: (11) 3512-6111 (ramal 215)
www.cinemateca.gov.br
Ingressos: R$ 8,00 (inteira) / R$ 4,00 (meia-entrada)
Atenção: estudantes do Ensino Fundamental e Médio de escolas públicas têm direito à entrada gratuita mediante a apresentação da carteirinha.

PROGRAMAÇÃO

17.11 | TERÇA
SALA CINEMATECA BNDES
18h30 CAIÇARA
20h30 O CANGACEIRO

18.11 | QUARTA
SALA CINEMATECA PETROBRAS
19h00 A FAMÍLIA LERO-LERO

19.11 | QUINTA
SALA CINEMATECA BNDES
18h30 CANDINHO
20h30 O GATO DE MADAME

20.11 | SEXTA
SALA CINEMATECA BNDES
18h30 TICO-TICO NO FUBÁ
21h00 FLORADAS NA SERRA

21.11 | SÁBADO
SALA CINEMATECA BNDES
18h30 O CANGACEIRO
20h30 NOITE VAZIA

22.11 | DOMINGO
SALA CINEMATECA BNDES
16h00 TICO-TICO NO FUBÁ
18h30 A FAMÍLIA LERO-LERO
20h30 SESSÃO ESPECIAL – A VERA CRUZ HOJE | OBRAS NOVAS – EVOLUÇÃO DE UMA INDÚSTRIA | SANTÚARIO | SEGMENTOS DAS NOVAS PRODUÇÕES DA VERA CRUZ | ENCONTRANDO MARCELO – DOCUMENTÁRIO | LB PERSONA – DOCUMENTÁRIO | YOGA CLÁSSICO – MÉTODO

FICHAS TÉCNICAS E SINOPSES

Caiçara, de Adolfo Celi
São Paulo, 1950, 35mm, pb, 95’
Eliane Lage, Abílio Pereira de Almeida, Carlos Vergueiro, Mário Sérgio
Primeira produção da Vera Cruz, drama amoroso ambientado em cenário tipicamente brasileiro – uma vila de pescadores no litoral paulista. Moça se casa com um viúvo de temperamento autoritário, dado a bebedeiras. A relação entre ambos se torna a cada dia mais tediosa e melancólica até que a moça se apaixona por um marinheiro recém-chegado à ilha.
ter 17 18h30

Candinho, de Abílio Pereira de Almeida
São Paulo, 1953, 35mm, pb, 94’ | Exibição em 16mm
Amácio Mazzaropi, Marisa Prado, Ruth de Souza, Adoniran Barbosa
Em Candinho, o comediante Mazzaropi criou seu personagem definitivo – o caipira paulista. O filme narra a história de um jovem caipira que parte para a capital e vive lá as maiores confusões. Livremente inspirado em Cândido, de Voltaire, Candinho conta com fotografia de Edgar Brasil, câmera do mítico Limite, de Mário Peixoto.
qui 19 18h30

O cangaceiro, de Lima Barreto
São Paulo, 1953, 35mm, pb, 90’
Alberto Ruschel, Marisa Prado, Milton Ribeiro, Vanja Orico
Um dos filmes de maior sucesso da Vera Cruz, O cangaceiro recebeu o Prêmio de Melhor filme de aventura e Menção honrosa pela música no Festival de Cannes de 1953. Faroeste nordestino, épico, drama romântico, tornou-se um clássico do cinema brasileiro. Cangaceiros liderados pelo Capitão Galdino semeiam o terror pela caatinga nordestina. Uma professora, raptada durante uma ação do bando, apaixona-se por Teodoro, membro da quadrilha. Diálogos da escritora Rachel de Queiróz e figurinos do artista plástico Carybé.

ter 17 20h30 | sáb 21 18h30
A família Lero-Lero, de Alberto Pieralisi
São Paulo, 1953, 35mm, pb, 87’ | Exibição em 16mm
Walter D’ Ávila, Marina Freire, Helena Barreto Leite, Luiz Linhares
Comédia popular sobre um pacato funcionário público atormentado pelos inesgotáveis desejos de sua família que não quer saber de trabalhar. Para se livrar da esposa e dos filhos, dá um golpe e foge para o Guarujá, mas, é logo descoberto e preso. Na cadeia, tranforma-se no temido bandido Rabo de Arraia. Baseado na peça de Raimundo Magalhães Jr.
qua 18 19h00 | dom 22 18h30

Floradas na serra, de Luciano Salce
São Paulo, 1954, 35mm, pb, 94’ | Exibição em 16mm
Cacilda Becker, Jardel Filho, Ilka Soares, Sílvia Fernanda
Último filme feito pela companhia, drama folhetinesco que parece impregnar-se do clima melancólico que domina os bastidores da empresa neste momento crepuscular. Numa viagem a Campos do Jordão, mulher descobre que está com tuberculose. Interna-se numa clínica, mas não suporta o tratamento médico rigoroso e resolve fugir. Na estação, à espera do trem, conhece um rapaz por quem se apaixona. Baseado no romance de Dinah Silveira de Queiroz. Destaque para a premiada interpretação de Cacilda Becker, uma das principais atrizes do teatro brasileiro moderno.
sex 20 21h00

O gato de madame, de Agostinho Martins Pereira
São Paulo, 1956, 35mm, pb, 85’ | Exibição em 16mm
Amácio Mazzaropi, Odete Lara, Carlos Cotrim, Roberto Duval
Engraxate se envolve casualmente com uma quadrilha de bandidos ao encontrar um gato perdido. A proprietária do gato oferece uma promissora gratificação a quem devolvê-lo.
Prêmio Governador do Estado de São Paulo de Melhor atriz para Odete Lara em 1956.
Montagem de Mauro Alice.
qui 19 20h30

Noite vazia, de Walter Hugo Khouri
São Paulo, 1964, 35mm, pb, 91’ | Exibição em 16mm
Norma Bengell, Odete Lara, Mário Benvenutti, Gabriele Tinti
Clássico da filmografia de Walter Hugo Khouri, estrelado por duas das maiores atrizes do cinema brasileiro – Norma Bengell e Odete Lara. Dois jovens burgueses partem para uma mais noitada e conhecem duas refinadas prostitutas. Ao lado das mulheres, procuram soterrar, sem sucesso, o tédio que toma suas vidas, forjando inúmeras situações eróticas. Na madrugada sufocante e cruel de São Paulo, as prostitutas voltam para casa após a noite de trabalho, e os dois homens retomam seus negócios. Destaque para fotografia de Rudolph Icsey.
sáb 21 20h30

Tico-tico no fubá, de Adolfo Celi
São Paulo, 1952, 35mm, pb, 133’ | Exibição em 16mm
Anselmo Duarte, Tônia Carrero, Marisa Prado, Ziembinski
Primeira super-produção da Vera Cruz, cujas filmagens duraram um ano, o filme inspirou-se na biografia do compositor e instrumentista Zequinha de Abreu – sua paixão por uma amazona; o casamento com uma amiga de infância; as experiências musicais e a vida no interior de São Paulo. Sucesso de público, Tico-tico no fubá lançou ao estrelato os atores Tônia Carreiro e Anselmo Duarte.
sex 20 18h30 | dom 22 16h00

SESSÃO ESPECIAL A VERA CRUZ HOJE

Encontrando Marcelo, de Sérgio Martinelli
São Paulo
Produção: Wilfred Khouri
Documentário sobre a obra de Walter Hugo Khouri, compreendida pela visão pessoal do próprio diretor e dos técnicos e atrizes que com ele viveram e trabalharam.
dom 22 20h30

LB persona, de Galileu Garcia
São Paulo
Produção: Wilfred Khouri
Docu-drama que foca a vida do controverso diretor de O cangaceiro – Lima Barreto.
Aqui Lima Barreto reencontra aqueles com quem trabalhou na Vera Cruz e revê sua obra.
dom 22 20h30

Obras novas – Evolução de uma indústria
São Paulo, 1953, 16mm, pb, 18’
Documentário sobre o progresso da capital paulista e a criação da Vera Cruz. A narração enfatiza a pujança e a expansão industrial da cidade, bem como a construção dos estúdios da companhia – a chegada dos primeiros equipamentos, imagens da equipe, dos filmes, e do seu processo de produção. Realizado com material de arquivo durante a crise que paralisou a companhia, o curta não foi exibido comercialmente.
dom 22 20h30

Santuário, de Lima Barreto
São Paulo, 1951, 35mm, pb, 18’
Documentário sobre as esculturas de Antonio Francisco Lisboa, o Aleijadinho. A câmera registra os detalhes de cada estátua, fazendo conhecer os dizeres inscritos em cada uma. O curta recebeu o Primeiro Prêmio da Seção de Filmes de Artes no Festival de Veneza de 1953.
dom 22 20h30

Yoga clássico – Método, de Cláudia Duarte
São Paulo
Criação: Cláudio Duarte
Produção: Wilfred Khouri
O Yoga Clássico é apresentado como um processo de se atingir o bem estar físico e mental, através de práticas acessíveis a todos.

O Menino Lula – A história de uma infância sem alegria

20 de novembro de 2009

Audálio Dantas narra, em texto emocionante, a saga do pequeno retirante que chegou à Presidência da República.

O lançamento pela Ediouro acontece em São Paulo, na Livraria da Vila (Alameda Lorena, 1731), dia 28 deste mês, a partir da 11 horas.

Uma obra impregnada de emoções reais, em que cada lembrança é lâmina cortante, a quase restauração das dificuldades e sofrimentos da família Silva no agreste pernambucano ou nas bordas de cidades do Sudeste. O livro O Menino Lula, mais do que acrescentar tintas míticas à imagem do Presidente Lula, reconduz Luiz Inácio da Silva aos seus iguais: tantos e tantos nordestinos que ainda hoje nascem e se mantém em vida como a confirmar a existência de milagres.

Audálio Dantas – reconhecido como um dos textos mais brilhantes do jornalismo brasileiro – escreveu O Menino Lula depois de uma longa conversa, em julho deste ano, com o presidente. Parte dessa história o autor já conhecia, seja porque ele e Lula tenham participado de lutas sindicais e políticas contra a ditadura militar, nos anos de 1970 e 1980, ou pelo fato de Audálio também ter migrado, ainda menino, do sertão nordestino, e depois, como repórter, conhecido de perto os problemas que afetam a região.

O Menino Lula é uma história sem alegrias. Lula nem acha que teve infância, no sentido da evolução lúdica de que todas as crianças deveriam desfrutar. Naquele casebre de Caetés, então um distrito do município de Garanhuns, muitas vezes faltava água e faltava pão; havia apenas um grupo de seres humanos – uns quase bebês, outros adultos – acoitado pelo instinto vital da sobrevivência. Nesse cenário sem cor, as lembranças que em Lula se fixaram são aquelas que se sobrepujaram em sofrimento, como a da partida da família num caminhão pau-de-arara, deixando para trás, desesperado, o único bicho de estimação, um cachorro chamado Lobo. O caminhão atravessou seis Estados e, ao final de treze dias de viagem, descarregou a família – Dona Lindu e sete de seus filhos – em São Paulo.

O Menino Lula é completado com várias fotos do acervo pessoal da família de Lula e por xilogravuras do paraibano Jerônimo Soares, um dos mais importantes ilustradores de cordéis do Brasil.

O jornalista Ricardo Kotscho, que fez o prefácio de O Menino Lula, diz que, para quem não conhece o Brasil e seu Presidente, o livro poderá parecer uma ficção, mais um romance fantástico de Gabriel Garcia Marquez. “Esse livro, porém, é uma prova de que, querendo, tudo é possível. Até mesmo mudar o nosso próprio destino”, escreve Kotscho.

Audálio Dantas é jornalista e escritor, ex-presidente do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo, ex- deputado federal. Escreveu, entre outros livros, O Circo do Desespero, Repórteres, O Chão de Graciliano (Prêmio APCA 2007) e A Infância de Graciliano Ramos (Prêmio Fundação Nacional de Literatura Infantil e Juvenil).

Ficha Técnica:

Livro: O Menino Lula – A emocionante história do pequeno retirante que chegou à Presidência da República
Autor: Audálio Dantas
Nº de páginas: 120
Preço sugerido: R$ 26,90.
Serviço de Atendimento ao Leitor: (21) 3882-8416

12 de novembro de 2009

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Palestras em Frankfurt

6 de outubro de 2009

Estarei presente à Feira Internacional do Livro de Frankfurt, como presidente da União Brasileira de Escritores, representando os escritores brasileiros e divulgando nossa literatura. No dia 8 de outubro, na sede do Consulado-Geral do Brasil em Frankfurt, Betty Vidigal e eu faremos palestras sobre “Tendências da Literatura Brasileira”. Betty Vidigal é diretora da UBE e falará sobre poesia, enquanto eu falarei sobre ficção. Ainda presidirei a mesa-redonda sobre Euclides da Cunha com a participação de Fábio Lucas, Moniz Brandeira e Bertold Zilly.

Até a volta!
Abraços a todos.

Literatura é lei

26 de setembro de 2009

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, também ilustre associado desta UBE, sancionou Projeto de Lei oriundo do Senado, transformando-o na Lei nº 11.899 de 08/01/2009 que “institui o Dia Nacional da Leitura e a Semana Nacional da Leitura e da Literatura”.

O Projeto é de autoria do Senador Cristovam Buarque e dispõe, em sua Justificação, que ele tem “como objetivo precípuo a valorização e o fomento à convivência da sociedade brasileira – em particular de nossas crianças – com a produção literária do País, por intermédio da inserção, no calendário brasileiro de efemérides, de uma semana especialmente dedicada à literatura e, como desdobramento natural, de um dia devotado à leitura.”

Mais à frente, afirma o Senador Buarque: “As principais e mais sólidas pesquisas relativas aos letramento e à aferição da qualidade do ensino demonstram que o interesse pelas obras literárias e pela leitura está intimamente relacionado ao desempenho escolar infantil, além de contribuir, de forma decisiva, de um cabedal intelectual e emocional, de natureza permanente.”.

Argumenta ainda que a “Constituição Federal preceitua o acesso à educação e à cultura como dever do Estado e considera a educação como fator indispensável para o pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua preparação para o trabalho”.

E, depois de considerar que a Lei – e as atividades dela decorrentes – deverão reforçar e despertar a população para o seu direito de acesso à educação e à cultura, conclui que “não sobram dúvidas sobre o papel da leitura quando se leva em conta as questões da inclusão social e da justiça social…”.

O projeto, publicado em 11 de setembro de 2007, foi aprovado por unanimidade tanto no Senado quanto na Câmara. A Lei 11.899/2009 coroa o trabalho desenvolvido por milhares de escritores, professores, bibliotecários e outros, conhecidos entre nós como “povo da leitura” dando-lhes o respaldo merecido para que as atividades mais se ampliem e passem a contar com os recursos necessários a uma Política de Estado para a Leitura e a Literatura.

Queremos notar que a redação da Lei e suas justificativas vêm corrigir uma visão incompleta de muitos dos esforços levados a cabo até hoje por alguns profissionais e órgãos públicos que tem enfatizado a leitura apenas como instrumento de preparação para o mercado de trabalho. Costumam dizer que o trabalhador analfabeto ou “analfabeto funcional” não sabe ler, reter ou interpretar o que os manuais da atual produção tecnológica dispõem.

Esta visão cristalizou-se de tal forma que informou já no primeiro governo Lula, a criação do Conselho Nacional de Política Cultural. Este órgão consultivo do Ministério da Cultura é composto por Câmaras Setoriais, como as de Música, de Artes Cênicas, Audiovisuais e Livro e Leitura. Na ocasião de sua apresentação pelo então ministro Gilberto Gil, a UBE sugeriu a inclusão do termo Literatura; e ousamos até uma analogia: “caso se mantenha apenas Livro e Leitura, vou sugerir que a Câmara de Música passe a chamar-se do Disco e da Audição.”.

Desde então, a Câmara Setorial do Livro, da Leitura e da Literatura tem-se preocupado em fazer sugestões ao MinC quanto à regulamentação de aspectos da Lei do Livro e assuntos correlatos. Tem-se como alvo o barateamento do livro para o leitor, a acessibilidade dos deficientes visuais e incentivos não só à indústria gráfica, editores, distribuidores e livreiros, mas também a autores.

Esta cadeia produtiva, excetuados os escritores, tem sido a grande beneficiária dos incentivos fiscais. Como se livros brotassem espontaneamente nas gráficas, segundo o design dos editores. Clara a fetichização de um mero suporte, porque o livro é a mercadoria por excelência de toda uma indústria e mercado editoriais.

A criação de um Fundo Nacional do Livro, Leitura e Bibliotecas foi sugerida pelo governo federal em dezembro de 2004, quando o presidente Lula instituiu por decreto o fim das taxas e impostos sobre a comercialização de livros no país e propôs, em contrapartida, que editores, distribuidores e livreiros destinassem 1% do lucro sobre a venda de livros para o programa. Os editores aceitaram, em acordo firmado por entidades como a CBL e a SNEL. Lá se vão quase cinco anos e nada foi feito. Sequer um barateamento significativo do preço final do livro.

A UBE tem cobrado isso e levado, através de CSLLL, suas sugestões e reivindicações que, acreditamos, interessam a todos os escritores. Mas, a maioria dos componentes da CSLLL faz ouvidos moucos. O fato é que esta Câmara tem alguns vícios de origem: o número de entidades representativas da indústria gráfica, dos editores e dos livreiros é bem maior que as de escritores, hoje, restrito a duas.

Nesses casos, decisões realmente democráticas exigiriam o voto paritário quando houvesse divergência de interesses. Ou seja, o conjunto de votos das demais entidades deveria valer o mesmo que o das duas entidades representativas de escritores. Os órgãos governamentais presentes se reservariam ao voto de Minerva.

A emergência da Semana da Literatura é mais uma exigência para que o Fundo venha a ser criado com a contribuição sugerida pelo Senhor Presidente da República e nosso associado. E que sua administração seja, enfim, paritária, nos termos acima.

A Semana da Literatura não correria o risco de virar letra morta. Ao contrário, ela seria recebida com tapete vermelho e recursos para financiar os eventos que venham a ser patrocinados pela União. Estados, Municípios, sociedade civil, entidades sem fins lucrativos e empresas se somariam na ampla mobilização.

As reivindicações da UBE são compatíveis com as celebrações da Semana de Literatura: organização de caravanas inter-regionais de escritores para visitar escolas de todos os graus para debates, leituras públicas e lançamentos de livros e revistas; a compra direta de livros pelo governo do próprio autor, beneficiando aqueles que publicam bancando os custos de edição; constituição de sistema público de distribuição de livros, em parceria com os correios; realização de concursos locais, regionais e nacionais para escritores e futuros escritores, nos quais as comissões julgadoras seriam formadas por autores e críticos locais e de outros estados; encontros inter-regionais de escritores sempre com a participação de escolas e estudantes; encontros sul americanos de escritores buscando intercâmbio e maior integração cultural do subcontinente; e muitas outras.

Palestras de escritores em escolas e bibliotecas, levadas a efeito em alguns Estados e municípios, demonstraram o quanto de entusiasmo e incentivo à leitura e à literatura ações tão simples podem significar. Infelizmente são ações locais ou temporárias que se encerram em si mesmas sem continuidade.

A Lei ora sancionada exige mais; a proposta do presidente aos que se beneficiam dos incentivos fiscais há muito tempo merece resposta incontinenti.

Esperamos e exigimos, neste ano do centenário da morte de Euclides da Cunha, um de nossos maiores; neste primeiro ano de vigência da Lei Nº 11.899, que os brasileiros usufruam não só de uma semana a altura dos objetivos maiores desta Lei, mas sejam partícipes de uma política de Estado consistente em relação a questões tão graves como as de incentivo e acesso à leitura e à literatura.

“Editorial da Revista ‘O Escritor’ da União Brasileira de Escritores (UBE) nº 121 de agosto de 2009

Saiu “O Escritor” nº 121

26 de setembro de 2009

Escritor 121- Portinari-1113_thumb_pNão se espante o leitor menos avisado com o rosto na capa. Mais que homenagem ao grande artista que, graças à generosidade de seu filho e curador João Cândido Portinari, vem há dez edições desta revista, com sua multifacetada obra, enriquecendo nosso trabalho, Portinari também foi escritor, um bom poeta.

É dele, como curador do Projeto Portinari, que neste abril completou 30 anos de laborioso levantamento da vida e da obra exemplares de seu pai, o rico material que se vê no dossiê, que centraliza sua temática nesta celebração de três décadas do extraordinário esforço de historiografia do artista que escrevia, e muito.

Portanto, nossa capa é o autorretrato de um homem de artes, mas também de letras. Duplo agradecimento, pois: ao pai e ao filho.
Há mais a apresentar. Um histórico da UBE de hoje no editorial de Levi Ferrari, um documento da geração de 45 aos seus vinte anos, assinado por Lêdo Ivo, seu mais representativo poeta,um elenco de prosa e verso atuais de onze nomes, em A Separata, além de outros temas e das habituais seções “Rodapé”, “Leitura de poesia”, “Estante”.

Outro dado,iniciado como ensaio na edição anterior, é o da circulação da revista, mais que triplicada. Outro dado mais, é o da redução do preço do exemplar,desde então explícito na capa. Finalmente: agora é trimestral.

Mais: a par da circulação e da frequência maiores, a presença da cor nas obras de Portinari, que começa justamente quando ele é capa e dossiê.

Transformar o jornal em revista não foi fácil. Mantê-la com três edições anuais, tampouco, pois em se tratando de cultura, nada é fácil no país do carnaval e do futebol – estas nossas maravilhas populares sempre bem patrocinadas. Mas “O Escritor” sobrevive há décadas, vindo desde o pequeno tabloide de 8 páginas que cresceram até alcançarmos 32, e agora sua 11ª edição como revista. Celebre conosco, bem-vindo leitor.